Cobradores de imposto
Nos dias de Cristo, a população da Palestina era constituída por agrupamentos parecidos com partidos políticos. Herodianos, fariseus, saduceus e publicanos e, nesse contexto, uma casta de agentes públicos se destacava: os cobradores de imposto. Diz o Livro da Lei que esta casta era considerada maldita, pois como cobradores de imposto construíam fortunas praticando atos de corrupção. Consta que um deles, avistado pelo Mestre em uma de suas passagens pela região, recebeu a notícia de que, naquela noite, Jesus jantaria em sua casa, fato acontecido segundo as escrituras. Na presença do Mestre e dos demais convivas, Zaqueu (então maldito), comprometeu-se em devolver em dobro toda a fortuna que roubara e, com o que sobrasse, praticar a caridade. A atitude de Zaqueu é a prova de que, mesmo tendo cometido malvadezas sem fim, é possível ao homem arrepender-se e conquistar um bom lugar na eternidade. Por isso, rogo aos cobradores de imposto da nossa região, presos por enriquecimento ilícito, que revejam seus conceitos, reflitam sobre os delitos cometidos, devolvam o dinheiro roubado e comecem uma vida nova, pautada nos limites da retidão e da justiça.
ANTÔNIO DA SILVA PINHATARI (bacharel em Direito) – Londrina

Postalis
Muito tem se noticiado sobre o rombo no fundo previdenciário dos Correios, chamado Postalis. O Brasil compadeceu-se dos funcionários da estatal, que terão gordas fatias de seu salário tomadas para cobrir o prejuízo. A esta altura do campeonato, é quase desnecessário apontar que a administração do fundo está, há tempos, nas mãos dos companheiros do PT e do PMDB. Desnecessário também apontar que o rombo bilionário deriva da mais pura incompetência dessa gente, que investiu o dinheiro dos contribuintes do fundo em aventuras ideológicas, tais como títulos públicos da Venezuela e Argentina. O resultado está aí para quem quiser ver. Seguindo a toada, os movimentos sindicais relacionados já se movimentam no sentido de conseguir na Justiça uma ordem para que os Correios arquem com a bilionária dívida. Lembrando que os Correios são uma empresa estatal - e o Postalis, um fundo privado. O que quer dizer, os sindicatos entendem que os Correios, eu e você, todos os pagadores de impostos brasileiros, deveríamos arcar com as barbeiragens financeiras dos companheiros. Resumo da ópera: o PT e o PMDB fazem a besteira e nós é que pagamos o pato. É o ou não é um bom resumo do Brasil?
JOÃO PAULO ITIMURA YAGUI (advogado)- Londrina

Presente
Num mundo onde a palavra de ordem ainda é o lucro fica difícil pensar em reais transformações. A "ecologia rasa" termo criado por Arne Naess (1912 – 2009) predomina com soluções superficiais, paliativos, remediações. Uma "ecologia profunda", de, por exemplo, dar durabilidade aos nossos produtos poderia ganhar força, se pensarmos em nossa enorme dívida diante um mundo que tanto nos presenteia. Fazemos muito pouco. Mas vamos aproveitar o bom momento, as modas, a responsabilidade socioambiental, as oito metas para salvar o mundo. Que tal lançarmos campanha "Viva Bandeirantes". O Rio Bandeirantes começa no município de Arapongas, tem ao longo do seu percurso algumas empresas potencialmente poluidoras, empreendimentos rurais e logo adiante no município de Rolândia muitos fragmentos florestais que poderiam até formar um "Parque do Bandeirantes". Uma área nobre como uma enorme escola a céu aberto, espaço de lazer, cultura e renda para inúmeros proprietário rurais pela ideia da "lavoura d’água". Que pudéssemos pagar um pouco da enorme dívida diante um mundo que tanto nos presenteia.
DANIEL STEIDLE (agricultor) - Rolândia

■ As car­tas de­vem ter no má­xi­mo 700 ca­rac­te­res e vir acom­pa­nha­das de no­me com­ple­to, RG,
en­de­re­ço, ci­da­de, te­le­fo­ne e pro­fis­são ou ocu­pa­ção. As opi­niões po­de­rão ser re­su­mi­das pe­lo jornal.
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