Politicamente correto
Ao ler na edição de 15/3 que o Senado pediu aumento de 45,2% nas verbas do fundo partidário dá vontade de chorar. Sob alegação da fragmentação dos partidos políticos, eles querem um aumento de R$ 392,4 milhões para R$ 570 milhões para que se possa financiar a estrutura partidária em nosso país. Não parece que Brasília fica na Suécia? Será que os jornais que circulam na capital federal são de Dubai? As redes sociais que circulam nos celulares de nossos políticos não captaram as mensagens do movimento de insatisfação popular do dia 15? A existência de tantos partidos, de tantos senadores, de tantos deputados e demais asseclas em nossa administração pública não está se revertendo em benefício para o país ou para nosso povo. Se o problema é a fragmentação partidária, vamos conter ou eliminar e não aumentar o achaque aos cofres públicos

PAULO MAURICIO ACQUAROLE (aposentado) - Londrina



Eleições 2016
Eu penso que uma vez eleito para um determinado mandato, seja vereador, prefeito, deputado (estadual ou federal) e senador, os representantes da população devem cumprir na íntegra o período do mandato. Ficar mudando antes mesmo de realizar o trabalho prometido em campanha eleitoral, que certamente gerou uma expectativa enorme, principalmente na questão da representatividade em nível estadual e federal, é um desrespeito à população. Agora, é o momento de cobrarmos as ações dos nossos representantes eleitos para que cumpram o que foi prometido e que não se preocupem com eleições durante os seus mandatos. Caso os políticos eleitos não estejam satisfeitos com o que escolheram, é muito simples resolver essa questão: basta apenas renunciar ao mandato. Estamos cansados de políticos de carteirinhas, precisamos de representantes sérios e comprometidos com o que prometem! Acorda Brasil!!

ADEMIR CAMPOLI (especialista em Gestão Pública) – Londrina



Cid Gomes
E não é que o ex-ministro Cid Gomes tem razão quando ele diz que "o Congresso Nacional possui uns 300 à 400 achacadores?" Vejamos: as emendas impositivas no valor de R$ 10 milhões para cada parlamentar não são outra coisa que verbas para fazer campanha política que poderão levar o parlamentar à reeleição. Dinheiro seu e meu para políticos se perpetuar no poder.
A verba aprovada pelos parlamentares para subsidiar os partidos políticos foi triplicada: dinheiro seu e meu, para manter partidos funcionando e fornecer um berço esplêndido aos políticos de profissão. Há partidos que mal conseguiram eleger uns vereadores ou deputados estaduais, mas as suas sedes vivem apinhadas de beneficiados com estas verbas: dinheiro seu e meu. Já pensou o que aconteceria se a presidente Dilma pudesse vetar estas verbas? Ela seria (e de fato foi) encostada na parede. Cid Gomes tem razão!

JOHAN SCHEFFER (professor) - Castro



Precioso líquido
Enquanto a quantidade de água doce do mundo continua igual, a população saltará de 2,5 bilhões de pessoas em 1950 para 9,3 bilhões em 2050, de acordo com projeção da ONU. Os números ajudam a explicar como pode haver crise hídrica em um país com uma bacia hidrográfica tão abundante. E caso ela falte? Segundo estudos das Nações Unidas, em uma década, cerca de 48 países não terão água suficiente para as suas populações o que atingiria quase 3 bilhões de pessoas e, até 2030, a procura por água doce deverá ser 40% maior do que a oferta. Há portanto que se refletir, principalmente nestes dias que antecedem o o Dia Mundial da Água, sobre a importância desse recurso natural, finito; o que temos feito para usá-lo de forma racional pois o líquido é o principal alimento da natureza. Ou seja, todo mundo precisa fazer sua parte, não dá para deixar para depois.

MARILENE RAMALHO PEREIRA (professora) - Londrina




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