OPINIÃO DO LEITOR
Brasil e o Titanic
Estamos vivendo um período no qual o certo ou o amanhã já não dá para esperar muita coisa. Quem já não assistiu ao filme Titanic? Dá até para para fazer uma comparação desastrosa entre Brasil e o Titanic. Enquanto as classes altas se exibiam no andar de cima, no porão os miseráveis (classes baixas) dividiam o espaço com ratos e baratas desfrutando dos restos e demais situações lastimáveis que não se visualizam no filme. Em cima poderosos e vaidosos, pessoas que gozam de privilégios inigualáveis. Porém, ambas as classes estão sujeitas a naufragarem do mesmo jeito. Assim estamos nós. Com tantas barbaridades acontecendo, os lá de "cima" parecem não fazer parte do mesmo navio. Será que se "Titabrás" naufragar, somente uma camada vai se afogar?
Hoje, pior que ontem
A transferência do ministro Dias Toffoli para a segunda turma do Supremo Tribunal Federal, com o objetivo de julgar a Operação Lava Jato, é mais uma manobra vergonhosa do PT visando livrar os "cumpanheiros" e demais membros da base aliada, afundados nessa roubalheira desenfreada que assola o Brasil. Ao invés de julgar, certamente, ele vai atuar como um lavador da Lava Jato e deixar todos limpinhos. Ainda somos obrigados a ouvir que na ditadura se roubava e ninguém era punido.
Exemplo louvável
Li na FOLHA (Política, 11/3) que o prefeito de Pérola, Darlan Scalco, cortou seus vencimentos, do vice, de secretários e também dispensou 60% dos cargos de confiança para equilibrar as contas da prefeitura. Esse exemplo deveria ser seguido pelo governo federal. A nossa presidente propôs em pronunciamento recente que nós apertássemos o cinto, mas não ouvi em momento nenhum ela dizer que devolveria os cartões corporativos, que reduziria o quadro de 39 ministros e cortaria as nomeações de seus apaniguados partidários. Talvez, esse pequeno exemplo possa ser uma verdadeira "pérola" para o governo federal. Nos pequenos frascos, grandes perfumes.
Operação abafa?
Está causando um mal-estar o movimento recente de algumas autoridades em Brasília. Ministro da Justiça recebe advogado de empreiteira enrolada fora da agenda; procurador-geral da União e o ministro da Justiça fazem uma visita ao Tribunal de Contas da União na tentativa, frustrada, de adiar o julgamento sobre a compra da refinaria de Pasadena; o procurador-geral da Republica, na véspera de apresentar a lista de políticos da Lava Jato, se reúne fora da agenda com o ministro da Justiça e o vice-presidente da Republica. Não existe nenhuma restrição para o encontro dessas pessoas, o que causa estranheza e suspeita são esses encontros que todos procuraram esconder e ao serem descobertos, deram as mais variadas versões, muitas vezes desencontradas. Segundo o sr. Janot, sua casa foi arrombada no final de janeiro, porém só veio a público quase um mês depois para justificar seu encontro com o ministro da Justiça; ao justificar sua visita ao vice alegou ter ido tratar do orçamento da Procuradoria-Geral, assunto que já havia sido tratado com o Ministério do Planejamento. Segundo as autoridades envolvidas, em nenhum momento foi tratado da lava jato. Parece que caminhamos para mais um escândalo em que se trabalha muito mais para esconder do que para esclarecer e, pelos nomes que aparecem, fazem de tudo para abafar o caso. Parece que a impunidade e a corrupção serão as grandes vencedoras de mais esse escandaloso roubo praticado contra o País.
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