OPINIÃO DO LEITOR
É verdade, sim!
Em plenário, o deputado federal José Antonio Reguffe (PDT-DF) surpreendeu positivamente o cidadão brasileiro e negativamente a grande maioria dos políticos ao dizer que a tese que defende e pratica é de que um mandato parlamentar pode ser de qualidade custando bem menos para o contribuinte do que custa hoje. Afirmou ainda que os gastos excessivos dos políticos são um desrespeito ao contribuinte. Esse deputado, de forma irreversível, irá promover uma redução de R$ 2,3 milhões nos seus 4 anos de mandato ao reduzir verba de gabinete; número de assessores de 25/9; cota interna do gabinete (cotão) de R$ 23.030,00/R$ 4.600,00; e ao abrir mão de toda verba indenizatória; toda cota de passagens aéreas; do auxílio moradia; e do 14º e 15º salários. Extrapolado essa economia, de R$ 2,3 milhões para os 513 deputados, teríamos uma economia de R$ 1,2 bilhão.
ADONIRO PRIETO MATHIAS (contabilista) Londrina
Acordem eleitores
Mensalão, petrolão e eleição tudo está ligado no cardápio do dia. Aí, somam-se ladrões, falta de vergonha, ausência de caráter e covardia e coloca na panela e está pronto a refeição do momento no Brasil. A União quebrou os estados, o Estado quebrou os municípios, e estes quebraram a sociedade. Assim, num dos países mais produtivos do planeta, leva-se um povo ordeiro e amistoso a protestar nas ruas e quebrar tudo que encontra pela frente. Esse é o golpe que já vimos no passado com a tentativa da tomada de poder pelos comunistas, e que hoje voltaram com o nome trocado. Hoje são chamados de aloprados, que não deram certo em outras coisas por faltar-lhes coragem para o trabalho e vergonha na cara, viraram políticos fantasiados de pessoas honestas, sofredores e perseguidos. E voltaram transvestidos de cordeiros encapuzados com caras de anjos e coração de lobo. Aí, está o cardápio nacional. Como mudar isso?
SEBASTIÃO CALMEZINI (comerciante) Londrina
Destinação do IR: Londrina na contramão
Nos últimos anos, o município de Londrina tem retrocedido no quesito destinação do imposto de renda para entidades que atendem crianças e adolescentes. Não há campanha e nem cronograma claro de entrega do recurso destinado para a instituição escolhida. Hoje quem destinar e a instituição que receber está lançando a sorte, pois pode demorar anos para finalizar o processo. Sem compromisso do poder público, esse mecanismo surte pouco efeito. O discurso deve ser traduzido em ações que vislumbrem, de fato, a prioridade absoluta à criança e o adolescente.
JACQUELINE MARÇAL MICALI (coordenadora de projetos sociais) Londrina
Ditadura disfarçada
Quando temos um negócio bem-sucedido, com certeza, houve um minucioso planejamento estratégico, e nisso o governo do PT é bom e faz bem. Cite-se o caso do Genoino, conforme pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, em indulto de Natal assinado por Dilma em 24 de dezembro de 2014, o STF extinguiu sua pena. Agora, o ex-deputado tornou-se um homem livre, avalizado pelo Supremo. A pergunta que não quer calar: cadê o dinheiro desviado pelos mensaleiros? Vamos fazê-los devolver até o último centavo e, caso não tenham, cadeia novamente, como qualquer cidadão normal desse país. Vale frisar que os pagamentos realizados foram as multas. Quanto ao envolvimento de Dilma no processo da Lava Jato, onde há citações de que a presidente sabia das falcatruas, novamente vem Janot e pede o arquivamento da investigação, apoiado na tese de que a Constituição protege o chefe do Executivo. Um fato interessante, no mensalão o relator é o ministro Luíz Roberto Barroso, e no petrolão, o ministro Teori Zavascki, os mais novatos da Corte e indicados por Dilma, coincidência interessante, mesmo que a escolha tenha sido feita por sorteio. As boas intenções ficaram restritas aos brasileiros de bem, o restante manipula tudo e todos.
YOCHIHARU OUTUKI (engenheiro agrônomo) - Itambaracá
Correção
Diferentemente do informado na edição de ontem da capa da FOLHA, o crédito da foto do radialista Cléber Tóffoli ("Brilhantismo") é do repórter fotográfico Ricardo Chicarelli.
■ As cartas devem ter no máximo 700 caracteres e vir acompanhadas de nome completo, RG, endereço, cidade, telefone e profissão ou ocupação. As opiniões poderão ser resumidas pelo jornal. E-mail: opiniao@folhadelondrina.com.br





