OPINIÃO DO LEITOR
Kireeff na contramão
Ao ler a Folha de Londrina (edição de 28/2) tive a agradável surpresa de constatar que o prefeito Alexandre Kireeff, no seu segundo ano de mandato, colocou a situação da Prefeitura de Londrina "no azul" (coincidentemente a cor do LEC). Em uma época como essa, de vacas magras, quebradeira geral, escândalos de corrupção literalmente saindo pelo ladrão, o prefeito conseguiu dar uma lição de capacidade de gestão, humildade, honestidade, seriedade e respeito pela coisa pública. Alguém poderá dizer que isso é obrigação do político, não é virtude; então, respondo: em um país como o nosso onde falcatruas e escândalos são descobertos a todo o momento, o próprio cidadão de bem fica induzido a se acostumar com o lado avesso, se afastando da moral e dos bons costumes. Por isso, parabenizo ao prefeito Kireeff que, mineiramente, sem alarde, devagarinho, vai colocando o trem nos trilhos, na contramão... da contramão.
Economia x política brasileira
É perceptível que a economia brasileira não está em seus melhores momentos. Percebe-se todos os dias nos noticiários juros altos, inflação descontrolada, preço da cesta básica se elevando, tarifas de energia elétrica e saneamento básico com grande elevação, preços de combustíveis sendo reajustados, perspectivas do PIB para crescimento próximo a zero ou até negativo em 2015, entre outros fatores. O mais interessante é que em 2014 os reajustes foram bem baixos, os índices quase não foram notados, o ano passou voando em clima de Carnaval, Copa do Mundo e eleições para Executivo e Legislativo. Enganaram direitinho o brasileiro e agora chegou o momento de pagarmos a Copa e outros gastos desenfreados e roubalheiras constantes como no caso da Petrobras e outras. Nessa altura do campeonato não adianta trocar ministro da Fazenda, remover ministros das pastas, trocar presidente da Petrobras, etc. A economia está como um campo minado e irá causar explosões e, infelizmente, os afetados sempre seremos nós, o povo.
Greve dos professores
Será que o governador Beto Richa está realmente preocupado com os alunos em relação ao vestibular e ao Enem? Sou professora e segundo semestre de 2014 precisei de licença médica de quase três meses e o governo não se importou com os alunos, pois não abriu contratos novos para substituir-me. Havia turmas de segundos e terceiros anos do EM, de Português, da manhã e outras turmas de Inglês à noite, num total de 40 horas-aulas. Pediram apenas para que os professores pegassem cada um um pouco de minhas aulas, pois não abririam novos contratos. Alguns, com muita insistência da diretora, pegaram uma turma cada, sendo que para isso passaram das 40 horas semanais. Pior: as duas turmas do terceiro ano da manhã, não foram supridas, ou seja, ficaram sem aulas de Português nesse tempo. Porém, como amo minha profissão e tenho ética e consciência suficiente para saber da necessidade de meus alunos, quando voltei fiz o possível e o impossível para que eles tivessem a matéria que necessitavam. Sei também que não é só o terceiro ano que determina o sucesso do aluno nesses concursos, mas todo o ensino em geral. Em Português mesmo a matéria do primeiro ano não se vê no terceiro; a do segundo, também não. É uma continuidade. E para perceber o nosso esforço e dedicação, tivemos um excelente número de alunos matriculados em faculdades, inclusive UEL e UEM.
Ligeireza do STF
Está certo: lei é lei, mas a ligeireza com a qual o STF cuidou do caso do José Genoino, extinguindo a sua ação criminal, foi espantosa. Sem generalizar, visto que há julgadores excepcionais, mas quem dera uma boa parte poderia seguir o exemplo das excelências.
Correções
- Diferentemente do informado na matéria "Três auditores são suspeitos de exploração sexual" (Geral, 6/3), o auditor fiscal Orlando Aranda foi preso na terça-feira.
- Ao contrário do publicado na edição de hoje da Folha Rural, o índice da queda do preço da tonelada da mandioca foi de 52% nos últimos 12 meses.
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