Renan Calheiros
Impressionante o poder de fogo de um presidente do Congresso Nacional. Não fosse o habitual servilismo ao governo, poderiam lançar mão de inúmeros recursos institucionais e políticos de que dispõem para ajudar o Brasil a romper muitas barreiras ao seu desenvolvimento. Vemos o atual presidente, Renan Calheiros, desenvolvendo uma gama de recursos para atuar em proveito particular, usando tática de confronto com o governo Dilma para receber cobertura e respaldo para enfrentar os inquéritos da operação Lava Jato de que é alvo. Em apenas dois dias deixou de comparecer ao jantar de confraternização do governo com o PMDB, seu partido. Devolveu ao Planalto uma medida provisória sobre aumento de impostos tachando-a de inconstitucional. Avisou que não aprovará qualquer indicado para a vaga do ex-ministro Joaquim Barbosa no Supremo Tribunal Federal se não for consultado (já tem seus favoritos evidentemente). Este último item nos remete para a falta de credibilidade de algumas decisões tomadas por esses juízes indicados ao STF somente se forem da confiança dos políticos de plantão. É incompreensível que nosso país aceite esse arranjo prévio para entronizar um ministro no STF.

CELSO MORENO BIZARRO (comerciante) – Londrina



Campanha da Fraternidade
Sobre a matéria "A política tem que olhar para o povo" (Entrevista, 1/3), concordo com o arcebispo primaz do Brasil, dom Murilo Krieger, nós viemos para servir e devemos nos penitenciarmos pelas nossas omissões, mas nem por isso devemos ser tão inocentes ao achar que o financiamento público exclusivo vai resolver a falta de representatividade dos nossos políticos assim como a corrupção. Senão vejamos: destinamos anualmente cerca de R$ 350 milhões por ano aos partidos políticos, sem considerar a isenção fiscal da mídia (algo em torno de R$ 1 bilhão) e tudo isso é pago por nós. Com o financiamento público formalizado, as campanhas serão ainda mais caras, pois grande parte dos empresários continuarão a ter seus próprios interesses e vão financiar campanhas e a "sede" dos políticos será maior ainda. Os pobres brasileiros estarão (sem saber) contribuindo para todos os políticos. Basta que a Justiça Eleitoral faça sua parte na fiscalização efetiva dos financiamentos de campanha, não fique no "faz de conta" e que tenha gana na defesa do povo e não dos políticos.

ANTONIO B. A. CAMARGO (engenheiro agrônomo) - Cornélio Procópio



Taca-lhe o pau dom Krieger
As palavras de dom Murilo Krieger sobre a Campanha da Fraternidade trouxe um grande alento. Não só a Igreja, mas muitos outros órgãos aglutinadores de pessoas deveriam ter a mesma iniciativa. Porém, acho que a Igreja Católica (sou católico) deveria fazer um pouco mais que isso. Alguns anos atrás, quando o PT ascendia aos cargos que hoje ocupa, vi padres e outros membros da minha igreja fazendo campanha e pedindo votos a esse grupo, pois eram eles a esperança de um mundo melhor, mais justo e mais distribuição de renda. O mesmo afinco demonstrado antes deveria aparecer agora para uma mobilização a favor do impeachment da presidente Dilma. A reforma não deve ser apenas política e sim de todos os Três Poderes da República, os limites de ganhos e de benefícios devem ficar nas mãos do povo diretamente sem que cada um faça favores uns aos outros.

PAULO MAURICIO ACQUAROLE (aposentado) - Londrina



Mais respeito aos trabalhadores
Na situação atual dos professores que lutam por seus direitos e não têm mordomia de passagens de avião, gostaria que os políticos não aumentassem os próprios salários e cortassem as regalias. A educação, saúde e segurança estão falidas por falta de dinheiro. Sem corrupção teríamos mais dinheiro para tratar os trabalhadores com mais respeito.

OLGA MARQUES DA SILVA (bancária aposentada) – Londrina



Correção
- Na matéria "Impressão 3D cria novas possibilidades de mercado" (Mercado Digital, 5/3), as legendas das fotos foram trocadas.

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