‘Cortar na própria carne’
Essa foi a frase de efeito do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, ao ser eleito para o cargo. Anteontem, na surdina, ele avalizou um reajuste (sic) para os nobres colegas: aumentou a verba de gabinete para R$ 92 mil,aumentou o auxílio-moradia para quase R$ 5 mil,liberou a verba da Câmara para pagar passagens aéreas das esposas dos deputados...e por aí vai. Tudo multiplicado pelos 513 membros dessa Câmara. Sabendo da penúria em que se encontra o nosso país, com escolas caindo aos pedaços, hospitais fechando, falta de medicamentos e a roubalheira comendo solta, é essa a hora de se autoconcederem aumentos? Que vergonha! Nosso povo está acordando, senhores deputados. Preparem vossos pescoços.

JOÃO ALBERTO TWARDOWSKI (médico) – Guaíra



Próximo passo: ‘auxílio-amante’
A criação do "auxílio-cônjuge", pela Câmara dos Deputados, trata-se de um verdadeiro acinte contra o povo brasileiro. Não adianta argumentarem que os recursos serão transferidos de uma rubrica para outra, sem aumento no total das despesas. Na verdade, o que houve foi aumento na "falta de vergonha" de suas excelências. Acho que criaram um problema para eles mesmos. A partir de agora muitas esposas irão para a "ilha da fantasia" ver de perto o "trabalho" dos maridos e poderão ter desagradáveis surpresas. Será que os deputados terão que comprovar se a beneficiária é mesmo a esposa ou seria a "outra"? Ah, se a capital federal ainda fosse o Rio de Janeiro, duvido que o povo já não teria invadindo tudo! Mas Brasília foi criada para isso – não sofrer pressão pública. Restam as manifestações programadas para 15 de março. Quem sabe a queda da Bastilha (ops...Brasília) está próxima.

AFONSO R. WELTER (aposentado) – Londrina



Afronta aos educadores
Sou filho de professora e tenho acompanhado o descaso e o descomprometimento do governador com a educação e os cidadãos paranaenses e venho aqui manifestar o meu repúdio. O papel da escola e do professor é formar cidadãos conscientes estimulando o poder do cidadão quanto ao controle democrático do Estado. Só com a educação podemos transformar a sociedade com cidadãos formadores de opinião, conscientes, críticos e aptos a escolher melhor seus governantes. É de suma importância que a sociedade saia da inércia e tome alguma atitude quanto ao desmonte da educação, pois são os mestres que levam conhecimento e cultura aos seus filhos tirando-os da ignorância. Não vamos permitir que essa classe tenha seus direitos cerceados. Que os governantes respeitem nossos mestres.

ARTHUR MONTEIRO MINOTTO (bacharel em Direito) – Nova Fátima



‘O melhor está por vir’
Logo após a vitória no primeiro turno das eleições com 55,67% dos votos válidos, o governador Beto Richa disse que "o melhor está por vir". Até o final de 2014, o Paraná era um exemplo de boa administração: as contas estavam em dia e havia obras por todo o canto. Era o terceiro estado brasileiro em arrecadação. Esperávamos para breve o término da duplicação do trecho urbano da PR-445. Também nos fora prometida para o primeiro semestre de 2015 a reinauguração do Cine Teatro Ouro Verde. Não nos esqueçamos ainda da ampliação do aeroporto – que, aliás, leva o nome do pai do atual governador – e a instalação do tão aguardado ILS, e do término do IML e do Teatro Municipal. De repente, como num passe de bruxaria, tudo mudou: o governador resolveu agradecer aos eleitores que confiaram a ele mais quatro anos de administração com um caldeirão de maldades. Para o cozimento dos ingredientes, Beto contou com o apoio de muitos duendes, cuja presença foi garantida pela escolta do próprio Secretário de Segurança do Estado. Nossos educandos e nossos doentes estão sem professores, sem médicos, sem giz, sem gaze, sem esperança. Se alguma coisa ainda funciona é graças a alguns abnegados que, sem salário, sem luz, sem água, sem papel higiênico, ainda resistem. Diante desse caos colossal, resta ao governador acionar o Ministério Público, o Tribunal de Contas para que deem conta de quem liquidou com as finanças do Estado.

ROBERTO TEIXEIRA (empresário) – Londrina




■ As car­tas de­vem ter no má­xi­mo 700 ca­rac­te­res e vir acom­pa­nha­das de no­me com­ple­to, RG, en­de­re­ço, ci­da­de, te­le­fo­ne e pro­fis­são ou ocu­pa­ção. As opi­niões po­de­rão ser re­su­mi­das pe­lo jornal. E-­mail: opi­niao@fo­lha­de­lon­dri­na.com.br

mockup