OPINIÃO DO LEITOR
Uma experiência no hospital
Mesmo acostumado ao atendimento frequente de doentes em hospitais, é diferente quando se convive com os mesmos. Por sete dias estive internado na UTI do Hospital do Coração com problemas cardíacos e pulmonares, terminando com a implantação de um marcapasso. Foi bom para um momento de reflexão ao poder contemplar o sofrimento da humanidade. Sete enfermos na mesma sala: um em coma alcoólica; seu vizinho delirando; outro queria uma faca para se matar e um quarto queria casar com a enfermeira. De madrugada, entra um menino de 11 anos com apenas 12 quilos, em coma, vítima de uma pneumonia; uma jovem de 19 anos, em coma, ao tentar o suicídio ingerindo grande quantidade de analgésicos. Os dias e noites passaram tranquilos sob olhar atento dos profissionais, tanto médicos como enfermeiras. Ao mesmo tempo, uma grande tristeza: altas horas da noite ou plena madrugada, motos barulhentas em alta velocidade passam em frente a este hospital, do Evangélico e do Mater Dei. Carros com som estridente perturbam o descanso de quem merece. Um desses carros, todos os sábados, pelas três da madrugada, transita solenemente na Avenida JK atingindo o Hospital Infantil. A quem pedir socorro?
Expediente grande ou pequeno?
A matéria "O discurso em primeiro lugar" (Política, 15/2) traz à luz o quanto é divertido ser vereador em nossa cidade. Depois de dez meses de "trabalho", entre os anos de 2013 e 2014, preparando uma revisão da norma de trabalho da Casa alguns não querem mais brincar assim. A principal alegação é de que não prestaram muita atenção às mudanças na época em que foram tratadas. Existem relatos de que a fala havia recebido um apelido de "sessão da tarde", pois era usada por poucos inclusive com o uso do tempo dos colegas que não se interessam pelo espaço. Uma das críticas à mudança também cita que a imprensa normalmente não se faz presente no final do expediente. Resumindo, os vereadores não se interessam pelo tempo destinado a eles para fala, quem fala não é ouvido pois os que votaram pela mudança dizem não ter prestado atenção e até mesmo a imprensa não se interessa por este período. Mãe da Pedra, primeiro, primeirinho, reizinho e assim vai nossa Londrina.
Celular ao volante
É uma praga esse costume de dirigir sem os devidos cuidados (Carro&Cia, 15/2). Principalmente falando ao celular. Tem motoristas que estão parados e saem no maior papo. Por que não terminam o assunto e depois fazem o deslocamento? Porque acham bonito transgredir. No dia 14/2, um motorista da Londrisul (Linha Roseira) andou mais de dois quilômetros com o aparelho grudado ao ouvido. Desligou e, num trecho adiante, ligou novamente. Faça-me o favor!
Empréstimos consignados
A Cacique Financeira fechou as portas no dia 5/2. E não foi só em Londrina não. Foi no Brasil inteiro. O seu site já saiu do ar. O telefone do SAC - 08007700889 ainda atendia no dia 11/2, mas não se sabe até quando. Todas as pessoas que tinham empréstimos consignados com essa empresa estão literalmente abandonadas, pois não colocaram sequer um aviso nas lojas. Fiz um refinanciamento que deveria ter sido depositado em minha conta até o início deste mês e que não entrou até agora. O aviso que está na porta da loja do Calçadão fui eu que coloquei, no dia 13, tentando ajudar as pessoas que não estão sabendo de nada. No dia 6/2, protocolei denúncia no Procon. Minha conta está negativa e terei que pagar juros ao banco com que opero. Além disso, a Cacique Financeira tem a obrigação de nos entregar os boletos de empréstimos para que possamos levá-los para a instituição que quisermos - é o que nos garante a Lei da Portabilidade. E agora como ficamos nós, trabalhadores, aposentados, pensionistas, que acreditamos nessa empresa? Com a palavra o Procon e o Ministério Público.
Correções
- Diferentemente do informado na matéria "Delegado da Receita Estadual e policial são presos" (Geral, 16/2) nenhum servidor da Receita Federal estava envolvido no esquema de exploração sexual de menores desmantelado pelo Gaeco.
- Ao contrário do publicado hoje na matéria "É preciso investir tempo e atenção" (Folha da Sexta), quem está na foto é a educadora canina Thaís Vasconcellos Leal.
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