OPINIÃO DO LEITOR
Trotes
Mais uma vez vemos na TV os absurdos dos trotes, das barbáries de quem acha estar fazendo um curso superior e por ser "veteranos" podem até tirar a vida de quem vai entrar nas universidades e faculdades. Por que os calouros vão a essas emboscadas, nessas sessões de torturas e por que se sujeitam a isso? Começaram lá atrás, de fase em fase, nos estudos, com muita dificuldade seus pais ralaram para eles chegarem lá, para depois chegar a esse ponto? Me desculpem, mas os calouros também são responsáveis por isso. Não aprenderam nada nesse tempo sobre um mínimo de autoestima, respeito e bom senso? Só vão no embalo? Só pensam momento? Até orgias com muita droga rola nisso tudo, isso quando não acontece o pior. Se não estão nem aí, vão fundo, mas não queiram depois culpar o mundo pelo seu fracasso total. Passar no vestibular não é nada, quase todos esforçados chegam a isso. Quero ver sair de lá, concluir o curso, ser um bom profissional e pessoa interessante para sociedade e para si próprio, e de futuro certo.
Supremo Tribunal Federal
Teoricamente, o Judiciário, em especial, o Supremo Tribunal Federal (STF), teria a incumbência de garantir a ordem e a coerência do sistema normativo, ou seja, a supremacia e rigidez constitucional, culminando com a garantia daquilo que reza a Constituição. O STF, agora mais do que nunca, diante da inércia (para não dizer outra coisa) do Legislativo, vem sendo obrigado a tomar decisões importantíssimas sobre questões que afetam diretamente a sociedade brasileira. É sabido que o Poder Legislativo não vem cumprindo (por nossa culpa) suas funções constitucionais por falta de hombridade, caráter e, algo mais! Caberia, então ao STF, como guardião-mor da Constituição, entretanto, quem escolhe os Ministros é o presidente da República e, por conseguinte, a gente já sabe no que dá.
Operação Lava Jato
Às vezes, nos deparamos com paradoxos interessantes. Veja o caso da Operação Lava Jato, uma cartilha aberta de como desviar recursos públicos que envolve novamente empresários e políticos. O "modo operandis" é diferenciado do mensalão, cujo recurso escuso comprava apoio de parlamentares. O que assusta e deixa qualquer cidadão de bem revoltado é a continuidade dos crimes, pois parecia que com o desdobramento do mensalão haveria medo do continuísmo. Talvez, se não houvesse brecha jurídica com mensaleiros cumprindo pena em casa e se estivessem em regime fechado, o impacto seria diferente. Há um velho ditado que diz: "o exemplo do bem na família tem que ser dado pelo pai a seus filhos" e, no presente caso, o governo federal não dá exemplo, o que incentiva os escândalos financeiros criminosos nos Estados e municípios. Podemos citar como exceções contundentes, o ex-ministro do STF Joaquim Barbosa e o juiz da Vara Federal de Curitiba, Sérgio Moro, que com o corpo do Ministério Público Federal tem enfrentado o poder em sua plenitude. O Brasil necessita de mais justiça, espero que esses exemplos contaminem mais autoridades do bem.
Ministro fora da realidade
O ministro de Esporte, George Hilton, almeja criar o Fundo de Investimento destinado ao esporte. Uma azáfama demasiada de ano novo em plena época em que as instituições e empresas estatais ficaram em zero em matéria de éticas e credibilidades por causa das roubalheiras na Petrobras. Além disso, o governo Dilma cobrar IR dos assalariados pobres para tampar buraco provocado por dispêndio. Por isso, criar coisa pomposa como Fundo de Investimento ao setor de esporte não se encaixa com a realidade brasileira.
Aviso
- Em função do Carnaval, o conteúdo de Economia está sendo publicado excepcionalmente no Primeiro Caderno nas edições de hoje e amanhã. O Caderno Economia&Negócios volta a circular na quinta-feira
Correção
- Diferentemente do publicado na matéria "Rede privada cresce e pública encolhe", publicada no caderno Cidades(13/2), a assistente contábil Adriana Sofiati informa que transferiu o filho da escola pública para a rede particular porque ele poderia ter um melhor desenvolvimento com a mudança.
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