OPINIÃO DO LEITOR
Um tributo a Zé do Chapéu
O empresário José Eduardo de Andrade Vieira foi um homem digno, honrado, que sempre pautou suas ações obedecendo aos mais sadios princípios de dignidade e retidão. Presidente do extinto Bamerindus, o "Zé do Chapéu", como era carinhosamente conhecido foi senador da República e ministro nos governos Itamar Franco e Fernando Henrique Cardoso. Sofreu as maiores intempéries da própria existência, mas, levou de vencida empreitadas meritórias. Proprietário da Folha de Londrina, esse gigante da comunicação, deixa enorme saudades não apenas para a família que ainda sofre sua falta, mas também para os amigos entristecidos com sua ausência. Transmitimos nossos profundos sentimentos aos seus familiares, desejando do fundo da alma para que Deus conforte seus corações.
54 milhões de néscios
Antes de Dilma ser reeleita, todos os brasileiros, sem exceção, sabiam exatamente e sem nenhuma dúvida, do seu passado comprometedor, da sua ausência de formação familiar, da sua incompetência e inexperiência profissional. Suas primeiras decisões contrariam absolutamente tudo o que pregou durante a campanha política: alteração em direitos trabalhistas; aumento de juros, impostos, energia e combustíveis. Mentiu descaradamente. Agiu com desonestidade. Sabemos que o projeto de poder do PT só é vitorioso com a centralização dos Poderes da República; com a compra de votos através da distribuição de bolsas; com a penalização tributária aos que sustentam a nação e com o conluio de partidos políticos que compõem a base governista. Motivos existem, porém, se por interesses deploráveis não for concretizado o "impeachment", seremos obrigados a esperar quatro anos para reconquistar o Brasil. Consequência de uma postura irresponsável e incompreensível da maioria dos brasileiros, que outubro de 2014 equivocadamente aprovaram o projeto de poder corrupto do PT.
Os vilões e o humor
A atriz Cláudia Raia em entrevista publicada na FOLHA semana passada disse uma frase que devemos refletir bem nos dias de hoje: "O humor subverte a vilania". O que vemos nos filmes,novelas e desenhos animados é que o mal sempre parece ser legal, "descolado", bem humorado, alegre, feliz, e ironiza,e faz cinismo com o bem. Quem é do bem sempre parece ser patético,chato e sem graça. Isso vai sendo interpretado na vida real como uma tendência a se ver nos bons costumes o que vivemos num cotidiano cada vez mais com valores invertidos. Vale dizer que o humor então deve ser visto como coisa séria.
Necessidades básicas x tolerância
A Folha apontou, em seu editorial de 9/2, o fato de o brasileiro ser tolerante com a má administração e os impostos altíssimos, desde que continue a receber suas bolsas. Eu também já fui muito crítico desse tipo de postura da população. Até que comecei a dar-me conta de que a população que vota em políticos corruptos, não generalizando, mas a maioria, são pessoas de baixíssima ou nenhuma escolaridade e que, por falta de oportunidades e salários dignos, acabou ficando à mercê do assistencialismo estatal. Eu não entendia como a população podia votar e defender políticos corruptos, que foram inclusive presos, como o nosso ex- prefeito Antonio Belinati. Foi, então, que conheci pessoas que, o pouco que tinham, acreditavam ser fruto das benesses desse tipo de governante.
Pergunto aos que afirmam que a população é "tolerante" com a corrupção, caso se encontrassem em uma situação de vulnerabilidade social, qual seria sua opinião a respeito dos corruptos que assolam este país? Será que teriam tempo e condições de raciocinar e "avaliar" as ações governamentais ou antes se preocupariam em satisfazer as necessidades básicas de sua família? Sou defensor do assitencialismo temporário e de políticas de recomposição e aumento do salário mínimo, para garantir a distribuição de renda e também como forma de acabar com as desigualdades sociais.
N.R.: A FOLHA acredita que os valores éticos e morais devem se sobrepor em qualquer situação. Também defendemos os programas de distribuição de renda, desde que concedidos temporariamente, assim como a capacitação e qualificação das pessoas para o trabalho.
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