Somos todos responsáveis pelo caos do Estado
Iniciamos o ano com aumentos de impostos, determinado pelo governo estadual e, ao mesmo tempo, há falência de varias áreas da política pública. Certamente, a má administração não começou agora. Falharam os órgãos que deveriam fiscalizar as contas do Estado que deveriam apresentar sintomas que não estavam bem, mesmo com o aumento da arrecadação. Falhou a população que não acompanhou com seriedade os resultados da atuação do governo, acreditando em discursos e propagandas. Ou a população começa a avaliar de fato as atitudes de seus governantes, que devem estar baseadas em obras e resultados concretos, ou continuaremos reféns de políticos que iludem e usam apoio do Legislativo para projetos pessoais.

JACQUELINE MARÇAL MICALI (gestora de projetos) – Londrina



Professores, não façam greve!
Por favor, peço encarecidamente que não façam greve de jeito nenhum, pois é exatamente o que quer o governo. A única forma de constatarmos, nós o povo, a falência do ensino estadual é através da presença de vocês em sala de aula, quando saberemos a respeito das próprias aulas, das turmas de alunos, da merenda escolar, enfim, de todas as mazelas que esse projeto de governador está tentando esconder. Espero que tenham me entendido, pois sou ex-professor e sei o que sentem na pele.

LUIZ VICTOR VAL MYSZKOWSKI (perito criminal aposentado) - Londrina



Mato alto
Conforme a matéria "CMTU começa a multar donos de lotes com mato alto" (Cidades, 23/1), a CMTU iria multar donos terrenos com mato alto. O promotor público disse que iria processar criminalmente os proprietários de imóveis onde fossem encontrados focos da dengue. Os terrenos da prefeitura por onde passam as linhas de transmissão da Copel estão sempre com o mato acima do aceitável: existe depósito de sujeira e lixo, mosquitos, roedores e caramujos africanos e não vejo nenhum desses órgãos tomando providências. Tirar a primariedade criminal de um cidadão por causa de larvas da dengue é um pouco demais a meu ver. Sugiro ao nobre promotor investigar por que o município cede tantos terrenos à Copel, que é uma sociedade anônima que visa lucros e os distribui a seus acionistas, sem custo e sem cobrança de IPTU e ainda por cima tem que arcar com as despesas de limpeza, manutenção, calçamento e muretas. Apesar disso tudo ser cobrado dos cidadãos, nos terrenos da prefeitura isso não vem ocorrendo.

PAULO MAURICIO ACQUAROLE (aposentado) - Londrina



Sabedoria milenar
Com relação à matéria "Consumidor da classe C está mais cauteloso" (Economia&Negócios, 30/1). Precisou que a situação chegasse ao extremo para se aperceberem que o caminho trilhado não era o ideal. Na economia tradicional não existia essas tão decantadas letrinhas para subdivisão das classes. O indivíduo era rico, pobre ou "remediado". Como sou oriundo de São Paulo e nascido na primeira metade do século passado, absorvi muito da economia europeia trazida pelos meus ancestrais que se resumia no seguinte fundamento: gastar somente 80% do que se ganha e se tiver um objetivo de adquirir um bem móvel ou imóvel juntar primeiro a quantia necessária, para, inclusive, poder fazer uma oferta na negociação. O endividamento sempre foi mau conselheiro. Os ensinamentos de meus antepassados mostraram-se sempre valiosos. Lembro-me de 4 anos atrás quando o governo nos incentivava comprar a esmo, estendendo prazo de financiamento de autos e de outros bens duráveis, escrevi nesta mesma seção (22/11/2010):"Espero que essa maneira doidivanas de compra não nos faça lembrar um pai que ganhou pela primeira vez um cartão de crédito, comprou presentes para todos os filhos e na hora que chegou a fatura se viu em desespero". Não sou versado em economia, apenas consegui ler nas entrelinhas.

EDSON MEDARDO SCARCHETTI (bacharel em Teologia) – Londrina



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