Fazenda Capela
Há cerca de um ano, num cair de tarde e após severo vendaval, auxiliei no restabelecimento da energia elétrica na mata preservada da Fazenda Capela em Joaquim Távora. Enquanto, no alto do poste, me preparava para o fechamento do circuito elétrico, um senhor de meia idade me interroga, olhando para cima: "Será que ainda demora para voltar a energia, meu rapaz?". "Volta já!", respondi de pronto e, prevencionista, pedi para que ele se afastasse do poste. Após mais de 12 horas sem luz, naquele momento, toda a Fazenda Capela estava iluminada. Ao descer do poste levei um susto. Diante de mim, para os devidos agradecimentos, estava o dono da propriedade: o mito José Eduardo de Andrade Vieira ou, para nós pés-vermelhos, o Zé do Chapéu! Um dos maiores ícones políticos dos anos 90, ex-presidente do Bamerindus, ex-ministro, ex-senador e superintendente da Folha de Londrina, gentilmente, nos oferecia um generoso café. Um pouco mais magro que da época política, inseparável sotaque acaipirado, preservava a mesma altivez e o mesmo sorrisão. Nos questionou sobre linhas e redes, equipamentos de proteção e choque elétrico. Falamos de família e da família, meio ambiente, sustentabilidade e educação ambiental. Enquanto proseávamos, na represa natural na parte baixa, capivaras submergiam atrás de alimentos enquanto as garças, silenciosas, alçavam voos suaves, procurando abrigo no topo das castanheiras. Na ensolarada manhã do último domingo, ao abrir os sites de notícias, me deparei com a notícia do passamento do "ministro Zé Eduardo". Sinceramente, me entristeci. Subiu para o andar de cima um grande empreendedor, um político honesto, trabalhador e grande ser humano. Vai o homem fica o legado! A Fazenda Capela perderá um pouco de luz. Para mim, guardarei eternamente nossa conversa na mesa, regada com café, leite, torradas e bolo de fubá! Vai com Deus, Zé do Chapéu!

JOÃO CANDIDO DA SILVA NETO (eletricitário) - Santo Antônio da Platina



Nota de pesar
A vida se constrói com fatos, feitos e posicionamentos. O empresário, senador e ministro José Eduardo de Andrade Vieira tem sua marca na história do Brasil, com trajetória de intensa contribuição para o desenvolvimento do País. O Paraná perde uma grande liderança. Nossas condolências e que Deus conforte todos seus familiares.

ELEAZAR FERREIRA (reitor da UniFil) - Londrina



Adeus, Zé do Chapéu!
É desta forma carinhosa que nos despedimos do senhor José Eduardo de Andrade Vieira. Diz a sabedoria popular que só temos um vida plena quando plantamos um árvore temos um filho e escrevemos um livro. O nosso saudoso José Eduardo transcendeu esses quesitos. As nossas vidas são compostas por erros e acertos nas tomadas de decisões nos mais diversos segmentos. No fechamento do ciclo da vida fecha-se o balanço, o qual apresentará um saldo negativo ou positivo. Todos aqueles que conheceram de forma direta ou indireta José Eduardo hão de convir que o seu saldo será extremamente de acertos. Que Deus o tenha!

ADONIRO PRIETO MATHIAS (contabilista) – Londrina



Condolências
É com profundo pesar que recebemos a notícia da morte de José Eduardo de Andrade Vieira, homem cuja história contribuiu em muito para o desenvolvimento do Estado do Paraná e do Brasil. Seu legado de empreendedorismo e respeito a todos não será em vão.

JOHNNY LEHMANN (prefeito de Rolândia) – Rolândia



Desenvolvimento regional
É com muita tristeza que recebemos a notícia da morte do empresário José Eduardo de Andrade Vieira. Cidadão benemérito de nossa cidade, José Eduardo foi responsável por grande parte do desenvolvimento local. Meus sentimentos à família e amigos.

BRAZ RIZZI (prefeito) – Arapoti




■ As car­tas de­vem ter no má­xi­mo 700 ca­rac­te­res e vir acom­pa­nha­das de no­me com­ple­to, RG, en­de­re­ço, ci­da­de, te­le­fo­ne e pro­fis­são ou ocu­pa­ção. As opi­niões po­de­rão ser re­su­mi­das pe­lo jornal. E-­mail: opi­niao@fo­lha­de­lon­dri­na.com.br

mockup