OPINIÃO DO LEITOR
Calçadas de Londrina
Foi muito comovente a reação(nenhuma) da administração municipal a respeito de carta enviada à FOLHA, em janeiro de 2014, sobre a precariedade das calçadas em Londrina. Prefeito Alexandre Kireeff, tenha dó! Vamos sacudir esse esqueleto e botar a mão na massa. Pelo andar da carruagem vamos continuar na mesma toada. No tempo do Nedson tive a ideia de providenciar um esboço de projeto de lei a respeito de calçadas. Foi enviado ao prefeito e aos vereadores e ninguém fez nada. Tenho uma quantidade enorme de fotos com exemplos de calçadas malfeitas e todos continuam a fazer conforme o gosto do freguês. O Barbosa fez alguma coisa, mas foi insuficiente. Não leram minha sugestão ou desprezam qualquer tipo de colaboração?
Pedágio
Chegar ser redundante que o preço do pedágio no Paraná é uma vergonha. Entra e sai governo e o pedágio não acaba, não diminui e nem é feita a revisão dos contratos das concessionários. No Natal, estive no interior de São Paulo (Campos do Jordão, Mogi das Cruzes, São José dos Campos, entre outras cidades) e o pedágio por lá não ultrapassa R$ 2,70. Aqui, na minha região, a Viapar cobra em torno de R$ 7,90! O pior é que sem duplicar as estradas o número de mortes só aumenta. Em Santa Catarina, o pedágio não passa de R$ 1,80. O pedágio mais caro do Brasil é cobrado pelas concessionárias do Paraná.
Por que o Brasil é assim?
O Brasil, ao que me consta, é o segundo maior cobrador de impostos do planeta. Está novamente (se que de fato algum dia nunca esteve) amargurando inflação, recessão. E o que se adota como remédio para esse mal? Mais impostos, simples assim. Por que tem que ser assim? Onde é que estamos errando? Alguém já parou para pensar e pedir uma prestação de contas, do que se arrecada e se gasta? E o principal, a onde e em que se gasta? Mas isso sem maquiagem! Estou com mais de 50 anos, e sempre foi assim. A nossa geração se acostumou com isso: crise, apertões, impostos. Existe, evidentemente, um faz de conta nos anos eleitorais, mas que agora o povo já está começando a enxergar (graças aos discursos de Dilma da teoria e o que ela está pondo em prática). O Brasil é o maior cobrador de impostos e presta um dos piores serviços públicos do mundo. Então, a conta não está fechando. Quem ganha com isso?
Discurso de Dilma
Em cerimônia de posse do dia 1º, a presidente Dilma enfatizou que no governo do PT foram regatados 36 milhões da extrema pobreza, sendo que só no seu governo foram 22 milhões, ao passo que dados do Ipea falam em 8,4 milhões entre 2002 e 2012, nada de extraordinário, sabido que dados do PNAD e da PME, ambas do IBGE, informam que só com o Plano Real entre 1994 e 2002 a pobreza caiu 31,9%. Exaltou que o salário mínimo e os demais salários nunca se valorizaram por tanto tempo. Outra mentira, segundo dados do Ministério do Trabalho e IBGE, o mínimo teve uma alta de 1.017% de 1994 a 2014, e o IPCA subiu 362%, produzindo um aumento real de 142% no salário mínimo. Ademais, foi a partir de 1994, com Fernando Henrique que se inaugurou uma política de aumento real dos salários mínimos, porém, o salário mínimo no governo de Juscelino Kubitschek, em 1959, valia 6 mil cruzeiros, o equivalente a R$ 1.521,08 com a correção do IGP-DI. No programa Minha Casa Minha Vida, afirmou que foram entregues 2 milhões de moradias, tendo sido entregues, entretanto, 1,72 milhão de casas de péssima qualidade que racham, afundam e se desmancham sozinhas. Vangloria ter alcançado as quatro menores taxas de desmatamento da Amazônia, realmente pelo INPE foram os menores em quilômetros quadrados, todavia, houve um crescimento de 29% entre agosto de 2012 e julho de 2013 com relação ao mesmo período anterior. E outras jactâncias próprias do PT, mas pelo menos em corrupção sua liderança não se discute.
■ As cartas devem ter no máximo 700 caracteres e vir acompanhadas de nome completo, RG, endereço, cidade, telefone e profissão ou ocupação. As opiniões poderão ser resumidas pelo jornal. E-mail: opiniao@folhadelondrina.com.br





