OPINIÃO DO LEITOR
Incremento no salário dos deputados
Com relação à matéria "AL confirma aumento de 26,35% para os 54 deputados" (Política, 28/1), é muito intrigante ver reajuste nos salários dos deputados estaduais, algo que irá ter um impacto na economia de aproximadamente R$ 3,4 milhões anuais, enquanto o trabalhador brasileiro sofre a cada dia para pagar contas e tributos impostos pelo governo. O mais revoltante é ver a falta de comprometimento e descaso com a população, que mesmo sem benefícios ainda necessita ver o País com a inflação em alta e o descumprimento das propostas de campanhas. Essa fortuna destinada aos deputados poderia ser bem aplicada em áreas realmente necessitadas como educação e saúde. É um gasto adicional do governo, porém não é algo que surpreende, pois não há participação popular nessas decisões que nunca são em prol dos trabalhadores
Reinventando a roda
Vendo o saco de maldades imposto (sem trocadilho) pelos nossos dirigentes, reporto-me ao livro de Jonas, inserido na Bíblia, onde podemos ler no capítulo 3 que o senhor manda Jonas dizer ao povo ninivita que se converta para receber a graça de Deus. À medida que Jonas anuncia, o povo crê e se transforma, inclusive o "rei que tirou o manto, juntamente com seus ministros e vestiram-se todos com pano de saco" (abriram mão de seus cartões corporativos e outras regalias). Numa situação de penúria, não é só povo que tem que arcar com as dificuldades, mas sim todos que fazem parte do "reino".
Por que pena de morte?
Discordo do leitor José R. Dias (Opinião, 20/1) ao criticar a presidente Dilma Rousseff no caso da pena de morte aplicada pela Indonésia ao traficante brasileiro disfarçado de instrutor de voos de asa delta. Esse caso difere dos dois cubanos que desertaram da delegação no Pan-americano de 2007 e foram mandados de volta a Cuba. Hoje os contrários de Lula e Dilma estão vendo que o PT estava certo. Com diálogo e investimento em Cuba, o Brasil despertou a concorrência americana, mas a oposição não vê que o País saiu na frente com a aproximação da ilha pelos Estados Unidos. Quando Lula e o presidente turco ficaram sozinhos nas negociações sobre o enriquecimento de urânio do Irã as grandes potências embargaram os investimentos naquele país, aliás, queriam detonar os laboratórios de enriquecimento de urânio. Agora, chegaram à conclusão que Brasil e Turquia estavam certos e já destravaram várias operações financeiras daquele país. O Irã continua quietinho e ninguém mais levanta suspeita. O eleitor que votou no outro candidato precisa também aceitar a opinião de quem está com a vitória das urnas, principalmente respeitando a história recente. O brasileiro Marco Archer colheu o que plantou, infelizmente.
Conquistas e gargalos do agronegócio
Sobre a interessante matéria "As conquistas e os gargalos do agronegócio" (Folha Rural, 17/1), esse tipo de ranking deve ser analisado com muito cuidado, pois, muitas vezes, a metodologia utilizada leva a distorções significativas. Quando se fala em "competitividade" a questão da inovação torna-se muito relevante. Se, como se comenta na matéria, o investimento em inovação se restringiu aos dados do CNPq, esse quesito é inócuo. E, talvez, seja por isso que o Distrito Federal apareça em terceiro lugar no ranking, já que lá fica a sede do CNPq. Aliás, a inclusão do DF nessa lista até pode ser discutível, face a desimportância da região no contexto do agronegócio brasileiro. As colocações do secretário Norberto Ortigara (Agricultura) são importantes, pois além de comentar a questão da inovação (claramente falha na metodologia) ele aborda o tema da conservação do solo, que é fundamental para a competitividade de longo prazo. Seria interessante sugerir à Faep que questionasse formalmente a CNA sobre a metodologia desse ranking no que se refere à inovação e sobre outros aspectos que não constem explicitamente da matéria veiculada pela Folha Rural.
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