OPINIÃO DO LEITOR
Doutor, Neneca
É desta forma que dou o último adeus ao ex-goleiro Neneca. A unanimidade, simplicidade e educação de Neneca jamais serão esquecidas. Quem teve o prazer de conviver com ele, certamente, comprovará a afirmação. Após deixar o futebol profissional, sempre era convidado para participar de grupos de amigos que se reúnem para jogar bola. Tive o prazer de conviver por muitos anos com ele no Centuriões e na Casa do Cici. Dentro de campo, Neneca era um modelo de gentilezas e simpatia, não se importando falhar em defesas relativamente fáceis para dar a alegria do gol para jogadores com idade mais avançada, em especial, para o nosso querido Cici, com 84 anos. Fora de campo, quando da cervejinha e do churrasco, ficava no seu cantinho sempre falando baixinho e chamando a todos de "doutor".
Vá em paz Neneca
24 de janeiro de 2015. Aos 67 anos, recém-completados em dezembro, Hélio Miguel nos deixou. Porém, até chegarmos em 2015, muita coisa aconteceu na vida de Hélio Miguel. Filho de ferroviário, Neneca nasceu e cresceu em Londrina nos arredores do tradicional Estádio Vitorino Gonçalves Dias. Seu sonho era ser centroavante, mas ao acaso descobriu que seu talento era jogar com as mãos. Do gol nunca mais saiu, consolidando-se como o maior goleiro da história de times como Guarani (SP), América (MG), Náutico (PE) e Londrina. Tais feitos bastavam para eternizar qualquer jogador, mas com Neneca aconteceu algo diferente. Seus feitos complementaram o ser humano extraordinário que era, sempre fazendo o bem a todos. Pessoa de grande simplicidade, Neneca pouco importava-se com o que ganhava ou com a fama que foi adquirindo ao longo de sua carreira. Sempre tratou todos da mesma maneira. Hélio Miguel nos deixa, mas seus feitos e ensinamentos marcaram a vida de inúmeras pessoas que, assim como eu, levam na mente a figura de Neneca como exemplo de pessoa. Vá em paz Hélio Miguel, deixando saudades.
Aniversário de Rolândia
O mais famoso professor de história de todos os tempos Eric Hobsbawm no seu mais famoso livro "Sobre História" já havia, em 1997, escrito uma frase que, com certeza, tem tudo a ver com a atual situação que a cidade de Rolândia vem passando nos últimos tempos: O passado fornece um pano de fundo mais glorioso a um presente que não tem muito a comemorar.
54 milhões feitos de otários
É regra geral no Brasil políticos fazerem promessas nas campanhas eleitorais e não as cumprirem depois de eleitos. Tradicionalmente isso é perceptível no balanço final do mandato. Todavia, dessa vez, a guinada para o descrédito foi incontinenti. A candidata Dilma Rousseff prometeu que não mexeria nos direitos trabalhistas, que não aumentaria os juros e nem as tarifas e criou o mote "pátria educadora". Sessenta dias após ser eleita, Dilma reduziu os benefícios do seguro desemprego, permitiu a elevação dos juros, implementou um tarifaço, aumentou impostos e reduziu os recursos para investimento na educação. Foi a demonstração de um estelionato eleitoral em tempo recorde, do descumprimento das promessas mais rápido da história e a revelação de uma campanha mentirosa, assim que as urnas se fecharam. No rastro dessa desfaçatez, de mentiras e enganação, deixou 54,5 milhões eleitores feitos de otários. Senhores, parem e reflitam no tamanho da afronta, do menosprezo à nossa inteligência e da deslealdade para com quem nela confiou. Um presidente da República não tem o direito de insultar o seu povo dessa forma. Seria de bom alvitre que Dilma explicasse as razões dessa repentina mudança de postura e pedisse desculpas aos brasileiros pela impossibilidade de cumprir o que foi prometido.
■ As cartas devem ter no máximo 700 caracteres e vir acompanhadas de nome completo, RG, endereço, cidade, telefone e profissão ou ocupação. As opiniões poderão ser resumidas pelo jornal. E-mail: opiniao@folhadelondrina.com.br





