OPINIÃO DO LEITOR
Adeus a Neneca
O mundo do futebol e especialmente o Guarani e o Tubarão não perdem somente um ídolo dos gramados com a morte do ex-goleiro Neneca. Perdemos uma referência de um tempo em que o jogador amava seu time, sua torcida e o próprio esporte. E nem sabia o que era marketing pessoal. Um tempo mágico em que o jogador não poupava esforços físicos para vencer partidas e campeonatos e raras vezes perdia o contato com a comunidade de onde havia saído. Um tempo de beleza plástica do futebol, tempo de espetáculos, de derrotas sofridas com o coração e de vitórias monumentais. O londrinense Neneca fez parte desse tempo e o representou com a excelência de números, performances e seu inquestionável talento. Assim, o mundo do futebol se despede do grande ex-goleiro e também de uma outra era (mais ingênua e mais bonita) do nosso esporte favorito.
A energia, a água e a verdade
Em tempos obscuros como o atual, onde a população vem sendo mais enganada a cada dia, diversas áreas governamentais vêm contando sem cansar mentiras no intuito de tornarem as mesmas "falsas verdades" igual ao ditado popular. Lemos e ouvimos de especialistas em energia e ministros que o problema dos apagões são a falta de usinas hidrelétricas e quem prejudica é o setor de meio ambiente. Na verdade pura e simples, é o contrário, pois a falta de água está aí e ninguém pode negar. Esses problemas ambientais vieram para ficar e nem construindo usinas na maior e melhor floresta do mundo irá resolver. E isso é que a população tem de entender e parar de se enganar. Então, a solução é de certa forma simples: conservar e aumentar as florestas, replantar as margens dos rios, reservatórios e lagos com árvores nativas, diminuir o desperdício e parar de enganar a população investindo de forma rápida e intensamente nas energias realmente limpas, como a solar e a energia dos ventos, além das marés e biomassa. Fontes essas que geram emprego e farão o Brasil novamente despontar como nação do futuro. Chega de mentiras!
Reforma tributária
Fala-se muito sobre a necessidade de se fazer uma reforma tributária no País. A cada dia que passa sinto-me como se estivesse vivendo em épocas medievais onde as pessoas eram aterrorizadas com tantos tributos a pagar e ficavam cada vez mais necessitadas. Pergunto-me para que o aumento e a criação de tantos tributos? Pagar os gastos exagerados nas eleições ou diminuir o rombo da corrupção? Ler os jornais hoje tornou-se um ato de coragem, pois são tantas notícias desanimadoras que pesamos como iremos aguentar essa situação caótica do país. Resta-nos apenas trabalhar e economizar o pouco que conseguimos ficar dos nossos baixos salários.
E o Hotel Bandeirantes?
Em 21/2/2005, sugeri neste espaço que o Hotel Sahão, abandonado há anos, fosse tombado por ter sido um marco importante na história de Londrina. Hoje a edificação continua abandonada e põe em risco a vizinhança. Entretanto, há outro caso também no Calçadão que é pouco visível da rua, mas igualmente incômodo: o que resta do antigo Hotel Bandeirantes. Abandonado há anos e sem a menor manutenção nos andares superiores, é residência de pombos e morcegos que entram pelas diversas aberturas. Muitos acabam morrendo dentro por não acharem a saída. Esse imóvel, alugado na área térrea, já foi várias vezes visitado por moradores do entorno com pedido de limpeza aos locatários, a fim de conter a invasão de morcegos nos prédios vizinhos. O Bandeirantes Hotel merece também uma reportagem com o mesmo destaque dado ao Hotel Sahão.
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