Motorista tartaruga
A ideia do prefeito Alexandre Kireeff de premiar motoristas que andarem pelas vias da cidade de Londrina abaixo da velocidade permitida revela o seu grau de comprometimento com os munícipes. Londrina está suja, esburacada e cheia de grama sem poda, nossos hospitais não prestam atendimento digno aos pacientes, as escolas têm infiltração e faltam vagas aos alunos. Entre tantas coisas a serem feitas, o prefeito quer premiar os motoristas tartarugas. O trânsito de Londrina já apresenta diversos problemas como ruas mal sinalizadas, farol sem sincronia, estacionamentos rotativos que atrapalham o fluxo do trânsito, como na Avenida Duque de Caxias, e faixas de ônibus que não receberam pavimentação adequada para suportar o tráfego de conduções pesadas. Se o prefeito deseja incentivar o cidadão, que entregue esses recursos que seriam destinados aos motoristas tartarugas às escolas e hospitais de Londrina, pois eles precisam muito mais do que qualquer bom motorista.

ROBERTO TEIXEIRA (empresário) – Londrina



Desarmando a polícia
Concordo com o leitor Antonio C. Pescador (Opinião, 11/1) sobre o movimento que luta para que a polícia use instrumentos de menor potencial ofensivo contra a bandidagem. Se bem que a maioria da população pensa assim. A própria Secretaria Estadual de Justiça tinha emitido declaração elogiando a lei 13.060/2014 que regulamenta a violência praticada por policial quando resulte em morte de alguém. Minimizar a violência dos policiais é correto. Entretanto, a lei é inoportuna no momento em que a população teme os bandidos e reclama da falta de segurança. Extremamente, apreciável o sistema de democracia nos EUA. Lá, cada estado tem sua própria lei que corresponde à altura do desejo de sua população. Por que os parlamentares brasileiros não possuem a perspicácia para melhorar nossa democracia e tentar aplaná-la com o nível da democracia americana?

OSAMU ARAZWA (contador) – Londrina



A caminho da ruína
A FOLHA nos faz saber que o senhor João Vaccari Neto foi exonerado do cargo de conselheiro da Itaipu Binacional onde recebia o salário mensal de R$ 20.804,13 (Política, 23/1). Valor este que acumulado no ano perfaz o total de R$ 249.649,56. Como o conselho realiza seis reuniões anuais, segundo a mesma notícia, ele embolsava a astronômica cifra de R$ 41.608,26 por reunião ordinária. Essa matéria nos faz lembrar o bordão do jornalista Boris Casoy: "Isto é uma vergonha!".

EDSON MEDARDO SCARCHETTI (bacharel em Teologia) -Londrina



Aposentados punidos
É com tristeza que vejo o Executivo aumentar os recursos do Estado ao taxar em 11% o salário de aposentados e pensionistas que recebem acima do teto do INSS, ou seja, R$ 4.390,24. Aqueles que trabalharam e contribuíram com o Estado, infelizmente em sua grande maioria não usufruem de bons serviços de saúde do SAS no período da vida que mais necessitam. É injustiça o governo não fazer o seu dever e oferecer bons serviços de saúde para todos os funcionários públicos, inclusive aposentados e pensionistas. Esse mesmo governo lhe outorga o direito de tributar os salários de aposentados e pensionistas. É coerente isso? O que também é assustador é o comportamento dos deputados da base aliada que, tomados pela inércia, se esquecem das promessas de campanha de fiscalizar o Executivo e lutar pelos trabalhadores do Paraná. E não se preocupam com o descaso em relação ao SAS, muito menos com os servidores ativos e inativos. A cobrança pode ser legal, mas com toda a certeza é imoral. Essa imoralidade contou com o crivo de muitos deputados da Assembleia Legislativa.

JONAS VIEIRA DA COSTA (professor de Geografia) - Londrina



Matemática dos impostos
Segundo a mídia, com os ajustes nas contas e aumento dos impostos e de produtos básicos o governo vai arrecadar R$ 5 bilhões este ano. Cadê os R$ 10 bilhões da corrupção apontada pela Operação Lava Jato? Como dois mais dois é igual a quatro, sobram R$ 6 bilhões para a saúde. Fácil, não! Por que tantas explicações mentirosas?

LUCAS CALVI (gestor comercial) – Londrina




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