OPINIÃO DO LEITOR
Teste da linguinha
Quando vi na mídia que foi instituído por lei um "novo" procedimento para exame clínico das crianças recém-nascidas - "exame da linguinha" -, fiquei pensativo. Com base na minha experiência clínica de mais de 30 anos de odontopediatria, indago por que razão teriam criado um procedimento de tal referência, quando se trata de protocolo padrão de atendimento de qualquer odontopediatra. Esse pensamento me levou a outras tantas leis inusitadas que temos no Brasil. Fiquei bastante pensativo também em como aceitamos passivamente a criação de mais e mais "obrigações" que nos parecem mais uma armadilha. Quantas e quantas "pérolas" são lançadas a nós diariamente e ficamos quietos. Como se estivessem entrando em nosso jardim, e roubando nossas rosas, para mais tarde (já estamos no mais tarde) roubarem as nossas vozes. Ora, se essa criança for acompanhada por um especialista, um odontopediatra, é obvio que ele vai examinar toda a cavidade bucal, gengiva, dentes se houver, palato, soalho da boca, freios vestibulares e linguais; língua, bochecha e óbvio que não precisa criar testes da linguinha. Ou estamos menosprezando a classe dos odontopediatras, ou será que é mais um procedimento a ser inserido para pagamento da tabela do SUS? Não sei. Além disso, quanto mais teremos que trabalhar para pagar o que já é feito? Quantos funcionários mais terão que ser contratados para controlar, fiscalizar o freio da linguinha, a palmadas das crianças e sei lá mais quantas leis que aparentemente não tem razão de existir? Alguém já disse um dia. Enquanto vivermos na mentira, esse país não terá progresso.
Um grande contrassenso
Como todo cidadão, estando ou não de férias acaba viajando, eu também fiz há alguns dias uma pequena viagem com minha família. Enquanto passávamos por cidades da região, observávamos a limpeza das ruas, dos terrenos e foi aí que me veio à mente inquietantes interrogações: e a minha querida Londrina? Até quando teremos buracos nas ruas? Não, não queremos mais ouvir falar de buracos. São tantos. Queremos, sim, falar de mato, mato que cresce e em algumas ruas e esquinas o motorista não tem visão adequada para tocar o seu veículo com segurança. A CMTU não consegue dar conta de tanto mato, talvez por causa das muitas chuvas, muito calor ou talvez por outros motivos, inclusive por falta de verbas. Não bastasse o mato cada vez crescendo mais nos canteiros das ruas e avenidas, também nas próprias repartições públicas há mato. Daí, entendo ser um grande contrassenso querer multar os donos de terrenos que não estão sendo cuidados. Ora, para eu possa cobrar alguém é preciso que eu esteja fazendo minha parte e que eu dê exemplo. Que moral tenho eu quando peço para o meu filho não fumar, quando estou fumando? CMTU, estou de acordo que os proprietários de terrenos abandonados sejam multados, mas primeiro dê exemplo.
Caos na coleta seletiva
Não entendo as administrações das cooperativas de reciclagem da nossa cidade. Ora reclamam que não têm apoio financeiro do governo (não deveriam ter mesmo), ora reclamam que não têm reciclados para todos. Qual será a desculpa agora? Será que estão de recesso? Esse serviço deveria ser repassado a uma empresa terceirizada, pois do jeito que está é uma vergonha. Quanto aos trabalhadores, seriam contratados pela terceirizada. A bagunça acabaria.
Ano do Verdão
Com relação ao questionamento do colunista Oswaldo Militão (Sociedade Londrina/Cidades, 3/1) se o Palmeiras terá mais sorte em 2015, na qualidade de palmeirense de "carteirinha" asseguro que vamos ter uma equipe competitiva em busca de títulos. E os nossos tradicionais adversários que se cuidem, porque vem "chumbo grosso" por aí já no Paulistão que se inicia em fevereiro.
■ As cartas devem ter no máximo 700 caracteres e vir acompanhadas de nome completo, RG, endereço, cidade, telefone e profissão ou ocupação. As opiniões poderão ser resumidas pelo jornal. E-mail: opiniao@folhadelondrina.com.br





