Hipocrisia
O pedido de clemência, a indignação e a consternação da presidente Dilma Roussef pela execução do brasileiro na Indonésia é uma hipocrisia. Não se justifica tanta movimentação de um estafe governamental para defender um traficante de drogas, com um currículo pesado e que fazia troça das nossas forças de segurança e fiscalização, quando conseguia deixar as fronteiras do Brasil com a sua asa delta recheada de cocaína. Traficou drogas por 25 anos. Tinha uma vida nababesca e se gabava de nunca ter trabalhado e pago imposto de renda. Conhecia bem as leis da Indonésia, quando morou em Bali por 15 anos, antes de ser preso. Não sou favorável à pena de morte, mas não podemos nos intrometer na legislação penal de países que utilizam dessas medidas extremas para preservar a vida da sua população, principalmente dos seus jovens. Não entendo tanta indignação e consternação da nossa presidente com a execução do traficante, quando aqui no Brasil diariamente vimos inocentes morrerem por balas perdidas na guerra contra o tráfico, assistimos policiais e jornalistas sendo executados impiedosamente por traficantes e nenhuma demonstração de inconformismo e gestos de solidariedade das nossas autoridades, inclusive de Dilma. O "mise-en-scéne" do governo brasileiro, nesse caso, não se justifica, a não ser para tirar o foco do atoleiro de corrupção, dos desmandos e do arrocho econômico que está sendo imposto aos brasileiros, depois de tantas promessas que a petista fez na campanha eleitoral.
LUDINEI PICELLI (administrador de empresas) – Londrina

Não se brinca com religião
Nós, cristãos maioria no Ocidente, não podemos imaginar alguém fazer uma caricatura de Jesus Cristo com gozação. Então, discordo da leitora Eliane França Leme (Opinião, 9/1), quando quer culpar a presidente Dilma por ir contra a violência e retaliação a "esses" terroristas e pedir o diálogo, em vez de retaliação. Eles têm no seu ídolo, o profeta Maomé, o mesmo amor que temos por Jesus Cristo. Esses cartunistas franceses já sabiam que em 2006 na Dinamarca um jornal já havia sofrido atentados por fazer charge sobre Maomé. Só porque têm o direito de expressão garantido numa democracia, esses cartunistas tinham que respeitar a crença desses fanáticos religiosos que agem com violência e avisam o que vão atentar, e mesmo assim não deixaram de fazer suas "caricaturas". Que sirva de lição: não se mexe em ídolos religiosos.
ANCILON DE SÁ NETO (microempresário) – Campo Mourão

O recado
A monstruosa divulgação do episódio do "Charlie" por quase todos os meios de comunicação do mundo, por tanto tempo, não tem como objetivo maior defender a democracia, combater o terrorismo e nem homenagear os mortos. O recado foi dado, e mesmo quem não entendeu de modo consciente, hoje age com mais cuidado. Nada contra jornalistas ou chargistas, mas tudo o que não tem limite se torna perigoso. Se o alvo fosse 12 agricultores, a notícia seria local e só na França. Dia 3 de janeiro de 2015, na Nigéria, terroristas mataram de entre 150 e duas mil pessoas (veja o absurdo, o mundo nem se preocupou em contar os mortos) e eu só ouvi a notícia duas vezes. Na França foram 12, e levanta o mundo. Na Nigéria quase ninguém fica sabendo.
ALICIO MASSAN (engenheiro agrônomo)- Santa Mariana

Liberdade e licenciosidade
Gostaria de parabenizar o jornalista Walmor Macarini pelo artigo "Das liberdades e das licenciosidades" (Espaço Aberto, 15/1), por falar em nome de pessoas que hoje ainda portam maturidade e senso do óbvio. Pena que vemos pouco disso nas multidões. Curioso é que nenhuma divindade pede a seus seguidores que a defenda ou a vinguem. Digo isso do meu ponto de vista cristão e aproveito para constatar que essas mentes fanáticas estão bem apropriadas para servirem à liderança do príncipe deste mundo que logo se manifestará: o anticristo! Quem viver verá!
RUTI OLIVEIRA SILVA (professora aposentada) – Londrina

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