Combater os vendilhões
Evangelizar não é somente tentar convencer as pessoas de que a nossa religião é a única e verdadeira. Sei muito bem que a Igreja Católica deu e continua dando, inúmeros exemplos de "fé e caridade" até ao ponto de conseguir um patrimônio moral e ético inabaláveis. Entretanto, no momento em que toda a sociedade padece com a roubalheira nos cofres públicos, já demonstrada fartamente pelos investigadores, a CNBB não pode calar-se. É preciso incentivar aqueles homens de bem que estão lutando, bravamente, para limpar nossa comunidade. Afinal, queremos uma comunidade de paz, harmonia e bem comum, de todos. As cartas da professora Estela M. F. Ferreira e do administrador de empresas Ludinei Picelli em muito contribuíram com a nossa manifestação. E digo mais: cadê não somente a CNBB, a OAB e a maçonaria – cadê o Conselho dos Pastores de Londrina, a Acil,a Comissão de Justiça e Paz do prezado padre Manoel Joaquim? Combater a corrupção não é, em absoluto, fazer política, pois é fazer o bem da sociedade. Esse dinheiro todo, que foi para o ralo ou para o bolso dos vendilhões, pertence àqueles que se acotovelam na filas para receber um remédio; pertence ao Bolsa Família; às crianças abandonadas; aos sem-teto; aos sem-terra e a todo o povo do Brasil. A Petrobras, de onde saiu esse dinheiro, era uma das maiores companhias do mundo e estava caminhando para ser a maior. O valor das suas ações caiu para um décimo do valor.

SERVIO BORGES DA SILVA (advogado) – Londrina



Ser ou não ladrão
O ex-ministro Gilberto Carvalho, que por 12 anos mamou nas tetas do governo, deixou o cargo bradando "não somos ladrões" e frisando que os petistas "não devem levar desaforo para casa", ou seja, quem assim os chamar deve ser reprimido com violência. Será que ele sabe o que José Dirceu desviou dinheiro público para comprar parlamentares de interesse de seu amiguinho Lula, caracterizando crime de roubo? E sobre a Petrobras, ele também não sabia de nada? Afinal, a empresa foi achacada por deputados e senadores, a maioria do PT e, de acordo com o doleiro Youssef, havia o conhecimento da presidente Dilma e de Lula. Olha o amiguinho dele outra vez envolvido nas falcatruas. Lá em Santo André, de acordo com familiares do prefeito morto, esse ex-ministro era o transportador de dinheiro desviado da prefeitura, em seguida repassado a Dirceu. Isso sem falar no filho do Lula que enriqueceu em quatro anos do governo do PT. Os exemplos não acabam por aqui. Ladrão pode até não ser, mas conivente com certeza é. Afinal, vale o ditado popular: "Diz-me com quem andas que te direi quem és!".

ROBERTO ANTONIO DE CARVALHO (aposentado) – Londrina



Charlie: provocações continuam
Triste foi sabermos que o jornal satírico Charlie Hebdo , segundo sua chefe atual, continuará desafiando os profetas e religiões com os chargistas que sobraram. Esse é o seu lema. Pena que não levaram em consideração que seus grandes heróis chargistas e caricaturistas, principalmente os que ousaram de Maomé, hoje são para alguns grandes heróis e estão nos cemitérios, justamente nas lápides das suas publicações que tanto provocaram enquanto em vida. Poderiam ter permanecido ajudando os jovens franceses muçulmanos para a mudança de valores ou mostrarem que o terror não seria o seu caminho. A marcha da insensatez continua.

JOSÉ PEDRO NAISSER (aposentado) – Curitiba



‘Pátria educadora’
O lema "Brasil, pátria educadora", da presidente Dilma Rousseff, não durou nem dez dias, pois já se anunciou o corte de quase R$ 600 milhões da educação. Mais que verdadeira é a frase "se o diabo é o mestre da mentira, os políticos são seus melhores discípulos".

LUIZ ALBERICO PIOTTO (servidor público) - Cambé



■ As car­tas de­vem ter no má­xi­mo 700 ca­rac­te­res e vir acom­pa­nha­das de no­me com­ple­to, RG, en­de­re­ço, ci­da­de, te­le­fo­ne e pro­fis­são ou ocu­pa­ção. As opi­niões po­de­rão ser re­su­mi­das pe­lo jornal. E-­mail: opi­niao@fo­lha­de­lon­dri­na.com.br

mockup