OPINIÃO DO LEITOR
O Brasil que funciona
No Brasil, o empresário sério que deseja ampliar seus negócios e procura o BNDES em busca de recursos encontrará todo o tipo de dificuldade. Entretanto, no Brasil que funciona, basta o sujeito desejar ser o homem mais rico do mundo e nunca ter refinado um litro sequer de petróleo para que o BNDES financie os seus sonhos mais loucos. É hábito nosso reclamar da lentidão da Justiça brasileira, um paciente pode ficar meses aguardando a autorização de um juiz para liberar um remédio vital para a sua recuperação. Mas no Brasil onde a Justiça funciona, basta um magistradinho ser contrariado numa blitz ou num aeroporto para que o trabalhador seja encaminhado imediatamente para a delegacia. É a agilidade da Justiça que se pronuncia rápida. Ser credor do município, Estado ou União é um pesadelo e demora muito para o cidadão ou a empresa ver a cor do dinheiro. Entretanto, no Brasil que funciona, o estado coercitivo cobra carga tributária extorsiva com muita eficiência, coisa de gângster oficializado. O direito de ir e vir é previsto e garantido pela Constituição Federal, mas no Brasil das praças de pedágio não há alternativa para o motorista, que é refém das pistas simples, sem acostamento e é obrigado a pagar o preço de verdadeiras autobans. Às vésperas das eleições, as promessas dos candidatos são sempre as mesmas: não aumentar nem criar novos impostos, garantem também que o Brasil tem uma economia sólida, que não corre o risco de sofrer inflação ou recessão. Assim que termina o sufrágio, já com os votos apurados, o Brasil de verdade aparece entre todas as mentiras que nos são contadas.
ROBERTO TEIXEIRA (empresário) Londrina
Justificando o injustificável
Aparentemente toda nossa sociedade sofreu uma grande epifania nos últimos dias: crianças, adolescentes e adultos possuem uma opinião formada sobre terrorismo, liberdade de expressão e limites para brincadeiras e piadas. Não questiono essa efervescência de ideias, mas me espanto com algumas delas. Recentemente, escutei de alguns amigos e familiares: "Esse jornal (Charlie Hebdo) não precisava ficar brincando com tudo né?! Deixa esse povo quieto, brincaram com fogo e tiveram resposta, não precisava ter matado, mas foram eles que começaram". Nada justifica um ato de violência, absolutamente nada. É um absurdo imaginarmos que sátiras, brincadeiras e piadas possam ser respondidas com mortes. Muitos pensam que todos os extremistas têm turbantes na cabeça e uma grande barba, mas pelo visto eles podem estar de terno e sapato social.
LUIS GUILHERME BOSQUI (estudante de Engenharia Civil) Cambé
Terrorismo e a omissão do Brasil
Foi impressionante a manifestação no domingo último em Paris decorrente dos crimes terroristas, porém, causou mais espanto o silêncio do Brasil. A começar pela Presidência da República ao designar, tão-somente, o nosso embaixador em Paris como representante, decisão dispensável já que ele teria comparecido à manifestação mesmo que não fosse escalado. Se a agenda de Dilma Rousseff estava sobrecarregada, poderia ter indicado o vice-presidente que é muito chegado a essas viagens de pouco fazer, ou o ministro do Exterior ou da Justiça. A omissão torna-se ainda mais criticável diante de presenças como do primeiro-ministro de Israel, Benyamin Netanyahu, mesmo aconselhado a não comparecer para não criar uma situação de cisão, e ficou na primeira fila distante apenas quatro pessoas de seu adversário, o palestino Mahmoud Abbas, outro que poderia não ter ido. Se o Itamarati fosse dotado de uma fagulha de visão diplomática saberia que as grandes manifestações legitimam redobrada luta contra o terrorismo. Como li num comentário, talvez o governo brasileiro pense mandar alguém "dialogar" com os terroristas, como vive apregoando Dilma Rousseff que cancelou viagem a Davos, onde participaria do Fórum Econômico Mundial, para prestigiar a posse do projeto de ditador Evo, na Bolívia, que roubou duas refinarias da Petrobras e absolutamente nada aconteceu. Aliás, a especialidade desse governo e do PT é saquear a Petrobras das mais diversas formas.
JOMAR CORDEIRO DA SILVA (advogado) Rolândia
Atendimento pelo SUS
Única maneira de melhorar o atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS) é mudando o sistema, ou seja, todos os funcionários do Legislativo brasileiro, Executivo e Judiciário, bem como, os deputados, senadores, prefeitos, governadores e o presidente da República, sendo atendidos pelo SUS. Tenho certeza absoluta, que o eleitorado brasileiro iria agradecer e poderia até votar nesses sanguessugas que aí estão. Aliás, não haveria esse tipo de político, já que o tratamento seria igualitário. Ainda bem que "sonhar" não gera imposto, senão eu estaria insolvente há muito tempo!
WILSON OLIVEIRA TRINDADE (bacharel em Direito) Londrina
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