‘Je suis Charlie’
Domingo acompanhei pela TV a imensa marcha em homenagem aos cartunistas mortos por terroristas islâmicos na França. Era impossível não se indignar com esse atentado monstruoso contra a liberdade de expressão. Para meu espanto, durante a missa das 18 horas da Paróquia Imaculada Conceição, o padre convidado para celebrar a missa, disse que esse jornal francês tinha um histórico de satirizar personalidades religiosas, incluindo o papa Francisco. O sacerdote complementou que o cristão deve orar por aquele que o difama. Até aí tudo bem, mas, talvez empolgado com a plateia, disse que a comunidade muçulmana já havia exigido respeito dos cartunistas e não foi atendida, por isso, soltou essa pérola: "Se eles tivessem parado, iriam poupar vidas, incluindo a deles próprios". Para esse sacerdote, os culpados são as vítimas. O humor serve para satirizar o cotidiano, personalidades e poderosos. Jamais deve se curvar diante de qualquer ameaça. Esse tipo de pensamento tacanho e medieval não deve ser externado por ninguém, muito menos por alguém que foi ungido para pregar o amor e a tolerância. Tenho certeza que essa é uma ideia isolada dentro da Igreja e espero que esse padre seja mais cuidadoso com as palavras nos seus próximos sermões. Antes de sermos católicos, evangélicos, hinduístas, budistas ou judeus, somos todos seres humanos, somos todos Charlie Hebdo.

RAFAEL MASSI MONTAGNINI (empresário) – Londrina



Aguardando pronunciamento da PF
Nossa presidente está aguardando o desenrolar dos problemas criminais de alguns políticos que estão na mira da Polícia Federal (PF), para então nomear mais alguns dos seus cumpinchas, para o lº e 2º escalões do governo, como se não soubesse do caráter de cada um. Que dúvida insana. É isso que acontece, quando existe uma vergonhosa coligação com mais de 12 escórias apelidadas de partidos. Urge que se atenda a todos os esfomeados, já que a "teta" é superelástica! Será que existe, no mundo, um código eleitoral tão pernicioso quanto o nosso?

WILSON OLIVEIRA TRINDADE (bacharel em Direito) – Londrina



PT: implosão natural
Tudo que fazemos na vida temos algum tipo de consequência. Quando construímos uma casa e não fazemos um alicerce bem feito, a tendência é que a casa se desmorone. E quando isso acontece sempre tem alguém responsável pela queda da obra. No caso do PT, a culpa é de quem fundou o partido, pois o fez baseado na ilusão de que poderia destruir o setor produtivo para alimentar o setor especulativo. Uma ideologia que prega a seu povo que pode viver sem trabalhar, que pode gastar mais do que ganha, que pode cometer atrocidades sem consequência é mentirosa. Agora que a casa está implodindo "seus moradores" estão tentando fugir para não ficar entre os escombros. E a cúpula maior, que reside no cômodo mais seguro da mansão da ilusão, chama os desertores de fracos e incompetentes.

SEBASTIÃO CALMEZINI (comerciante) – Londrina



Silêncio das entidades
Gostaria de parabenizar o sr. Paulo Afonso Magalhães Nolasco (Opinião, 14/1) pela sua indignação sobre o silêncio das entidades (?) em relação aos últimos acontecimentos que assolam o nosso País. Esse silêncio está sendo usado com um cheque em branco pelos acusados e indiciados sem nenhum escrúpulo, pois sabem que por mais que a impressa e a população brasileira possam denunciar, têm em suas consciências a certeza que sairão impunes, tornando-se exemplos para as novas gerações de governantes e pessoas inescrupulosas que sabem que no Brasil pode roubar à vontade que não vai dar nada mesmo. Se pegarmos somente o ano de 2014, o montante de verbas governamentais (em todas as esferas) supera em muito, mais muito mesmo, o orçamento de muitos países pobres dos cincos continentes. Infelizmente, não será hoje nem amanhã que veremos esse tipo de câncer ser extirpado do País. E sobre o futuro do nosso país ainda pairam muitas nuvens escuras sobre ele.

ROGEMAR MONTEIRO (servidor público) – Londrina




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