O terrorismo é terrível, mas...
Um professor uma vez me disse que nada que se diz antes de um "mas" serve para qualquer coisa. "Os atentados ocorridos da França foram crimes terríveis, mas...", aí começa a se despejar o absurdo. É lógico que aqueles que de certa forma concordam com os ataques na França devem prefaciar sua opinião dessa maneira, caso contrário estariam se rebaixando ao nível dos terroristas. E que absurdo isso seria, afinal, aqueles que contemporizam os crimes ocorridos são todos intelectuais, superantenados, cabeçoides, criadores de opinião... De Leonardo Boff, aos blogs esquerdistas menos acessados, todos eles possuem os mais indeléveis argumentos para justificar os acontecimentos. Invariavelmente as justificativas giram em torno do imperialismo ianque (sempre ele), do preconceito religioso e racial do mundo ocidental, enfim, tudo aquilo que os cristãos-brancos-ocidentais-capitalistas fizeram para merecer essa barbárie. Não quero, aqui, condenar aqueles que pensam dessa maneira. Afinal, várias dessas pessoas acreditam piamente na verdade desses argumentos. Contudo, o ato de tentar explicar as ações terroristas implica em aceitá-las, ainda que em parcela mínima; e isso não pode ocorrer. Independentemente daquilo que publicava a Charlie Hebdo, se conteúdo de qualidade ou não, se ofensivo ou não. Não importa. A discordância e o protesto podem ser vociferados de diversas maneiras, nunca, porém, por meio da violência e do terror.

JOÃO PAULO SHINITI ITIMURA YAGUI (advogado) – Londrina



Mortes em Paris
As mortes em Paris demonstram o lado de uma guerra quente na qual a intolerância e o ódio dominam as pessoas, de todos os lados. Se é abominável as mortes que aconteceram, também é uma total falta de respeito com as crenças das pessoas, em nome da liberdade de imprensa, fazerem piadas, desvirtuar e misturar liberdade com sacanagem. Existem milhares de temas e celebridades para serem ridicularizadas, todavia preferem Maomé, Jesus Cristo, autoridades religiosas. Estão todos errados e o mundo não precisa de amor, porque amor é apenas interesse. O mundo precisa de atitude e respeito
MANOEL JOSÉ RODRIGUES (assistente administrativo) - Alvorada do Sul Atentados em Paris É abominável o atentado terrorista ocorrido em Paris, mas o pessoal da revista francesa sabia muito bem como atuam os extremistas islâmicos e, mesmo assim, foi cutucar o vespeiro com vara curta.

LUIZ ALBERICO PIOTTO (servidor público) - Cambé



O silêncio das entidades
A propósito de escrito pelo ilustre e culto advogado Sérvio Borges da Silva (Opinião,4/1), citado pelo leitor Ludinei Picelli, habitual comentarista dos assuntos do cotidiano nesta FOLHA, onde questionam a inação de entidades (OAB e CNBB) quanto a situação atual da nação, trago minha opinião. Tenho comigo que a situação de apatia das outrora diligentes entidades a que se reportaram os ilustres escritores, se dá como reflexo da falta completa de ética e moral da sociedade brasileira atual. É indiscutível que se tornou um jogo de esforço hercúleo tentar fazer valer em nossa sociedade princípios que balizam sociedades que se apresentam como vencedoras e estabilizadas. O Brasil vive uma crise sem precedentes de desrespeito à ética e à moral. Os valores foram subvertidos e hoje a regra é sobreviver e ter dinheiro. Não importa como! A se anotar que não se tem notícias de qualquer sociedade que se descole da moral e da ética e tenha vida longa! A se pensar.

PAULO AFONSO MAGALHÃES NOLASCO (advogado) – Londrina




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