Um grito de esperança
A sociedade sulista está abrindo as portas para um debate sobre uma nova ordem jurídica, econômica e social que nos permita sair desse quadro total de dependência e escravidão. Brasília está mergulhada numa crise existencial tão densa e profunda que institucionalizaram no País a ociosidade, que penaliza o capital e o trabalhador. Disseminaram a impunidade, semearam a conivência criminosa, plantaram a corrupção e impedem o real poder aquisitivo da população por meio de uma carga tributária abusiva. Soma-se a isso a vigência de um sistema de representação parlamentar falido, moroso, insensível e unilateral, que já perdura por décadas e nunca vai se reciclar, assim como as leis vigentes. Somados a históricos, seculares e sucessivos erros, este país está inutilizado aos olhos do mundo devido ao seu atraso. O povo sulista está insatisfeito, cansado, saturado de tanta coisa errada e agora dá um grito de esperança, um basta para poder exercer na plenitude sua autonomia, desejoso de resgatar a dignidade perdida, construindo os alicerces de uma nova nação com menos injustiças sociais, democracia e liberdade. Por isso, é importante ter um plebiscito, como o que aconteceu na Catalunha (Espanha), para que a sociedade sulista mostre a sua vontade de fazer tudo bem feito começando do zero, a partir de uma nova Constituição, de um novo país.
ALEXANDRE SERRANO LUPPI(desenhista)- Londrina

Desarmando a Polícia
Parece brincadeira de mau gosto. Você abre o jornal e se depara com a notícia de que está havendo um movimento para que a polícia use instrumentos de menor potencial ofensivo contra a bandidagem. Será que vão dar aos policiais um spray de pimenta para que enfrentem os bandidos armados na rua? Seria assim: o policial aborda o bandido, o meliante saca a arma e o policial tacá-lhe pimenta na cara! Inconformado com a reação do policial, o bandido desfere dois ou três tiros, mata o policial e vai embora para casa. Será que é isso que as autoridades deste País estão querendo? Nunca vi e nem ouvi dizer que alguém dos direitos humanos tenha ido até a casa da família de um policial assassinado para saber se precisava de algum auxílio. Quanto aos bandidos mortos em confronto com a polícia, fazem o maior alarde. Senhores, bandido reagiu tem que meter bala mesmo! Parem de hipocrisia. acordem para a vida e deixem a Polícia fazer a parte dela.
ANTONIO CARLOS PESCADOR (autônomo) – Londrina

Reunião de ‘dinossauros’
É, parece que os "dinossauros" ainda não estão totalmente extintos. As tantas manifestações nostálgicas, lamentando o fechamento, após 46 anos, da Banca de jornais do Odair/Roberto, em Rolândia, mostram que histórias antigas têm importância fundamental na vida das pessoas. Será que valeria à pena as "vozes" desses "dinossauros" espalhados se reunirem para serem ouvidas pelas futuras gerações? A importância histórica da banca, como local de encontro, de conversas e filosofias é algo que não pode morrer. Será que uma manifestação ao vivo e em cores é possível? Que tal uma "reunião de dinossauros" para o dia 11 de janeiro, (às 10 da manhã, hora de pegar o jornal) faça sol ou chuva, no Calçadão em frente da banca? Será que o Odair topa contar um pouco de sua história? Será que você vai estar lá?
DANIEL STEIDLE (educador ambiental) – Rolândia

Compromisso da Igreja com o povo
Sobre o comentário do leitor Servio B. da Silva (Opinião, 4/1) que pergunta "onde estão a CNBB e a OAB?", concordo em relação à CNBB que representa a Igreja Católica no País, na qual atuo como leiga e amo de todo coração, porque, antes de tudo amo a Palavra Viva que é Jesus Cristo. Aprendi desde a juventude que a opção da Igreja Católica é "preferencial pelos pobres", que a centralidade do Evangelho é defender aqueles em situação mais frágil, atualmente os pobres, os órfãos de dignidade, as mulheres, os doentes, os idosos, as crianças sem educação e ocupação de qualidade, futuros jovens desempregados, desqualificados profissionalmente, dependentes químicos e delinquentes, além de outras minorias que sofrem diversos tipos de opressão. Não deixo de ressaltar as inúmeras obras sociais da Igreja Católica, pouco divulgadas, que são testemunhos exemplares de "fé e obra". Infelizmente, porém, esse é um trabalho que o Estado deve custear e não a Igreja. A CNBB tem que se manifestar mais, tem que orientar, denunciar, publicar, mexer na ferida. Sem partidarismo político, porque nesse assunto muito já se pecou.
ESTELA MARIA FREDERICO FERREIRA (professora) – Londrina

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