OPINIÃO DO LEITOR
Tarifas de pedágio escorchantes
O duplo aumento das tarifas de pedágio (4,8% + 8,2%) durante o mês de dezembro é uma atitude despudorada. O governo estadual e a concessionária se uniram para meter a mão no nosso bolso. A alegação de "reajustar desequilíbrios contratuais" é uma falácia. Se existem tais desequilíbrios, esses sempre foram prejudiciais aos usuários. Quando o sistema foi implantado, em 1997, o retorno do lucro das concessionárias foi calculado com base na taxa Selic da época, que girava em torno de 43%. De lá para cá, a Selic chegou até ao patamar de 7,25%, estando atualmente em 11,75%, mas a lucratividade das empresas nunca foi reduzida. Portanto, a vantagem para as concessionárias é expressiva, com um superlucro que atenta contra a economia da população.Outra motivação para esse aumento imoral é a inclusão na tarifa dos custos da construção da passarela em frente ao Parque Ney Braga e os 5,5 Km adicionais na duplicação da PR-445. Ora, os londrinenses foram induzidos a acreditar que essas obras seriam pagas pelo Estado, inclusive o governador, subliminarmente, colheu dividendos políticos com a sua inauguração. Agora, vem a conta salgada para pagarmos. Se a cada obra não prevista no contrato original o custo for adicionado na tarifa, o pedágio chegará a valores proibitivos e cada vez mais incompatíveis (como já é) com a qualidade do serviço prestado. Se o governador Beto Richa optou por negociar e não litigar com as empresas, tudo bem, mas não pode ceder tanto assim.
LUDINEI PICELLI (administrador de empresas) Londrina
Aumentos generalizados
Inicia-se o Ano Novo com aumentos generalizados, (taxas de cartório 33% - IPVA 40% - pedágio 13% - gás 8% - ônibus 11% - energia 24% - aumento de salários de políticos) que vão pesar no bolso de cada cidadão brasileiro honrado e trabalhador. Conforme relato do jornalista Cláudio Humberto (Política, 29/11), alguns privilegiados ministros recebem até R$ 62 mil por mês entre salários e jetons, sem contar que um deputado federal custa ao "País" mais de R$120 mil ao mês entre salário, ajuda de custo, auxílios, bônus. Se reajuste do INSS para quem recebe até um salário mínimo foi de pífios 8% , não podemos imaginar quanto será o acréscimo para os demais aposentados. Um nebuloso 2015 para todos nós.
JORGE MORIYO KUMAGAI (bancário aposentado) Londrina
Eles voltaram
Engraçado certos movimentos sociais. Tem alguns que só se manifestam uma vez por ano como a famigerada galera do passe livre. Por que será que eles não se manifestaram contra os escândalos na Petrobras? Ou será que eles não podem ser contra a presidente Dilma? Promover badernas, queimar ônibus, saquear o comércio pode? Como dizia aquele famoso desenho: "Enquanto isso na sala da justiça".
ROGEMAR MONTEIRO (servidor público) Londrina
Planta de Valores
O termo "engavetador" utilizado pelo sr. Alvaro Almeida (Opinião, 5/1), em referência à entrevista do prefeito Alexandre Kireeff (Política, 4/1), refere-se à minha posição como membro da Comissão de Finanças de realizar a análise do projeto da Planta de Valores e emitir parecer dentro de um prazo regimental, que terminará apenas na segunda quinzena de fevereiro. Se há demora no trâmite desse projeto, iniciou-se na data do protocolo pelo Poder Executivo. Contudo, pretendo protocolar o parecer antes do término do prazo, e o prefeito oportunamente poderá reapresentar seu projeto e, sem forçar votações na correria, poderá discutir com a população os aumentos de IPTU previstos, através de reuniões nos bairros e em audiências públicas, assim como a realizada em 3/11/2014, quando claramente a população rejeitou esse projeto. Não tenho poder para isso, mas mil vezes preferiria ser "engavetador" de um projeto ruim rejeitado pela população até em audiência pública, do que ser "aprovador" de um projeto que desconsidera as manifestações e necessidades de nossos munícipes.
JAMIL JANENE (vereador) Londrina
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