Chega ‘ardê’!
Lá vai 2014, deixando um rastro marcante e profundo na política brasileira. Não as descobertas de maracutaias, deslizes, roubalheiras e tudo o mais. O marcante é o fato de nada acontecer aos corruptos e ver ainda os salafrários reajustando o próprio salário e propalando que tudo está bem e a crise é delírio da "elite dominante". Sabem eles que os festejos de fim de ano, o foguetório na orla carioca, o Carnaval e outras bizarrices, farão com que o "Zé Povinho" de tudo esqueça. Não se vê preocupação alguma na tez política, o que já fazem é campanha para os próximos quatro anos. Preocupados estamos nós de cujos bolsos sairão o dinheiro para cobrir a roubalheira e proporcionar outras, com certeza. Para nós, mais um ano se passou e com ele a certeza de que fomos lesados nas urnas eletrônicas que não é, e não há como ser, um instrumento à prova de falcatruas. Imaginem algo manobrável na mão de um bando de aloprados. Por outro lado, se a oposição não berra, com certeza tem o rabo tão sujo quanto aos do poder. Mas Dilma chorou, e o povo perdoou!

RUBENS ROMAGNOLLI (engenheiro civil) – Londrina



Hora para agradecer
Gostaria de agradecer e desejar um feliz 2015 a todos os corruptos que estão na prisão, sejam mensaleiros ou da turma do petrolão. Sim, os agradeço, pois graças a essa gente falante, o povo brasileiro tem a oportunidade de ver o quanto é roubado: mais ou menos R$ 2 bilhões com o mensalão e agora algumas dezenas de bilhões com o Petrobras. Vamos esperar que o o juiz federal Sérgio Moro, de Curitiba, continue trabalhando bem em 2015, pois o que não falta no Brasil são instituições envolvidas em negociatas. Há bancos de desenvolvimento, banco que patrocina, instituição que cuida das correspondências e muito mais. Vai ser uma festa ver todos os responsáveis por essas empresas tentando explicar o inexplicável e repetindo a célebre frase "Eu não sei de nada", cunhada pelo ex-presidente Lula e tão bem utilizada por todos que caíram até agora. Se as poucas autoridades com vergonha na cara trabalharem bem em 2015, essa será, mais uma vez, a frase mais utilizada no próximo ano.

ROBERTO TEIXEIRA (empresário) - Londrina



Coragem e feliz 2015
Em termos de governança o ano de 2014 foi de fracassos e decepções. Promovemos a Copa do Mundo mais cara da história, sem nenhum legado representativo para a população. Humilhados, constatamos a decadência do nosso futebol. A Petrobras foi destruída, nocauteada por bandidos do colarinho branco que perderam a noção da canalhice. O Brasil está podre em quase todas as atividades que envolvem o poder público, reflexo da desonestidade e dos desmandos da maioria dos nossos governantes. O significativo volume dos recursos desviados faz falta aos benefícios básicos que a população faz jus. Grande parcela do eleitorado tem dificuldade para visualizar e entender as manobras maquiavélicas que os governantes fazem para se manter e locupletar do poder. Contentam-se com as migalhas e não exigem o direito de usufruir do lauto banquete. Nas eleições foram cúmplices do malfeito e fiaram mais um mandato petista. Perplexos, assistimos o desmoronamento moral e conceitual da nação no cenário mundial. O ano novo chega com um remédio amargo para tentar curar as feridas abertas pela bandalheira. Vai ser um período difícil para quem paga seus impostos corretamente, que não se sustenta com o dinheiro desviado dos cofres públicos, dos cabides de emprego e do apadrinhamento político. Precisamos de um Judiciário sem condescendência com a impunidade, que condene os corruptos e que possamos vê-los caminhando em direção à Papuda. Então, coragem e feliz 2015 para os brasileiros que não toleram mais tantas mentiras e desonestidade.

LUDINEI PICELLI (administrador de empresas) – Londrina



Correção
■ Diferentemente do publicado na coluna de Luiz Geraldo Mazza (Política, 30/12), o atual secretário de Estado da Educação do Paraná é Paulo Schmidt que assumiu a pasta desde abril no lugar do vice-governador Flávio Arns.

■ As car­tas de­vem ter no má­xi­mo 700 ca­rac­te­res e vir acom­pa­nha­das de no­me com­ple­to, RG, en­de­re­ço, ci­da­de, te­le­fo­ne e pro­fis­são ou ocu­pa­ção. As opi­niões po­de­rão ser re­su­mi­das pe­lo jornal. E-­mail: opi­niao@fo­lha­de­lon­dri­na.com.br

mockup