Crime contra a economia popular
"Nenhuma nação jamais se tornou próspera por tributar seus cidadãos além de sua capacidade de pagar. Nós temos de garantir que cada centavo que arrecadamos com a tributação seja gasto bem e sabiamente." Palavras da "dama de ferro" Margaret Thatcher. Que bom seria se os nossos governantes comungassem desse mesmo pensamento. Mas não, querem nos explorar ainda mais, nos sufocando e exaurindo irresponsavelmente a nossa capacidade de pagar impostos. Nas condições atuais, aumentar impostos já pode ser considerado crime contra a economia popular. Trabalhamos mais de cinco meses no ano exclusivamente para sustentar essa podridão financeira, as vergonhosas mordomias e a incompetência que tomaram conta da administração pública. Uma máquina administrativa mal gerida, improdutiva e recheada de gente corrupta. Daí, vem os novos eleitos e os reeleitos alegando que precisam aumentar a carga tributária porque seus cofres estão vazios. Ora, reduzam seus gastos, demitam seus apaniguados incompetentes e os desonestos, eliminem o superfaturamento de obras e tomem tantas outras atitudes que um gestor sério deve ter. Além de lesiva e execrável, é injustificável a simplista providência de elevar a carga tributária, principalmente depois da gastança de mais de R$ 5 bilhões na eleição mais cara da história do País e das estarrecedoras revelações de uma investigação que está colocando na cadeia gente que nos rouba em escusos negócios com o poder público.

LUDINEI PICELLI (administrador de empresas) – Londrina



‘Mamando nas tetas do governo’
Deixo aqui uma informação aos que se dizem indignados com as políticas assistencialistas do governo federal e dizem que "os pobres mamam nas tetas do governo". Existe na economia uma teoria chamada "Efeito multiplicador" que diz que um aumento nos investimentos gera um aumento proporcionalmente maior na renda. Se um investimento de R$ 100, gera um retorno de R$ 400, então o multiplicador seria igual a 4. Segundo dados do Ministério da Previdência, do qual sou servidor, para cada real gasto com pagamentos de aposentadorias, auxílios e pensões, o efeito multiplicador atual seria de, no máximo, R$ 0,53 por real pago, Ou seja, para cada R$ 1 mil que o INSS gasta, apenas R$ 530 retornariam para a economia para compor o PIB - soma das riquezas do País. Já no caso do Bolsa Família, vejam que interessante, o efeito multiplicador seria R$ 1,78, ou seja, o governo paga R$ 100, por exemplo, e tem retorno de R$ 178. Então, peço que se informem bem antes de tecer comentários preconceituosos, os quais considero ainda piores, em se tratando de líderes e formadores de opinião. Justiça social seja feita. Assistencialismo, para alguns, um mal necessário, mas faz girar a roda da economia e produz riqueza para o País.

RUY CARNEIRO GIRALDES NETO (servidor público) – Londrina



Entrega de correspondências
Gostaria que a direção dos Correios de Londrina explicasse qual treinamento os carteiros recebem para fazer a entrega de correspondências com zelo nos domicílios. Reclamei em várias oportunidades por ter minhas correspondências jogadas no quintal ou deixadas enroladas no portão, sujeitas a chuvas e extravios. E isso continua acontecendo. É bom frisar que tenho local apropriado para receber correspondências.

ANTONIO CARLOS COTRIM (comerciante) – Londrina



Democracia brasileira
A democracia é o governo do povo para o povo. Só que no Brasil, a democracia é o governo do povo para o partido. Os eleitos atendem os interesses do partido e não da população. Aos poucos, o sistema político em nosso País está se tornando hereditário, pois hoje temos diversas famílias que vêm se perpetuando no poder. Para mudar esse processo, dependemos da movimentação do povo, pois se dependermos dos políticos isso nunca vai mudar.

TOCHITANE MITSI (gerente de restaurante) – Londrina




Correção
- Diferentemente do informado no infográfico "Saiba como foi a eleição da Mesa Executiva" (Política, 19/12), a posse da nova Mesa Executiva da Câmara de Londrina será no dia 5 de janeiro.


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