OPINIÃO DO LEITOR
A farsa da adesão zero
Se você gosta de passear muito, certamente sabe o que é um TAG. Ou seja, aquele aparelhinho que é colado no parabrisa do carro e possibilita passagem rápida nas praças do pedágio, com o débito das taxas em sua conta corrente. Você aderiu ao plano anteriormente, pagou uma determinada taxa de adesão e está pagando uma mensalidade de R$ 13,74. Se trocar de carro, terá que devolver o seu TAG e pagar uma taxa de substituição de R$ 46,23 com a qual não concorda. Então, decide cancelar o contrato em vigor e fazer uma nova contratação. Existem duas opções: contratar o "Plano Clássico", pagando uma taxa de adesão de R$ 77,06, uma mensalidade de R$ 13,74 e após 5 anos terá que pagar nova taxa de habilitação a título de renovação, que atualmente é de R$ 77,06, ou seja, ao final de 5 anos você terá pago R$ 978,52 (60 meses x 13,74+ 77,06 + 77,06), desde que você não troque de carro. A outra opção é contratar o "Plano Adesão Zero", sem taxa de adesão, sem taxa de substituição do TAG, mas com mensalidade de R$ 18,20. Após 5 anos você terá pago R$ 1.092,00 (18,20 x 60 meses). O amigo percebeu onde está o golpe? Como se vê, a extorsão não se dá apenas no preço do pedágio. Agora, você terá que colocar dois TAGs no parabrisa do seu carro.
Comissão Nacional da meia verdade
Com a divulgação do relatório da dita Comissão Nacional da Verdade recomeça-se a falação sobre o julgamento dos crimes da ditadura militar, e a consequente revisão da Lei da Anistia. Em que pese louvável - e atrasada - a iniciativa de se pesquisar a verdade histórica do tempo da ditadura, deve ser observado que esta mal engendrada comissão faz tudo; menos pesquisar a verdade histórica dos fatos. Com a sua composição completamente enviesada, tudo o que fez esta comissão foi achincalhar os militares em uma cruzada raivosa; uma comissão de inquisição da vingança. Crimes foram cometidos por ambos os lados, e não nos cabe distinguir crimes melhores ou piores. Crimes praticados por "eles", o crimes praticados por "nós". Crimes são crimes. A partir do momento que começarmos a justificar o homicídio, terrorismo, etc., a partir da nossa ideologia política, acredito que estaremos partindo para um caminho complicado. Não sei quem praticou mais crimes naquela época - e na realidade isso não importa - só sei que ambos os lados estavam errados quando se utilizavam de meios violentos para alcançar seu fim. A lei da Anistia serviu para permitir uma transição de governos e de épocas. Desrespeitá-la seria retroceder no tempo. Se é a verdade histórica que querem, então que se investiguem ambos os lados; inclusive o lado da nossa presidenta. Caso contrário teremos uma meia verdade; ou seja, pura pilantragem intelectual.
Corrupção
A corrupção nunca nos foi novidade. A célebre frase do general Charles de Gaulle, em 1963, já alertava sobre isso: "Ce ne est pás um pays serieux" (Esse não é um país sério!). Parece-nos que o ex-ministro Joaquim Barbosa, então presidente do STF, veio para dar início à grandiosidade na condução de um Poder Judiciário no qual a nação e o povo sejam soberanos. Nesse caso, o exemplo seguiu de cima para baixo, e o juiz Sérgio Moro, da Justiça Federal em Curitiba, dá prosseguimento limpando a sujeira que está por baixo dos tapetes.
Correção
- Diferentemente do informado na matéria "Beto finaliza gestão com queda na aprovação" (Política, 17/12), o governador Beto Richa (PSDB) teve um recuo na sua aprovação na cidade nestes últimos 70 dias, depois do pleito de outubro.
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