OPINIÃO DO LEITOR
Londrina, 80 vezes a cidade da acolhida
Não sou londrinense, mas estou aqui e vivo essa cidade como sendo minha também. Vivemos juntas, ela e eu, cada uma construindo sua história. A cidade é muito maior. Veio antes e ficará para muito depois. Eu também já estive em outras e, talvez, minha saga não permaneça por aqui até o fim. Só que agora, nós estamos juntas. Fazendo o dia a dia uma da outra. E isso é muita coisa. É mais que mera influência, é a existência. A cidade é o espaço que permite a vida daqueles que vivem ou passam por ali. Não é só concreto feito belas paisagens, é como uma dimensão mágica feita ponto a ponto para dar passagem. Orgânica e mutante. Como um ser de vida própria, que tem suas estações, suas doenças e suas glórias. Londrina é assim. Mais que tudo, a cidade da acolhida. De muitos povos, com suas línguas e seus trejeitos. Do café, da tecnologia e dos pombos (ah, os pombos!). Da cultura em festivais locais e internacionais. Dos tantos estudantes, uns criando raízes, outros se espalhando pelo mundo, feito nosso pó vermelho. Dos letrados, dos artistas, dos pingados, dos frentistas e de tantos motoristas. Do campo em flor, grãos e patas no chão. Londrina acolhe em sua terra fértil um mundo cheio de ideias para fazer a vida ser bonita, ser útil e ser gloriosa para você, para mim e para qualquer outro. Assim, como uma passarada, em bando, cantando para tristeza ter um fim. E no concreto, o arquiteto, o político, o doutor, o professor, o gari, a bailarina, a dentista e as mil faces desse povo, retribuam à terra vermelha o respeito, o zelo e a gentileza, que Londrina, carece sim.
KELLY SHIMOHIRO (psicóloga) Londrina
Promessas eleitorais
O ano de 2015 promete ser muito difícil. Custo de vida nas alturas, impostos adormecidos estão sendo despertados pelo rombo das contas públicas e, consequentemente, o povo brasileiro pagando pela incapacidade de se fazer gestão dos atuais governantes, sem falar da roubalheira sem fim que assola o nosso país desviando recursos públicos para satisfazer o poder de siglas partidárias e o ego pessoal de muitos agentes políticos. Equilibrar as contas públicas aumentando impostos é fácil, difícil mesmo é mostrar competência para desenvolver o crescimento socioeconômico tão falado nas campanhas eleitorais. Mas, depois que pescou o peixe, a conversa é outra. Lembro-me do final de uma piada que o indivíduo optou em ficar no inferno. Quando retornou tudo estava diferente da primeira vez. Então, perguntou para o diabo: "O que aconteceu? Antes era lindo e maravilhoso, agora tudo está em chamas". O diabo respondeu: "Quando você esteve aqui, eu estava em campanha, agora, eu já tenho o seu voto!". É bem assim!
ADEMIR KENIDE CAMPOLI (administrador de empresas) - Londrina
Eleição na Câmara
Segundo a fala de vereadores de Londrina, o atual presidente da Câmara não corresponde às incumbências que lhe são atribuídas. Em qualquer empresa fora do âmbito político, quando o cidadão não corresponde ao seu cargo ele é sumariamente demitido. Penso que o povo deveria solicitar a renúncia dos vereadores que não fazem jus aos seus proventos. O que farão os vereadores rechaçados pelos atuais que almejam a Presidência da Câmara de Londrina, haja visto que tem vereador que era líder ao governo e não faz mais parte deste apoio? Este foi um ano de poucos e relevantes projetos realizados em prol de Londrina e mais uma vez fica claro o pouco interesse em colaborar com a gestão do prefeito em prol de uma Londrina melhor. O que realmente importa aos vereadores é a eleição para presidente da Casa, dia 18, e depois encerram o ano de 2014 felizes, pois o País retoma suas atividades políticas de fato só após o Carnaval de 2015.
LUIZ CARLOS DE ALMEIDA (professor) Londrina
Cassação de André Vargas
Arrogância é um procedimento detestável que todos devemos evitar. Os petistas eram mestres nisso e estão vendo o resultado, iniciado com a cassação do ex-deputado federal André Vargas. A era Lula está nos estertores e outros petistas vão afundar que nem o londrinense arrogante. O Brasil está cansado dessa erva daninha, elogiada por alguns que só veem as realizações boas, como se isso não fosse obrigação.
MÁRIO MENEZES (aposentado) Londrina
Feriado polêmico: cumpra-se e fecha-se!
Endosso a opinião do presidente do Sindimetal Londrina, Valter Orsi, no artigo "Não é hora de discutir feriado" (Espaço Aberto, 12/12). Que seja elaborada uma lei com a devida antecedência e cumpra-se! Uma outra situação que envolve essa questão de feriados é a aberração chamada ponto facultativo nas repartições públicas, que nada mais é do que o autêntico sinônimo de fecha-se!
LUIZ ALBERICO PIOTTO (servidor público) Cambé





