Lamentável e injusto
Estive domingo na Prefeitura de Londrina para regularização da área construída no meu terreno e assisti uma cena lamentável: diversas pessoas ficaram na fila desde as 8 horas até as 14h ou mais, em pé, no sol, sem água, sanitários, etc. Apareceu alguém da prefeitura, e disse: "É culpa de quem deixa para a última hora". Primeiro, foi mal divulgado; segundo, a maioria que ali estava é trabalhador, portanto, não pode ir dia durante a semana pois demora mais de duas horas entre espera e atendimento. A prefeitura abre somente ao meio-dia, e o trabalhador não pode se ausentar do trabalho. O que se viu foi a demonstração pura de como a falta de sensibilidade, planejamento e visão podem causar estragos. Peguei uma via do formulário e constatei: poderia ser preenchido facilmente e enviado pela internet, mas, não, tem que "judiar" do contribuinte. A incompetência foi gritante. Quanto ao IPTU, moro em região antiga da cidade e não existiu valorização que justifique o percentual pretendido. Vou à Justiça garantir meus direitos.

ADALBERTO BRANDALIZE (professor) – Londrina



Plano Diretor
Finalmente, vai ser votado o Plano Diretor de Londrina. Participei ativamente dos debates nas plenárias realizadas há tempos e me preocupa as mudanças sem participação dos cidadãos. Entendo ser necessário o respeito a determinadas situações estabelecidas e consolidadas, tais como: bairros com tráfego de veículos mais ou menos intenso, padrões de construção, cultura estabelecida, fundos de vale com áreas de preservação permanente revitalizadas, praças bem arborizadas complementando o pulmão do bairro. Duas propostas vazadas nos preocupam mais: permitir a instalação de indústrias nas adjacências dos fundos de vale e alteração do zoneamento de áreas habitadas para expandir a exploração comercial. É preciso pensar nos moradores dessas áreas. A cidade precisa de suas ilhas de remanso para atender aqueles que escolhem tais locais para viver seus momentos de descanso.

IZAIAS BITENCOURT MORAES (contador) – Londrina



Sufoco no ônibus
Infelizmente, às vésperas de comemorarmos 80 anos da nossa grande e linda Londrina é muito triste vermos uma empresa com nome e tradição da Garcia, conhecida nacionalmente, ser tão mal representada. Na último dia 28/11, saí de Londrina no ônibus das 17h para chegar em Maringá às 18h30. Próximo ao primeiro pedágio, eu e muitos passageiros estávamos incomodados com o forte calor que fazia dentro do ônibus. Questionei o motorista e ele informou que o ar não estava funcionando. Ficamos 1h30 dentro de um ônibus fechado e sem ventilação refrigerada! A passagem desse horário é vendida como convencional e esse é o argumento da empresa por não ter água dentro do ônibus. Se é convencional e o ar não está funcionando, temos que no mínimo ter a opção de abrir as janelas. Indignados, fizemos reclamação ao chegar no guichê da Viação Garcia em Maringá e nos foi apenas informado que a culpa era do motorista e que nossas reclamações deveriam ser feitas pelo 0800. O 0800 utilizado pela empresa dá sinal de ocupado desde sexta-feira, e aí eu penso: ou esse serviço não funciona ou a empresa tem recebido tantas reclamações que talvez eu esteja tendo a má sorte de não conseguir fazer a minha. Espero que possamos brevemente ter o bom serviço que sempre tivemos mesmo em viagens pequenas, e que a Viação Garcia possa rodar por este Brasil de Norte a Sul com a mesma qualidade que fez durante 80 anos.

RAFAELA BONEZZI JUNQUEIRA SCICCHITANO ( secretária executiva) - Londrina



Correção
- Ao contrário do informado na matéria "Segunda fase da UEL tem menos ausentes" (Geral, 30/11), na redação da UEL não foram três opções propostas – os candidatos são obrigados a fazer os três temas propostos.


■ As car­tas de­vem ter no má­xi­mo 700 ca­rac­te­res e vir acom­pa­nha­das de no­me com­ple­to, RG, en­de­re­ço, ci­da­de, te­le­fo­ne e pro­fis­são ou ocu­pa­ção. As opi­niões po­de­rão ser re­su­mi­das pe­lo jornal. E-­mail: opi­niao@fo­lha­de­lon­dri­na.com.br

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