Corrupção generalizada
Em entrevista à imprensa, o ilustre defensor do operador do PMDB no caso Petrobras, vulgo Fernando Baiano, Mário de Oliveira Filho afirmou textualmente que a corrupção grassa em todas as prefeituras do Brasil e que sem propina nenhum paralelepípedo é assentado. Que uma pequenina empreiteira de quatro funcionários, se quiser trabalhar, tem que subornar. Está feita, com isso, uma grave denúncia: de que todos os administradores públicos deste País são corruptos, desde um pequeno município do Nordeste até a maior cidade da América do Sul, São Paulo. É possível que o competente advogado seja questionado na Justiça acerca dessa gravíssima denúncia, por algum político honrado que, tendo visto a entrevista, sentiu-se ofendido. Reconhecemos que é difícil para um país continental tomar como exemplo a Itália, e repetir aqui o gigantesco movimento denominado "mãos limpas", invertendo essa cultura enraizada desde remotas eras em nossa pátria, e instalando um tempo novo em que a honestidade passe a ser uma obrigação de cada cidadão brasileiro.
ANTONIO DA SILVA PINHATARI (bacharel em Direito) – Londrina

Londrina dá volta por cima
Se lançarmos um olhar ao passado recente da história londrinense, encontraremos raízes que ligam ao vergonhoso momento que vivemos encontramos uma relação ao assalto praticado contra a Petrobras. As notícias chegam sempre mencionado três londrinenses como membros da monstruosa quadrilha. Quem não se lembra deles envolvidos no maior assalto a nossa prefeitura no caso "AMA-Comurb"? Pois é, deu certo aqui, não devolveram dinheiro algum, os que chegaram a ser presos foi por poucos dias, os processos se arrastam até hoje e muitos já prescrevendo. Como a experiência foi boa, a turma levou a experiência para Brasília. Negócios com o governo, doleiro esquentando dinheiro e políticos tirando vantagens eleitorais com campanhas milionárias garantindo proximidade com o poder. Assim Londrina ganhou manchetes como um dos maiores centros de corrupção do Brasil. Mal terminou o mensalão, eles já estavam rondando a Petrobras. Com aquela famigerada escola criada, lembram-se quantos prefeitos e vereadores e agentes públicos foram cassados, presos e indiciados em falcatruas? Assim, Londrina era divulgada Brasil afora. Quando pensa que passou o vendaval vêm esses pulhas enxovalhar nossa querida terra outra vez. Contrariando o que afirmou aquele advogado, de que nenhuma pedra colocada nem nas cidades mais pequenas é feita sem pagamento de propina, nossa prefeitura saiu das manchetes policiais já há dois anos. Isso prova, prefeito Kireeff, que é possível extirpar esse câncer da sociedade. Quando o Poder Executivo quer, e exige, não existe nem corrupto nem corruptor.
WALTER COSTA BARROSO (cirurgião dentista) – Londrina

Reforma política
Que a reforma política é extremamente necessária ao País, não há duvida nenhuma. O caso de corrupção na Petrobras só começou porque há jogo político (nefasto) entre os grupos políticos. O "toma lá da cá": "Você só terá isso, se nos der aquilo", "Nós só daremos isso, se vocês nomearem fulano de tal para aquele cargo". Se o "fulano" é confiável, não importa, mesmo porque, eles já conhecem seu caráter e é ele quem vai cumprir os objetivos do grupo. Enquanto isso, a credibilidade e o Índice de Desenvolvimento Humano do País (IDH) despencam. Os bilhões que seriam úteis na melhoria das condições de vida e serviços sociais essenciais são, outra vez, inutilizados e vão para o ralo da corrupção. A solução definitiva seria a privatização de todas as empresas públicas, mas quem acredita que, no cenário político atual, isso seja possível? Nem, tampouco, a reforma política.
SWAMI VERONESI (músico) - Santo Antônio da Platina

Thomaz Bastos
O ex-ministro da Justiça Marcio Thomaz Bastos, morto na última semana, apoiou o golpe militar e depois se insurgiu contra ele. Foi ministro do STF onde recebeu as denúncias do mensalão. Depois de deixar o cargo, com polpudos vencimentos, foi defender os acusados desse escândalo que, posteriormente, foram julgados e condenados. Nos dois casos, fica a impressão que o sr. Thomaz Bastos não era muito convicto de seus atos e que levou sua vida ao sabor dos ventos ou de acordo com seus interesses pessoais momentâneos. Ele escolheu para sua vida o sucesso financeiro ao invés das glórias de um estadista que poderia ter mudado os destinos de um país. Na imprensa, o que se viu em seu velório foi a presença maciça de vários membros do governo envolvidos nos escândalos do mensalão e da Petrobras, bem como os depoimentos de vários advogados que defendem as empreiteiras e os mesmos membros do governo nesse último episódio.
PAULO MAURICIO ACQUAROLE (aposentado) - Londrina

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