OPINIÃO DO LEITOR
Reforma política: o que queremos?
Com 192 anos de "Independência", o Brasil já conheceu todas as formas possíveis de governo; absolutismo puro (dom Pedro 1º), primeira Constituição escrita pelo imperador; Regência Trina e Permanente (velha aristocracia), intervalo monárquico (1831-1840); monarquia imperial (dom Pedro 2º), governo exercido pelo parlamento; república presidencialista, ditaduras, eleições, nomeações de presidentes, etc; parlamentarismo republicano (1961-1962); e oito constituições, ora outorgadas por ditadores ora por constituintes. Qual será a novidade do plebiscito ou referendo de 2014/15? Quatro propostas já foram tentadas antes: monarquia, república, presidencialismo e parlamentarismo. Será novidade o fato de que agora é o povo quem decide, pelo sufrágio universal, que tipo de reforma fazer? Pensar em reforma equivale a imaginar uma forma de governo e aperfeiçoamento das instituições políticas, mas qual? Em 1962, houve um plebiscito com essa mesma finalidade. A população decidiu pelo presidencialismo. E alguém lembra o que foi feito com a vontade popular? Foi pelo ralo. De 1964 até 1985 os presidentes deixaram de ser eleitos pelo voto direto e passaram a ser nomeados pelos militares do alto comando e homologados pelos parlamentares a eles submissos. Será que, agora, em razão de um novo plebiscito, o voto popular será respeitado? Caso seja respeitado, como será discutida com a sociedade a questão da reforma política? O que vai mudar com a reforma? Como estão estruturadas as instituições e o que vai mudar nelas?
ELCIO ROSAS (professor) - São Miguel do Iguaçu
Juiz sem juízo
Não é piada e sim um fato real. A agente de trânsito Luciana, do Rio de Janeiro, seguindo a lei, multou "João" porque seu veículo estava sem placa, sem documentos e sem a carteira de habilitação. Qualquer cidadão comum compreenderia que ela agiu corretamente e ficaria envergonhado. No entanto, não era um simples João, mas sim o excelentíssimo senhor juiz João Carlos de Souza Correia. Nesse caso especial e atípico, Luciana foi condenada a pagar R$ 5 mil em indenização por danos morais, por comentar que ele não era Deus. Resta-nos aguardar o juízo final, segundo o apocalipse, para que realmente a justiça seja feita, imaginando que o bom Deus não seja multado ou precise recorrer a segunda instância, caso o juiz seja condenado, mas tenha uma equipe bem estruturada no purgatório.
AMARILDO PASINI (engenheiro agrônomo) Londrina
Tolerância com a desonestidade
Muito se falou que o resultado das eleições presidenciais dividiu o Brasil entre nortistas/nordestinos x sulistas ou pobres contra ricos. Acho que não é bem assim, pois nordestinos também votaram em Aécio, ricos em Dilma e assim por diante. O País está dividido entre os mais tolerantes com a desonestidade e os que menos a toleram. Depois de 12 anos convivendo com os mais vergonhosos escândalos de corrupção, com membros da cúpula petista condenados e presos, avalizar o partido para um novo mandato presidencial é ser muito condescendente com a desonestidade. Por falta de esclarecimentos ou conveniência, o eleitor petista passou um cheque em branco para os protagonistas da fase mais aguda, obscura e vergonhosa de corrupção da nossa história. Chega ser intrigante como esse eleitor aceita, compactua e compartilha com todas essas falcatruas. Se não quisessem votar em Aécio por causa dos pecados do seu partido no passado, o eleitorado tinha em Marina Silva, no primeiro turno, uma opção de pessoa, até aqui, sem máculas na vida pública. Ninguém poderia afirmar, com absoluta segurança, que ela ainda não estava estruturada para exercer a Presidência da República. Itamar Franco também sofreu do mesmo preconceito e nos legou o Plano Real. O eleitor petista concordou com as mentiras e a sordidez com as quais destruíram a candidatura da pessebista. Assim, pode se afirmar, sem medo de errar, que esse eleitor comunga com as maracutaias em todos os sentidos.
LUDINEI PICELLI (administrador de empresas) Londrina
Poluição sonora
Nossa cidade vem crescendo bastante, e isso é muito bom, pois as oportunidades de emprego aumentam e a vida melhora para todos. Porém, não podemos esquecer de um aspecto muito importante e prejudicial desse crescimento: a poluição sonora. O barulho, se muito alto, pode trazer danos irreversíveis à audição. Além disso, precisamos nos lembrar das crianças pequenas,idosos e dos operários das construções que ficam expostos a todo esse barulho. Algo deveria ser feito para minimizar o barulho, como a diminuição das horas de operação das máquinas pesadas.
FABIANA G. HADDAD MORENO PERES (estudante, 12 anos) Londrina
■ As cartas devem ter no máximo 700 caracteres e vir acompanhadas de nome completo, RG,
endereço, cidade, telefone e profissão ou ocupação. As opiniões poderão ser resumidas pelo jornal.
E-mail: opiniao@folhadelondrina.com.br





