Lei de trânsito igual para todos
Aduz o leitor Adoniro P. Mathias (Opinião, 11/11) que a lei de trânsito não deve favorecer as pessoas pela sua condição econômica, como defende o agrônomo Alíssio Massan (Opinião, 10/11). Ora, não foi isso que o agrônomo sugeriu, mas sim tratar com igualdade o cidadão na medida de suas desigualdades. Tomar por base o valor do veículo para cobrança de IPVA é um critério que vem sendo usado há muito tempo. Todavia, aplicar multa com base no valor do veículo em circulação não é a melhor solução, porque infrator é a pessoa e não o veículo. Com o escopo de educar o infrator, outros critérios previstos na lei agravam o valor da multa, como excesso de velocidade, reincidência, etc. Max Weber afirmou há muito tempo que o homem obedece apenas por dois motivos: "Medo do castigo e esperança de recompensa". Sem recompensa, para a lei ter eficácia é preciso que o cidadão tenha medo do castigo. Apenas essa condição faz com que haja obediência à lei de trânsito. É como se eu dissesse: "O que faz a infração é a ocasião e a certeza da impunidade porque infrator todos somos". Ou você nunca parou em fila dupla na porta da escola ou em vaga de idosos?

SEBASTIÃO BUENO DOS SANTOS (advogado) – Londrina



Nos EUA é diferente
Sobre a matéria "Polícia mata seis pessoas por dia no Brasil" (Geral, 11/11) que aponta a quantidade de incidentes com morte envolvendo os policiais brasileiros pergunto: nos Estados Unidos eles prendem os menores criminosos, será que ajuda? Lá, os criminosos não ficam soltos caso se apresentem ou sejam presos depois de 24 horas da ocorrência, será que ajuda? Lá, os presos condenados cumprem integralmente suas penas como punição e não ressocialização, será que ajuda? Lá, os presos não recebem visitas íntimas ou mantêm contato físico mesmo com seus defensores, será que ajuda? Lançar uma nuvem escura sobre o brilhante papel de nossos policiais é simplista e leviano. Vamos prestar bem atenção em quem está divulgando essas estatísticas, a diferença entre uma ditadura militar e o socialismo cubano cabe no buraco de uma agulha bem pequena.

PAULO MAURICIO ACQUAROLE (aposentado) - Londrina



Gastos de campanha
A matéria "Na corrida à Câmara, Yared teve os votos ‘mais baratos’" (Política, 10/11), alguns candidatos gastaram mais de R$ 3 milhões. Por mais que eu desse chance às elucubrações mentais não consegui perceber por que tanto gasto, uma vez que os juros desse capital correspondem ao valor do salário que cada deputado, quando empossado, irá receber. Para se ressarcir, o parlamentar terá que trabalhar quase 10 anos e o mandato é de apenas 4 anos. Atônito, liguei para Papai Noel e ele me respondeu com pensamento de um grande escritor: "Há mais mistério entre o céu e a terra do que a vã filosofia dos homens possa imaginar".

EDSON MEDARDO SCARCHETTI (bacharel em Teologia) – Londrina



Miséria no Brasil?
Infelizmente, o índice de indivíduos que vive na miséria extrema aumentou no Brasil. Ao contrário do que sempre declara a presidente reeleita que no governo dela a miséria tinha se reduzido a zero! A tendência é aumentar mais ainda, pois enquanto o Brasil ficar servindo de "ama de leite" para "bolsitas família" não vai melhorar nunca. Quem vai querer correr atrás de uma vida melhor se simplesmente "recebe" o maravilhoso "kit vida mansa"? Para que se preocupar? Não vai demorar muito para sancionar o "Bolsa rede e água de coco", me poupem! Pior é que não é uma medida provisória. Se Dilma discursou que agora é hora de "desmontar os palanques e partir para o diálogo", então ela tem que primeiro tirar a máscara. O Brasil mostrou realmente que está "dividido", basta ver o resultado das eleições de Norte a Sul, Leste a Oeste. É hora de parar de enrolar, de mentir e definitivamente cumprir, enquanto a outra parte (eleitor) vai cobrar e exigir.

MARIA REGINA MINTO REYES (assistente administrativo) – Londrina




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