OPINIÃO DO LEITOR
Tucanou?
Dilma flerta com nomes para substituir Mantega na Fazenda. Meirelles, Trabuco, etc. Nomes aprovados pelo mercado, mas que não aceitariam o tipo de cabresto imposto ao antecessor. Um Ministério da Fazenda mais independente, e consequentemente um Banco Central mais independente, é o que desponta no horizonte da petista. Pois bem, na sua propaganda, a presidente vinculava a independência da Fazenda e do BC ao desaparecimento de comida da mesa do brasileiro. Ora, o que teria mudado, de lá para cá? Dilma criticava Aécio quando este sugeria corte de gastos no governo. Dizia que esses cortes afetariam as conquistas na área social dessa administração. Há alguns dias, admitiu os tais cortes. Qual seria a justificativa? Dilma alegava também que Aécio subiria a taxa de juros para conter a inflação. Dizia que nunca faria isso, eis que tal ação resultaria em desemprego. No entanto, dois dias após a reeleição; dá-lhe aumento na taxa de juros. Será que o desemprego tornou-se aceitável? Dilma foi eleita, em grande parte, pelos avanços que seu governo teria atingido na área social. O Ipea, contudo, divulgou que a miséria voltou a crescer, contrariando uma sequência de dez anos de baixa. Um grave retrocesso. Justamente o que os petistas acusavam que aconteceria se os tucanos fossem eleitos. O que aconteceu, presidente? Tucanou?
Alimentando a discórdia
O leitor Alicio Massan (Opinião, 10/11), ao se referir sobre a lei de trânsito, diz que ela prejudica pobres e defende que tem carros mais caros tem que pagar multas mais caras do que tem carros mais baratos. Uma infeliz opinião. Já não chega que os atuais políticos do PT conseguiram criar uma animosidade entre irmãos nordestinos e sulistas, entre negros e brancos entre pobres e ricos ("as zelites", como diz o ex-presidente Lula)? Agora, o referido leitor dá sequência a esse assunto? Uma multa é a pena que alguém tem que pagar quando se comete um erro, independentemente de cor, raça, credo ou de qualquer grupo social. Se duas pessoas, uma rica e outra pobre, comentem crimes idênticos, o rico deverá ser condenado a 20 anos de reclusão enquanto o pobre a dois anos? Por favor, não alimentem mais discórdias entre nós brasileiros.
Marcas e marcas
O governo Requião deixou sua marca na educação, implementando o Plano de Desenvolvimento Educacional, a TV pendrive, os laboratórios de informática, que, aliás, nos últimos anos não obtiveram nenhum "upgrade". Esperamos que o atual governo também deixe a sua, mas não uma marca física ou psicológica, resultada de hematomas causadas por agressões, truculências e cabrestos, como as que ocorreram na última semana na Assembleia Legislativa do Paraná. Essas marcas os professores já conhecem e estão escaldados de um governo do passado para as quais até possuem uma data para recordar. Um acontecimento não tão sério quanto o Holocausto, mas igualmente humilhante.
Quebra-pau na Assembleia
A APP-Sindicato deveria trocar a sigla para "A-PT", visto que mais presta serviços aos "cumpanheiros" do que, propriamente, à classe dos professores e funcionários da educação. A APP tem por hábito enviar "bois de piranha" em todos os manifestos que promove. Como a maioria é composta servidores não preparados à devida forma de reivindicar alguma melhoria à categoria, esses manifestos acabam, quase sempre, nessa balbúrdia ocorrida na Assembleia Legislativa. Por piores que sejam nossos representantes políticos, nesse episódio, ponto para o presidente da Casa que mandou evacuar o ambiente.
Correção
- Na matéria "Paisagens retratadas com afeto" (Folha2, 9/11), a iniciativa para a homenagem de Neldy Gonzales partiu do vereador Péricles Deliberador (PMN).
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