Ebola
Frequentemente são publicadas listas de bilionários que habitam nosso planeta. No Brasil são dezenas e no mundo milhares. Nos últimos dias as manchetes dos jornais nos alertam para uma possível epidemia de uma doença letal, o ebola. Essa doença é transmitida pela fome, falta de saneamento básico e condições precárias de higiene. Esses bilionários, que sentem-se envaidecidas por aparecerem nessas listas, deveriam dividir um pouco com seu irmão conforme nos ensina Jesus em uma parábola encontrada em Lucas 12, 16 ss, onde um agricultor na expectativa de uma grande safra propôs aumentar seus celeiros para armazenar a enorme colheita. Deus, porém, lhe disse: "Insensato! Nesta noite ainda exigirão de ti a tua alma. E as coisas, que ajuntaste, de quem serão?" Quando uma epidemia se alastrar ceifando a vida de amigos ou parentes e prejudicando seus negócios, talvez então será tarde demais para fazer a partilha.
EDSON MEDARDO SCARCHETTI (bacharel em Teologia) – Londrina

Lei prejudica o pobre
Espero um dia que as estradas sejam vigiadas por satélites para que ninguém escape do castigo das multas. Colocar a vida de pessoas em risco não tem perdão. Mas a nova lei favorece o rico e prejudica o pobre. O dono de uma caminhoneta que vale cerca de R$ 200 mil força uma ultrapassagem e leva multa de R$ 1.951. O motorista paga e esquece. Um golzinho velho que vale R$ 6 mil leva a mesma multa e obriga o dono a tirar do prato para pagar R$ 1.951. O justo seria uma porcentagem do preço do veículo, algo em torno 2% do valor. Nesse caso, a caminhoneta pagaria R$ 4 mil de multa e o proprietário do golzinho, R$ 120.
ALICIO MASSAN (engenheiro agrônomo) – Santa Mariana

Poluição
Com o crescimento das indústrias e da tecnologia, a poluição aumenta cada vez mais, tanto visual quanto sonora. Por onde passamos vemos várias propagandas, tais como: outdoors, banners e carros de som. Com toda essa poluição, ficamos mais cansados e estressados. Muitas vezes o barulho causado pelos veículos e também as conversas simultâneas nos fazem querer desligar de todo esse barulho. Com isso, ouvimos música alta no fone de ouvido. Isso pode causar graves problemas auditivos, levando à perda temporária da audição.
BÁRBARA GIOVANNA NÓBREGA VILELA (estudante) – Londrina

Captação da água da chuva
Quando a natureza, de modo contundente, se faz presente na vida de um povo, começa o alarde em busca dos culpados. Quando ocorrem enchentes, elas atingem os ribeirinhos que ocuparam as margens dos rios. Daí, os governos decretam estado de emergência ou de calamidade. Quando chuvas torrenciais castigam casas e moradores que ocuparam morros onde a declividade dos terrenos não é adequada para tal tipo de ocupação, os poderes públicos oferecem verbas extraordinárias para atender o ocorrido. Tudo isso é falta de planejamento que poderia evitar essas catástrofes. Não serão as cidades as grandes causadoras da falta de chuvas? Na zona rural, a água da chuva, com rara exceção, é absorvida pelo solo, pela existência de curvas de nível e pela adoção do plantio direto e dificilmente se vê enchentes. Nos núcleos urbanos toda água da chuva vai para as galerias pluviais e é lançada nos riachos e rios. Por que não se adota nos loteamentos urbanos, obrigatoriamente, que as águas da chuva sejam levadas para um reservatório próprio? E as construções de maior porte, como prédios, shoppings, indústrias, etc., não sejam obrigadas a construir poços em tamanho proporcional de suas áreas cobertas, asfaltadas ou cimentadas para receber a água da chuva? Se isso fosse adotado, a água da chuva captada seria absorvida e infiltrada no solo e abasteceria os lençóis freáticos.
OTACÍLIO CAMPIOLO (aposentado) – Rolândia

■ As car­tas de­vem ter no má­xi­mo 700 ca­rac­te­res e vir acom­pa­nha­das de no­me com­ple­to, RG, en­de­re­ço, ci­da­de, te­le­fo­ne e pro­fis­são ou ocu­pa­ção. As opi­niões po­de­rão ser re­su­mi­das pe­lo jornal. E-­mail: opi­niao@fo­lha­de­lon­dri­na.com.br

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