Planta de valores
Encaminhei a cada vereador londrinense provas incontestes de que o valor cobrado a título de IPTU em Londrina é superior ao de Curitiba e, possivelmente, um dos mais altos do País. Provei documentalmente, por meio de cópias de lançamentos realizados pelo município de Curitiba, que a alíquota lá praticada é variável e sempre abaixo de 0,6%. Esses lançamentos provam também que a Planta de Valores dos imóveis de Curitiba está abaixo que a de Londrina. Um apartamento em bairro de alto padrão (Bigorrilho/Champagnat) teve o IPTU (e taxas) lançado para o exercício de 2014 pela alíquota de 0,527% e uma casa residencial localizada na Vila Fanny – bairro de classe média – teve o mesmo lançamento pela alíquota de 0,403%. Portanto, a elevação de valores que se pretende aplicar em Londrina em sua Planta de Valores é abusiva e frontalmente contra a capacidade contributiva de boa parcela de seus contribuintes.
ARÃO MOREIRA DOS SANTOS NETO (advogado) – Londrina

A genial ‘cidade-empresa’
Londrina ganhou nova identidade sob a chancela de "Cidade Genial em TI e Comunicação". Não quero entrar nos detalhes técnicos de design, composição e linguagem da marca, apesar do parco resultado. A crítica cabe ao modelo de cidade ideal, um devir cidade que se perde ao colar um adesivo que atribui a "genialidade" de muitos para o benefício de poucos. Esse modelo de "cidade-empresa" serve a quem? Uma pergunta também aos trabalhadores de TI, a "cidade-associação" é gentil com vocês? Aos trabalhadores de comunicação das grandes agências, existe amor na "cidade-especulação"? Por que atribuir a esses dois segmentos um espaço do ser coletivo, do ser comum? Talvez, para despertar o desejo de viver e investir na "cidade-marketing", diria o atento gestor. A cidade é a manifestação do coletivo, do plural, da vida completa e do homem repleto em suas potencialidades. Limitar a identidade de uma cidade a um "balcão de negócios" é uma violência simbólica com o vir a ser cidade. A mensagem que ecoa é: ocupe a "cidade-povo", ocupe a cidade sem sobrenomes.
MAIKON NERY (designer gráfico) – Londrina

Cadê a educação?
O professor Carlos Augusto foi muito feliz ao criticar o posicionamento da APP Sindicato a respeito das eleições presidenciais (Opinião, 5/11). Eu também recebi ligações da APP pedindo que votasse na candidata do PT, "gastando nossa contribuição para fazer política partidária". Não bastasse isso, na votação da prorrogação de mandatos dos diretores na Assembleia Legislativa, conseguiram dividir a categoria: de um lado, os professores que a APP levou para fazer protesto e que nada mostraram de educação, visto que seu comportamento envergonhou a classe; de outro, diretores que lá estavam acompanhando a votação e que não foram consultados pela APP se queriam ou não a prorrogação de mandatos. Senti-me ofendido por não concordar quando o sindicato, que me representa, se coloca à disposição de sigla partidária e não na defesa da classe. Enquanto educadores, devemos servir de exemplo para os alunos e a comunidade e não promover espetáculos que denigram nossa imagem. Também vou solicitar minha desfiliação, bem como sugerir aos amigos que verdadeiramente se importam com a educação que também o façam.
FRANCISCO PERECIN (professor)- Tapira

Dengue
Com a ausência de propagandas sobre a dengue avisando sobre seus perigos, as pessoas têm relaxado em relação às precauções contra a doença. Por conta disso, os índices da doença aumentaram. Deveriam ser constantes as campanhas contra a dengue, pois o povo brasileiro realmente não é muito precavido quanto às doenças.
MARIA EDUARDA DANTE (estudante, 12 anos) - Cambé

■ As car­tas de­vem ter no má­xi­mo 700 ca­rac­te­res e vir acom­pa­nha­das de no­me com­ple­to, RG, en­de­re­ço, ci­da­de, te­le­fo­ne e pro­fis­são ou ocu­pa­ção. As opi­niões po­de­rão ser re­su­mi­das pe­lo jornal. E-­mail: opi­niao@fo­lha­de­lon­dri­na.com.br

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