IPTU x estagnação
O aumento do IPTU proposto para minha casa é de 65%, tendo a prefeitura atribuído o valor de mercado de R$ 445 mil para a base de cálculo do imposto. No meu conjunto habitacional, estão à venda há mais de um ano duas casas do mesmo tamanho que a minha por R$ 330 mil cada e não conseguem vendê-las. Este ano o PIB está próximo de zero, a inflação está superando o teto da meta, o governo federal vem reduzindo o IPI dos carros, dos eletrodomésticos (linha branca) e desonerando a folha de pagamento de alguns segmentos para ver se tira o País da estagnação. Portanto, não é hora de aumentar impostos e sim reduzir, cortando gastos como fazemos em nossas casas. Recentemente, o Serasa divulgou que em torno de 51% das famílias brasileiras estão endividadas. Isso mostra que o povo está sem dinheiro. Se está difícil pagar só com a correção da inflação, imagine com esse elevadíssimo percentual de aumento. Senhores vereadores, pensem nisso.
ANTÔNIO CELSO ZANONI (aposentado) – Londrina

Fiscalização de imóveis
Penso que a correção do IPTU é válida. Não tem como a prefeitura fazer investimentos sem dinheiro em caixa, mas isso está sendo planejado da forma errada. Creio que o correto seria fiscalizar todos os imóveis. Conheço vários onde as pessoas aumentaram (e muito) suas residências e pagam imposto por menos da metade da área construída, isso sim é injusto. E acho certo levar em conta a valorização da região, as pessoas moram na Gleba Palhano e querem pagar imposto como se morassem na periferia? E uma das coisas que não estão comentando é o aumento absurdo que haverá na taxa de coleta de resíduos que impactará fortemente o valor total do IPTU.
CESAR OLIVEIRA MORITZ (analista de biotecnologia) – Londrina

Justiça tributária?
Tenho uma chácara no loteamento Maria Stela. Fica na zona norte de Londrina. Ao lado do loteamento tem uma fazenda agrícola, em frente, do outro lado da estrada, plantam soja. A maioria das chácaras é utilizada para lazer ou plantio. Na minha é plantado vassoura. Agora, a prefeitura propõe um novo IPTU. Fiz a verificação do imposto a ser cobrado em 2015, sobe 465%, pois mesmo sendo chácara plantada a prefeitura adotou a alíquota 2. Com a alíquota progressiva, irá a 1.860%. O que querem que eu faça na chácara para ter alíquota 1? Construir um salão comercial, um prédio de apartamentos? Conforme notícia veiculada, o IPTU das mansões do condomínio Alphaville teve redução média de 28%. Isso é justiça tributária? Haveria interesse em confiscar imóveis de alguns proprietários?
THEOPHILO PARANAENSE COUTINHO GOMES (engenheiro civil) – Londrina

Prejuízo para o comércio
Com relação à matéria "Por decisão do TRT, lojas não poderão abrir hoje à tarde" (Economia&Negócios, 1/11), essa decisão da desembargadora fez com que comerciantes fossem obrigados a fechar suas lojas no último sábado à tarde. Grande parte da renda londrinense gira em torno do comércio. Onde veremos progresso quando instituições públicas impedem os lojistas de trabalhar no dia mais importante da semana para o comércio? É um desrespeito com o próprio consumidor. O comerciante, que vive para cumprir os compromissos, está tendo que cortar gastos para superar prejuízos. Um dia a menos é mais um dia de prejuízo, e impede de praticar seu ganha pão. O comerciante de Londrina precisa e exige união das instituições para que todos girem no mesmo sentido. Os comerciantes não estão exigindo os quatro sábados abertos, exigem pelo menos os dois primeiros mais importantes abertos até as 18 horas. O comerciante está tendo prejuízo e Londrina entra junto nessa perda.
LUCAS DOS SANTOS SILVA (atendente) – Londrina

Correção
A imagem do alagamento da UBS do Jardim União da Vitória, publicada ontem na capa da FOLHA, foi feita pelo repórter fotográfico Gustavo Carneiro

■ As car­tas de­vem ter no má­xi­mo 700 ca­rac­te­res e vir acom­pa­nha­das de no­me com­ple­to, RG, en­de­re­ço, ci­da­de, te­le­fo­ne e pro­fis­são ou ocu­pa­ção. As opi­niões po­de­rão ser re­su­mi­das pe­lo jornal. E-­mail: opi­niao@fo­lha­de­lon­dri­na.com.br

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