Onde estão os 78%?
Estive sábado na passeata em Londrina contra essa patética e fraudulenta eleição e a corrupção do atual governo. Confesso que esperava uma multidão. Mas quero parabenizar os jovens que lá estiveram mais de 90%. Isso me enche de esperança e entusiasmo. Onde está a "face" do Facebook? Onde está Londrina com sua força de indignação mostrada nas urnas? Onde estão os empresários, profissionais liberais, funcionários públicos? Talvez, esperando que aqueles que dão a cara para bater, que querem enfrentar a luta por um Brasil melhor, que querem um Brasil sem radicalismos de esquerda, sem corrupção, sejam vitoriosos e, aí sim, juntarem-se a eles para comemorar o sucesso. Ou quem sabe, se aqueles que lá estiveram quebrarem a cara, vão simplesmente assistir de suas torres de cristal ou de seus guetos murados e, talvez, comentar a ingenuidade daqueles, virar a página ou o canal de televisão e exclamar: "Bom, deixe-me cuidar de minha vidinha". Quero ressaltar também a ausência total das lideranças políticas de oposição. Onde estão nossos políticos? Estão escondidos em algum lugar? Já sei, passaram-se as eleições, eles não precisam mais do povo. Assim não dá. Pobre Brasil.
LOURIS CLEIDE LOURENÇO CECCHINI (professora) – Londrina

Ato pós-eleição
Com relação à matéria "Em Londrina, ato pós-eleição reúne cerca de 100 pessoas" (Política, 3/11), o ato de pós-eleição realizado na tarde de sábado é primordial, pois temos de ter ressonância com o restante do Brasil. Como as denúncias estão apenas aparecendo, não temos o luxo de ficar em cima do muro. Temos de estar em alerta sempre. Já me admira o "sr. Jefferson", que negou seu sobrenome à FOLHA, ser contra o protesto e manisfestar-se contra os governos de Fernando Henrique e de Aécio. Se estava tão atualizado, não deveria ter votado "nulo". Caro Jefferson, seja realista não se esconda, seja como nós, vista uma camisa e apareça.
CLAUDIO AUGUSTO (porteiro) – Londrina

Desânimo brasileiro no exterior
Exercendo o dever de cidadão brasileiro, fui às urnas aqui na capital britânica. No primeiro turno era notável a vontade por mudança dos brasileiros que aqui residem. A fila rodeava o quarteirão e quase chegava a Clarence House, palácio do príncipe Charles. O povo, sendo boa parte dele apoiador de Marina, vestia verde e amarelo e estava confiante na troca de governo. Entretanto, mesmo com o apoio de Marina na campanha de Aécio durante o segundo "round" da democracia brasileira, a maioria absteve-se do voto, de modo que quando fui novamente votar não havia sequer fila na embaixada brasileira, e a cara dos mesários não estava nada boa. Com a vitória "vermelho PT" , aumentou-se o desânimo, o pessimismo e, infelizmente, o preconceito daqueles que agora dizem não mais voltar ao País. Espero que isso não se estenda por muito tempo, pois quanto mais desunido o povo estiver, mas difícil será para o Brasil obter bons resultados econômicos e sociais.
KELVIN FELICIO CORDEIRO ARMINDO (estudante) – Londres (Inglaterra)

Fiasco do LEC
Durante toda a minha vida profissional ascendi a postos e cargos melhores várias vezes e nenhuma dessas promoções me permitiu ser irresponsável em nenhum outro dia de trabalho, como foram alguns dos componentes do Tubarão no jogo de sábado contra o Brasil. Silvio e Davi Ceará poderiam ser demitidos por justa causa pela displicência com que entregaram a bola ao adversário nos dois lances que geraram gols, sendo que em nenhum deles estava sob pressão de uma jogada. A escalação e a tática de jogo que o técnico Tencati disse ser segredo até o momento do jogo, permaneceu em segredo durante o jogo pois nada se viu em campo. Nosso jogo parecia uma quermesse e a bola era "rifada" a todo momento sem objetivo. Como torcedor do Londrina de muitos anos, jamais me esquecerei a final em Maringá e a subida para a Série C, porém não me esquecerei também desse último fiasco.
PAULO MAURICIO ACQUAROLE (aposentado) - Londrina

Correção
A imagem da Fórmula Truck, na capa de ontem da FOLHA, é de autoria do repórter fotográfico Ricardo Chicarelli

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