OPINIÃO DO LEITOR
Insolvência à vista
Nascer, viver e morrer endividado, parece ser o destino do povo brasileiro, e também do país chamado Brasil. Gastando sem responsabilidade e controle, o cidadão acaba se endividando, achando que a solução vem do céu. Em nível de Brasil, nossos representantes se acham proprietários de alguma mina de ouro; financiando construções de portos em países, governados por "cumpañeros"; adquirindo refinaria nos "States"(Pasadena) a preço exorbitante. Provavelmente, irão gastar alguns milhares de dólares para colocá-la em funcionamento. Auxílios e bolsas, sem a fiscalização necessária para verificar se o sujeito beneficiado é merecedor, e se atende às exigências preestabelecidas. Da dívida externa está sendo pago somente os juros; e a interna está na "dívida ativa" há muito tempo. Nossos governantes, os acordos internacionais, a consciência desmobilizada ou subserviente estão transformando a "dívida" na verdadeira constituição do povo subjugado. Por isso tudo, não se consegue fazer a necessária "reforma agrária", não se pode atender a saúde e a educação condignamente.
WILSON OLIVEIRA TRINDADE (bacharel em Direito) Londrina
Dá para acreditar?
No discurso da vitória, ao mesmo tempo que prometia combater sem trégua a corrupção e acabar com a impunidade, a presidente Dilma abraçava e agradecia o apoio dos dirigentes partidários da sua base aliada. Um cenário constrangedor, pois ali estavam corruptos por demais conhecidos pelas falcatruas, inclusive o presidente de um partido que fora seu ministro e ela o demitira por corrupção. A presidente precisa descer do palanque e entender que, em rede nacional, ela não fala somente para uma claque de mal informados, mas sim para brasileiros que têm consciência da gravidade das denúncias dos mais variados escândalos de corrupção que assolam os governos petistas. E fala, também, para quem enxerga além dos limites da ignorância e que sabem da inocuidade do seu discurso. No início do seu mandato demitiu corruptos que a cercavam, porém, reconsiderou seus atos e reacomodou alguns malfeitores no governo. A sua anunciada faxina ética foi um fracasso. Interesses inconfessos a dissuadiram do intento em favor da tal "governabilidade". É patético ouvi-la anunciar tais medidas moralizadoras, depois do seu persistente silêncio, quando instada sobre a prisão dos companheiros envolvidos com o mensalão. Uma boa oportunidade para sinalizar que não está blefando é propor a troca de Cesare Battisti por Henrique Pizzolato. Aí, sim, muda o tom da conversa.
LUDINEI PICELLI (administrador de empresas) Londrina
Voto obrigatório
Cinquenta por cento dos brasileiros e brasileiras estão descontentes com a presidente Dilma Rousseff e temos que respeitar isso. Agora, o percentual de abstenções, votos brancos e nulos passou dos 30 milhões de eleitores. Isso significa que se o voto não fosse obrigatório, mas de 80% dos eleitores não compareceriam às urnas, tal o descrédito com a classe política e a corrupção no País.
PAULO CÉZAR FELIPE (advogado) Paranavaí
Estamos trabalhando por você
Na BR-369, trecho que vai de Londrina a Cambé, ao invés de colocarem um asfalto de qualidade e fazer um serviço bem feito - para durar uns dez anos - estão sempre recapeando. E, quando isso acontece, o trânsito para. Por que o responsável não para com isso? Por que aceitamos isso passivamente? Isso significa que enquanto seu trabalho não termina você pode me prejudicar e me atrapalhar? Antigamente, os trabalhos em vias públicas eram feitos à noite para atrapalhar o mínimo possível. O tempo passou e perceberam que as pessoas não notavam o serviço feito. Acharam, então, a solução. Atrapalhar, incomodar trabalhando durante o dia que, além de fazer com que percebam o trabalho feito, ainda economizam com horas noturnas.
ILDO YUKIO MARUBAYASHI (agricultor) - Londrina
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