OPINIÃO DO LEITOR
O choro é livre!
Nessas poucas palavras encontra-se a máxima da semana pós-eleições presidenciais. Ao ler as cartas que vêm sendo veiculadas neste espaço percebe-se a arrogância e a prepotência do londrinense em relação às pessoas de outras regiões do Brasil. Aqui ganhou aquele que foi derrotado em Minas, onde nasceu e construiu sua carreira, e no Rio de Janeiro, onde de fato reside. Afinal, somos eleitores exigentes, inteligentes e bem mais politizados que os do Norte e Nordeste. Eles preferem que lhes seja dado o peixe ao invés de ensinarem a pescar, alguns dirão (normalmente quem diz isso não sabe manejar varas e anzóis). Fala-se até em separar o País. Absurdo. No artigo "Agora lutar em outras frentes" (Espaço Aberto, 30/10), o jornalista Walmor Macarini empregou a expressão "voto do estômago". Descalabro. Sou londrinense, tenho orgulho disso e tenho mais orgulho em saber que, mesmo não ocupando cargo comissionado, não sendo beneficiário de programas sociais e não recebendo qualquer benesse do governo, votei com a minoria da minha cidade por um governo que tirou o País do mapa da fome da ONU e tornou acessível o que era luxo ou sonho. Àqueles que não concordam, repito: o choro é livre! De preferência sem discursos xenofóbicos.
MATEUS PATROCÍNIO DE OLIVEIRA (músico) Londrina
Reeleição de Dilma
O Brasil acaba de passar por uma das mais acirradas eleições presidenciais de sua história. E no estado de livre de direito democrático em que vivemos devemos respeitar a vontade da grande maioria dos eleitores, mesmo que essa maioria fosse a diferença de um voto a mais. Nesse caso, foram pouco mais de 4 milhões, número que supera a população de muitos países. Que Deus abençoe a presidente Dilma Rousseff e que nossa pátria siga um caminho de união da população, solidariedade e progresso. O Brasil é um só e todos formamos essa república que tem inúmeros exemplos de cidadania e humanismo.
CÉLIO BORBA (aposentado) - Curitiba
Eleições 2014
Político que perde em casa, o melhor a fazer é mudar o endereço eleitoral.
AUREO GARCIA LELLIS (empresário) - Londrina
Governo x povo
O brasileiro tem a equivocada esperança de que a vida será diferente em função da eleição. Verificando o comportamento do povo no dia a dia, percebe-se que a mudança tem que ser feita na forma inversa, ou seja, a sociedade deve melhorar e se organizar para merecer governantes dignos. É hora de parar com a velha ladainha de que "o povo não merece passar por isso".
DENIZART CAPRONI (engenheiro eletricista) - Londrina
Eleições e seus pontos positivos
Que interessante o que está acontecendo no Brasil pós-eleições. Pessoas que nunca se preocuparam em fiscalizar as ações do governo agora estão prestando atenção no que acontece no Congresso. No final, tanto ódio e insatisfação surtiram um efeito bastante positivo. Daqui a pouco vai ter até gente ouvindo "Voz do Brasil"! É isso aí. Para frente, Brasil!
RUY CARNEIRO GIRALDES NETO (servidor público) Londrina
Abstenções
Discordo do leitor João dos Santos Souza (Opinião, 29/10) quando diz que um grande número de abstenções ocorridas na última eleição deve-se a pessoas que já morreram. Agora, quanto à situação do Brasil, isso aqui só não virou uma Cuba ou Venezuela "ainda" graças à denúncia do mensalão. Caso contrário, ao invés de Dilma o presidente da República pós Lula seria o "ilustre" José Dirceu. Aí sim, o senhor iria ver o que é bom para tosse.
ANTONIO CARLOS PESCADOR (autônomo) Londrina
Não aceito esse resultado
Digo o mesmo e concordo plenamente com a frase "Você não me governa, Dilma" da psicóloga Nina Cardoso (Opinião, 28/10). Parabéns pela sua colocação a respeito dos 51 milhões que tiveram coragem de tentar mudanças (do qual faço parte), mas não conseguimos. Felizmente, mostra que fazemos parte do "país que produz". Só Deus sabe o que vai acontecer daqui para frente. Eles estão com a faca e o queijo nas mãos.
NATHANAEL DA SILVA (projetista) - Londrina
■ As cartas devem ter no máximo 700 caracteres e vir acompanhadas de nome completo, RG, endereço, cidade, telefone e profissão ou ocupação. As opiniões poderão ser resumidas pelo jornal. E-mail: opiniao@folhadelondrina.com.br





