OPINIÃO DO LEITOR
Grandes fortunas x fator previdenciário
O artigo 153, inciso 7º da Constituição Federal, prevê que o governo federal pode instituir o imposto sobre grandes fortunas. Isso está há 26 anos na Constituição e ainda não foi regulamentado. Faz 15 anos que o governo aplicou o fator previdenciário nas aposentadorias dos trabalhadores. Pelo que se vê, foi mais fácil tirar 30% dos trabalhadores e distribuir no Bolsa Família do que tirar dos ricos, dos juízes, políticos e servidores públicos. Auxílio alimentação de R$ 4,5 mil, auxílio moradia de R$ 7,7 mil e salário de R$ 26,5 mil, roubo, corrupção e impunidade podem. Acabem com o fator previdenciário das aposentadorias, deem mais saúde e vida digna aos idosos que ajudaram este país.
CMTU e vagas especiais
Concordo plenamente com o leitor Ronaldo Coutinho Ferreira (Opinião, 17/10) sobre as vagas especiais. Às vezes, faço uso do cartão de estacionamento para idoso. Digo "às vezes", pois é muito difícil encontrar vaga. Há vários abusos. Tem motorista que estaciona o carro o dia inteiro, sendo que é para no máximo duas horas. Falta fiscalização e marcar horário de chegada. Resido na região do HU, e a Avenida Robert Koch virou pista de corrida: dias atrás um ônibus passou direto sobre o quebra-molas em alta velocidade. A fiscalização da CMTU chega lá por volta das 8h30 e meia hora depois já foi embora. Com relação ao quebra-molas, deveria ser feito igual àquele do Terminal Urbano (elevado) em que não há possibilidade de passar em alta velocidade. A CMTU deveria coibir com mais rigor esses abusos.
Pedestres, uni-vos!
A célebre frase marxista seria, imprescindivelmente, essa caso Marx morasse em Londrina e andasse a pé. Andando todos os dias pelas ruas de nossa cidade, pergunto-me: será que é extremamente complicado dar seta ao virar? Fora quase morrer em várias travessias, ainda sou obrigada a levar buzinadas na orelha. Queridos condutores, aprendi a ser muito paciente com vocês, mas venho lembrá-los que estar em um carro não os torna mais privilegiados. Já não é agradável andar nessa Londrina 40 graus - com chuva, então! -, contudo é a forma que me convém. Condutores, ao virarem lembrem-se de dar seta, por mais simples que seja, ela ajuda - e muito - na vida daqueles que correm atrás de seus sonhos com duas pernas.
Justiça Eleitoral para quê?
Passou a eleição proporcional e ouvimos muitas reclamações sobre os cavaletes expostos pela cidade. A julgar pelo resultado do pleito, a grande maioria das reclamações e manifestações contrárias a essa forma de propaganda política não passou de pura demagogia. Boa parte dos candidatos eleitos foi justamente a que mais gastou com esse e outros tipos de materiais de campanha, que também sujaram as ruas e casas ao serem jogados pelo vento, entupiram bueiros e vias e até causaram acidentes em algumas cidades. O que se confirmou com os eleitos é que quem gasta mais, faz favores condicionados e até compra votos de forma disfarçada (adesivagem, gasolina, banners, etc.) ganha as eleições. E a Justiça Eleitoral, para que serve? Em Londrina e Cambé, no dia da eleição, ocorreram muitos crimes eleitorais, a mais do que foi flagrado ou denunciado. Os santinhos encobriram o chão e a boca de urna ocorreu naturalmente. Aos casos denunciados, qual é a sentença da Justiça? E os cavaletes? Ainda vemos vários jogados em canteiros das avenidas.
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