Debate dos presidenciáveis
O debate entre Dilma e Aécio, na terça-feira, simplesmente me deixou com um ponto de interrogação. A candidata do PT só sabia ficar "jogando na cara" do outro candidato indicadores desfavoráveis de Minas Gerais. Acho que a ficha dela não caiu, pois o Brasil não é só Minas. O eleitor queria saber qual o plano de governo e não o que foi "prometido" (a metade não foi feita), e promete a mesma coisa de novo. O eleitor está mais "ligado", então chega de mentiras esfarrapadas. Dilma afirmou que Aécio votou a favor da extinção da CPMF alegando que isso "prejudicou" a saúde uma vez que o imposto era "destinado" a isso. Ora, e quando esse imposto existia o que aconteceu com a saúde? Nada! O povo também foi contra, pois era mais um imposto que pesava nas costas de toda a população. A "âncora" dela é o "Minha Casa Minha Vida", mas esquece de explicar que se comprou a casa tem que pagar, senão a "Caixa" toma. Já o Bolsa Família foi "ajustado" com base em programas anteriores, antes com 5 mil beneficiados agora 50 mil segundo ela. Isso dá a clara evidência de que o povo está ficando cada vez mais "dependente" e "parasita" de planos sociais, como se fosse uma "muleta", melhor do que estudar, trabalhar e correr atrás dos próprios objetivos, o que é uma lástima. Como diz o provérbio, "Não dê o peixe ensine a pescar"! Na realidade, tem muito político aí que é meramente "pescador de votos".
MARIA REGINA MINTO REYES (assistente administrativo) – Londrina

Farra dos diplomas e auxílio-moradia
Privilégios salariais conseguidos por meio de vergonhosa "legislação em causa própria" de funcionários públicos são revoltantes e injustos com os trabalhadores da iniciativa privada. A farra dos diplomas promovida por 54 funcionários da Câmara de Londrina, cujos salários em dez anos saltaram de R$ 2,7 mil para R$ 22,1 mil e de R$ 3,4 mil para R$ 27,6 mil, é uma afronta ao contribuinte londrinense. Se fossem corrigidos pela inflação oficial, hoje esses salários deveriam girar em torno de R$ 4,8 mil e R$ 5,9 mil, no máximo, respectivamente. Trata-se de um caso indecoroso, no qual os envolvidos utilizaram-se de certificados estapafúrdios para conseguirem vantagens financeiras estratosféricas. Invocam legalidade, mas o procedimento tem todos os ingredientes de imoralidade. Enquanto fora da esfera pública os trabalhadores se submetem aos reajustes inflacionários, e num regime de 44 horas semanais, esses privilegiados têm uma jornada de 30 horas, também conseguida com legislação própria. No âmbito federal, a constrangedora autoconcessão do pagamento de auxílio-moradia extensivo a todos os magistrados e procuradores do Judiciário, gerando despesa de R$ 1 bilhão anual aos cofres da Nação, é um ultraje a milhões de brasileiros que não têm onde morar e injustificável para uma classe que recebe os maiores salários do serviço público.
LUDINEI PICELLI (administrador de empresas) – Londrina

Dora Kramer
Aplausos à jornalista Dora Kramer pela coluna "Na bacia das almas" (Política, 15/10). É muito bom ver tudo que a gente pensa e tenta explicar transformado em palavras que vão atingir um universo bem maior de pessoas. Obrigado.
NINA CARDOSO (psicóloga) – Londrina

‘Nem que a vaca tussa’
A nobre presidente Dilma foi feliz e lúcida ao afirmar: "O PT não ganha em Londrina nem que a vaca tussa". Parabéns presidente. Os londrinenses sabem votar, escolher. Não temos "curral eleitoral", somos tampouco "massa de manobra". Quero ressaltar que o seu partido, o PT, levou uma "lavada" na última eleição e, certamente, será repetida no 2º turno. Queremos mudanças! Excluam a baixaria, ataques infrutíferos. Apresentem propostas, melhorias para o povo. Afinal, quem ouviu e assistiu tantos escândalos e denúncias em seu governo, não tem a menor moral para criticar ninguém, certo?
MOISÉS DOS SANTOS (entregador de gás) – Londrina

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