Candidatos derrotados
Falar de vencedores de eleições é fácil. Difícil é falar dos perdedores. A propósito da campanha para que votássemos em candidatos de Londrina: Antonio Carlos Belinati talvez não tenha tido o apoio suficiente do Boca Aberta, mas vai poder continuar se equilibrando em um cabide de emprego de alguma empresa pública. Gaúcho Tamarrado, que pena, não vai poder frequentar aquelas mesas de sinuca de Curitiba. A Lenir de Assis foi punida por pintar a estrela do PT de branco. O Mario Takahashi, por ser do PV e obrigar a CMTU a gastar 85 mil folhas de papel para lhe enviar os contratos solicitados, agora terá um tempo a mais para realizar a leitura. Como se vê, as derrotas também têm explicações.
AFONSO WELTER (economista) – Londrina

Resposta das urnas
Após as eleições, ficou claro o que pensa o eleitor londrinense com relação aos políticos que se candidataram almejando um posto de deputado estadual e federal. O resultado das urnas descreve nitidamente o caos que se instalou em nossa cidade. É uma vergonha o segundo maior colégio eleitoral do Paraná conseguir eleger apenas um deputado estadual e três deputados federais, perdendo para cidades como Francisco Beltrão, Ponta Grossa, Foz do Iguaçu e Maringá. Isso tudo é reflexo dos políticos que, nos últimos anos, se envolveram em escândalos de grandes proporções, denegrindo e manchando em nível nacional nossa cidade, colocando à prova que o respeito e a credibilidade nas pessoas que, porventura, poderiam ser consideradas candidatos sérios não existem mais como antigamente. Com muito menos eleitores, elegíamos quatro ou cinco deputados estaduais, quatro ou cinco federais, senador e até governador. Não é o eleitor londrinense que não sabe votar, e sim a falta de candidatos competentes que inspirem capacidade, honestidade e, acima de tudo, consiga dar confiança e credibilidade à população de nossa cidade.
MIGUEL POLSKIKH FILHO (eletrotécnico) – Londrina

Desunião da Região Metropolitana de Londrina
Empresários e eleitores serão mais quatro anos se lamentando por falta de recursos nos hospitais, de escolas para os jovens, só produzindo e pagando impostos e tendo pouco retorno. Por causa da desunião da Região Metropolitana de Londrina, de seus 25 municípios, ficaremos sem representatividade estadual e federal. Com 750 mil eleitores, poderiam ter eleitos dez deputados estaduais e cinco federais. Agora, não adianta chorar. O lema é a desunião faz a força, além de mendigar e implorar.
OSMAR CARVALHO (contador) – Londrina

‘Do nada para lugar algum’
Londrina poderá virar piada de brasileiros em Portugal. Pasmem, duplicaram a Avenida Brasília (BR-369) e "esqueceram" de construir a trincheira que faria transposição e incorporação daquela via de acesso, local conhecido também como "sinaleiro do Grêmio", onde morreram mais pessoas em acidentes do que em algumas guerras. A vida humana não tem valor? Cadê a tal liderança política que temos? Será preciso pedir para os maringaenses ou para o bondoso Papai Noel? Pagamos pedágios escorchantes e será preciso pagar com a vida também?
MOISÉS DOS SANTOS (entregador de gás) – Londrina

Correção
Ao contrário do informado na matéria "AL terá 21 ‘novos’ parlamentares" (Especial Eleições 2014, 6/10), Cida Borghetti (Pros) é deputada federal.

■ As car­tas de­vem ter no má­xi­mo 700 ca­rac­te­res e vir acom­pa­nha­das de no­me com­ple­to, RG, en­de­re­ço, ci­da­de, te­le­fo­ne e pro­fis­são ou ocu­pa­ção. As opi­niões po­de­rão ser re­su­mi­das pe­lo jornal. E-­mail: opi­niao@fo­lha­de­lon­dri­na.com.br

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