OPINIÃO DO LEITOR
Zé promessa ou balelista?
Recuso-me a acreditar que o povo paranaense seja tão incauto a ponto de cair em mais uma das falsas promessas de um candidato que, de tanto mentir, se a fábula do Pinóquio fosse verdade, seu nariz já estaria com um metro ou mais de comprimento. A primeira vez que ele enganou o povo foi com o slogan: "Ou o pedágio abaixa ou acaba". Não abaixou, não acabou e subiu vertiginosamente e nós somos quem arcamos com a consequência. Agora, vem com mais uma de que vai "salvar" a Copel e a Sanepar. Será que vão cair em mais essa? Creio que não. Chega à beira do ridículo vermos na TV as promessas que fazem. Os petistas falando em acabar com a corrupção. Por que não fizeram isso em 12 anos de mandato? A atual mandatária diz que se acreditarem nela vai fazer e acontecer, será que Lula vai deixar? Ela mesma disse que ele não poderia voltar porque nunca tinha saído. A propósito, foi a única verdade que vi sair de sua boca. Pensem bem nisso e, pelo amor de Deus, não estraguem seu voto.
EDMILSON ASSIS DOS REIS (autônomo) - Londrina
Desesperança
Tenho lido com frequência leitores criticando o uso da urna eletrônica, e com razão. Países desenvolvidos não a querem, pois ela pode ser adulterada. No Brasil, adulteraram até o painel do Congresso, lembram? A urna eletrônica é a maior fraude eleitoral do País. Pena que os eleitores não perceberam e vão continuar acreditando em um governo que quer fazer a transposição do Rio São Francisco: o custo da obra saltou de R$ 4 bilhões para R$ 9 bilhões e para concluí-la devem ser gastos R$ 20 bilhões. Quantos poços artesianos poderiam perfurar com essa fortuna? E ainda tem a refinaria sucateada de Pasadena (EUA), uma vergonha nacional. Políticos, que estão há décadas no poder, agora indicam filhos, netos, bisnetos... E culpa é de quem? Do eleitor que vota em corruptos. É por essas e outras que não voto mais, para não ser cúmplice de políticos que saqueiam e roubam e vão fazer o Brasil a ficar igual à Venezuela. O slogan deveria ser "Brasil, um país de tolos".
DERIVALDO CHAVES (autônomo) - Sabáudia
Eleitor londrinense, acorde!
Não dá para entender eleitores daqui votando em candidatos que não são de nossa região metropolitana. Talvez, o façam em razão do desconhecimento. Daí a necessidade da imprensa em geral (como faz a FOLHA e alguns veículos) divulgar a importância de se ter representantes políticos em Curitiba e Brasília. Vejam, por exemplo, a cidade de Maringá, um terço menor que Londrina, e tem muito mais representantes do que nós. E o resultado disso? Todos estamos vendo, disparada na nossa frente em quase tudo. Então, não vamos aqui falar desse ou daquele candidato, mas os temos em quantidade e dá sim para escolher os daqui, sem a necessidade de se simpatizar com os de fora.
JOSÉ ROBERTO BRUNASSI (advogado) Londrina
Dinastias políticas
Quando penso que nada mais vai me indignar na política, a cada eleição aparece mais uma mediocridade. Refiro-me às dinastias políticas que pululam País afora nesta eleição. É filho de deputado estadual, esposa de deputado federal, esposa de ministro de Estado, filho de ex-prefeito... são candidatos querendo pegar uma rabeira no nome de entes carimbados há tempos na política. Imagino como ficaria a história retratada daqui alguns anos. A coisa ficaria mais ou menos assim: "Roubassés 2º" substituiu seu pai "Roubassés 1º" com a maioria do voto do povo; ou "Cleptossés 111º" assumiu o cargo de seu progenitor depois de sua morte num barco inundado pelo excesso do peso do dinheiro que carregava dentro de caixas de cueca". A imprensa noticiaria: "Morre o último grande chefe político da Maranhania e o templo onde seria enterrado se mostra pequeno para acomodar a fortuna amealhada em seus mais de 90 anos de vida pública, urge seu embalsamamento até as dez empreiteiras contratadas sem licitação construírem um novo templo três vezes maior que o já Salomônico templo preparado para ser sua última morada". Tudo com o aval dos votos do povo há anos escravizado sob a égide desses semideuses.
SAULO OLIVEIRA (agricultor) - Londrina
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