Orfandade do brasileiro

Faltando poucos dias para as eleições, poderia ser uma festa da democracia. Infelizmente, em todas as eleições somos traídos pelos eleitos. A maioria esmagadora daqueles que deveriam representar o povo passa somente a representar seus próprios interesses, se corrompe, passa a servir os financiadores de campanha por meio de projetos inócuos, mas lucrativos para eles e as empreiteiras inidôneas. Com isso, passam a enriquecer em uma velocidade nunca vista: entram na política com chinelos de dedos e saem ostentando jatinhos, mansões, carrões importados e tudo que o dinheiro desviado pode comprar. Nós e a Justiça assistimos a tudo de braços cruzados. Não deveria ser assim, possuímos um Judiciário imenso e caríssimo que poderia e deveria coibir os abusos praticados pelos agentes públicos, mas nossos magistrados se ocupam de matérias extremamente relevantes, tais como: aumento dos próprios subsídios, manutenção e ampliação do auxílio-moradia, corporativismo ferrenho quando na investigação de seus membros que adentram pela ilegalidade e desvirtuam as funções para as quais foram designados. Quando provas contundentes são apresentadas, o magistrado pego em flagrante é punido com uma aposentadoria milionária e passa a gargalhar na nossa cara. No dia 5 de outubro teremos mais uma chance de, pelo menos, tentar mudar algo nesse País. Estamos vivendo em um Brasil falido, desumano para os seus cidadãos e que mostra um futuro bastante obscuro para a geração que virá. Não sou obrigado a votar, mas votarei e farei a minha parte na tentativa de dias melhores.
DARCY BRAZ GUEDES (mecânico) – Londrina

Votar ou não?

Novamente estamos diante de inúmeros candidatos que estão totalmente alheios à necessidade real dos eleitores. A grande maioria só está interessada em conseguir adentrar ao meio político para se "dar bem", ou seja, perceber polpudos salários e pouco fazer pela comunidade que o elegeu. Não vou votar em candidatos de Londrina que estão hoje na Câmara de Vereadores e traíram a confiança do eleitor que acreditou nas ideias enquanto candidato a vereador. E, nesse momento, estão dando a nítida prova de que não têm nenhum compromisso com a cidade. Alguns se deram ao luxo de estar nas manchetes deste renomado jornal só que de forma negativa aos anseios de seus eleitores. A poucos dias da eleição ainda estou verificando sobre alguns candidatos que selecionei como prováveis a serem dignos de receber meu voto. Após avaliação, vou exercer meu direito de cidadão e tentar votar em alguém que acredito ser uma pessoa séria e que esteja realmente disposto a lutar por Londrina, mesmo que isoladamente, mas que demonstre a que veio. Londrina precisa urgentemente de políticos comprometidos com o desenvolvimento em todas as áreas. Ainda acredito que é possível.
LUIZ CARLOS DE ALMEIDA (professor) – Londrina

Outra mentalidade política

Vejam a diferença de mentalidade do povo asiático e do latino-americano. Lá (principalmente no Japão), não existe tantos políticos "fajutos" como aqui. Se alguns deles cometem erros considerados graves, ou pedem para sair ou são pressionados a deixar o cargo (quando não se suicidam). E não existe "aquela" de que o sujeito é o "fulano de tal", por isso é "intocável". Quanto mais elevado o cargo, aí é que saem rápido, pois têm que dar exemplo à sociedade. E há outro detalhe importante: assumem publicamente o erro e pedem desculpas ao povo. Quando foi que vimos algum político brasileiro ou de país latino-americano tomar uma atitude assim? Ao contrário, ficam no cargo "aprontando" com a proteção da classe. E ainda tentam inverter os valores, ludibriando a sociedade como se fossem inocentes ou fosse correto o que fazem. Para não haver mais casos como mensalões, atos secretos, propinoduto da Petrobras entre tantos outros, quem teria que mudar a mentalidade seria o eleitor. Vamos ver este ano.
SWAMI VERONESI (músico) – Santo Antônio da Platina

Doações a políticos

É proibido vender voto, mas é comum a compra de candidato no Brasil. Um exemplo é que nesta eleição existe uma empresa que doou cinco milhões de reais para a candidata Dilma, do PT, e igual quantia para Aécio Neves, do PSDB. Isso comprova que não há nenhuma preocupação com as propostas ou projetos dos governos, mas a verdadeira preocupação é estar com o governo eleito, independentemente dos projetos ou ideologias. Se fosse criada uma lei proibindo as empresas que fizessem doação para as campanhas participassem das licitações, será que teríamos alguma doando milhões para os candidatos?
TOCHITANE MITSI (gerente de restaurante) – Londrina

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