OPINIÃO DO LEITOR
Filhotes políticos
Não que seja proibido filhos de políticos se candidatarem a cargos eletivos. Todavia, o eleitor precisa identificar quais deles têm histórico de serviços prestados à sociedade ou currículo de vida que justifique o seu voto. É comum políticos em fim de carreira escolherem filhos, e até netos, para serem herdeiros dos seus mandatos e darem continuidade à dinastia política e, por vezes, a sustentação financeira da família, através dos cofres públicos. Londrina tem uma experiência amarga nesse sentido: a eleição do filho de um político local, por vias tortas e escusas, custou uma fortuna aos cofres municipais e não tem dado retorno à cidade em termos de benefícios, pois sua atuação na Assembleia Estadual é "um zero à esquerda". A cada pleito eleitoral aumentam os casos desse protecionismo filial. Na atual campanha, no Paraná, chama a atenção a quantidade de candidaturas desses descendentes. Alguns até têm feitos a creditar, entretanto, a maioria só oferece o sobrenome. Não podemos eleger marionetes que, certamente, serão manipulados pelos seus progenitores, geralmente velhas raposas no cenário político. É preciso romper o ciclo de continuidade dos mandatos que favorecem causas próprias e a tentativa de determinadas famílias se perpetuarem no poder. O estado do Maranhão é um clássico exemplo dos danos que esse favoritismo familiar pode provocar.
LUDINEI PICELLI (administrador de empresas) Londrina
Semana do Trânsito
Importante a "Semana do Trânsito" em nossa cidade. Com certeza, as prevenções e orientações evitarão muitos acidentes. Entretanto, temos inúmeras situações de riscos que não vemos nenhuma ação por parte da CMTU, tais como: veículos sem a mínima condição de uso (pneus carecas, portas que não fecham, lanternas/faróis/setas com lâmpadas e vidros quebrados e/ou queimados, para-brisas quebrados ou inexistentes, banco do condutor quebrado, freios funcionando parcialmente, amortecedores sem condições de uso, falta do cinto de segurança. Não podemos nos esquecer de que os condutores de carrinhos manuais e tracionados por semoventes também fazem parte do trânsito, com isso, também devem ser orientados sobre a mão correta de direção, locais permitidos para paradas e estacionamentos, ruas e avenidas preferenciais, semáforos, dentre outros.
ADONIRO PRIETO MATHIAS (contabilista) Londrina
Compra sem licitação
Com relação à matéria "Câmara de Cambé tenta cancelar compra de áreas" (Política, 21/9), como é triste ver uma notícia como a da Câmara de Cambé que, segundo o Ministério Público, fez compra irregular de terrenos. Dois dos seis vendedores eram servidores municipais. E a compra ainda ocorreu sem licitação. Indagado, o presidente da Câmara disse que ninguém sabia que havia dois servidores envolvidos na compra e que não precisaria de licitação. Todos sabem que licitação é o meio mais democrático e transparente utilizado no serviço público. Na época da eleição o discurso é sempre que são a favor das licitações, mas quando assumem o poder são afetados de amnésia e esquecem tudo que prometeram. Parabéns ao MP e à FOLHA por trazerem à tona essa notícia tão importante para Cambé.
JULIO RODRIGUES DE MELLO (vigilante) - Cambé
Agora é o Marco Zero
Como dizia minha mãe, tem urubu ou galinha preta enterrada em Londrina. No passado teve o caso AMA/Comurb, a venda da Sercomtel, vereadores presos em 2011, em 2012 prefeito e vice foram cassados, caso muralha, em 2013 houve o caso Havan e agora temos doleiro preso e deputado federal sendo processado pela Comissão de Ética da Câmara. Por que será que todos querem dividir Londrina e nos envergonhar? Espero que em 2015 a zona norte não se separe de Londrina com o aumento do IPTU, como fez Tamarana.
OSMAR CARVALHO (contador) Londrina
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