OPINIÃO DO LEITOR
Eleições 2014: encruzilhada
Politicamente, o povo brasileiro está diante de uma gigantesca encruzilhada. Jamais, em tempo algum, a nossa história republicana viveu situação tão complexa como a que estamos assistindo. No dia 5 de outubro escolheremos os novos dirigentes da nação. Nos pleitos passados, dos quais guardo positivas recordações, os quadros políticos eram ricos em conteúdos, as opções válidas abundavam. Na conjuntura atual, não vislumbramos horizontes alvissareiros e, pelas evidências, o famigerado Partido dos Trabalhadores permanecerá no (des)governo para alegria dos corruptos e "mamateiros", em virtude do desinteresse e patriotismo da sociedade brasileira. Há três opções para a Presidência: deixar como está "para ver como fica", reelegendo Dilma e permitindo que o PT continue no poder; eleger Marina, inexperiente e "PT 2" em edição piorada; ou eleger Aécio Neves com experiência e comprovada idoneidade. Defendo a tese de que com o advento do Cristianismo, a mulher foi blindada com a divindade, tornando-se "superior" aos homens em graça e virtude. Assim, entendo que o cargo de presidente da República deve, preferencialmente, ser exercido por homem, com H maiúsculo.
Quanto custa um senador?
Li uma notícia recentemente que chamou muita a atenção e gerou revolta. Para não ser leviano, procurei me certificar da veracidade da informação em sites e fontes que pudessem garantir da certeza desse absurdo e consultei também o site da Transparência Brasil. O assunto diz respeito a quanto custa um senador da República para os cofres da União, ou seja, para o bolso dos contribuintes. Pasmem senhores, segundo as informações, um senador custa por ano R$ 33,4 milhões, multiplicado isso por 81 senadores totaliza R$ 2,7 bilhões. Fiquei mais curioso e pesquisei também o custo anual de um deputado federal que é de R$ 6,6 milhões, vezes 513 dá a "bagatela" de R$ 3,3 bilhões. Somando tudo, Senado e Câmara Federal custam por ano à nação R$ 6 bilhões. Com a palavra os cidadãos brasileiros de bem.
Política e a fábula
Pela esperteza, é comum associarmos os políticos às raposas, levando-nos à relação da fábula "A raposa e as uvas", de autoria de Esopo, antigo escritor grego. Até que essa comparação é aceitável, mas fica aqui a minha defesa à fauna: esses animais, mesmo quando ameaçados, não fedem tanto!
ConCidade X CMC
Definitivamente, o Brasil é o país da piada pronta, de mau gosto é claro. O Legislativo ou o Executivo não tem que consultar o Conselho Municipal da Cidade (CMC) sobre criação do Conselho da Cidade (ConCidade). Em 2009, o Conselho Estatual das Cidades, em consideração ao ofício nº 521 do Ippul, recomendou através da Comissão Estadual Recursal de Validação a criação do ConCidade-Londrina em Conferência Municipal da Cidade. O Ippul questionava o que fazer com relação à concomitância de Conselhos da Cidade. O Conselho Estadual das Cidades citava a resolução nº 13 do Ministério das Cidades que o ConCidade é eleito em Conferência Municipal da Cidade. Em Londrina, o CMC foi criado em Conferência Municipal de Planejamento Urbano, sem levar em conta o histórico de Conferências da Cidade. Fui o presidente do ConCidade-Londrina e até agora não consegui "passar a faixa da presidência". Sejamos razoáveis, o tempo desse imbróglio já passou, que a Câmara e o prefeito Alexandre Kireeff resolvam logo essa questão e não deem poder para quem não tem essa competência.
Correção
- Diferentemente do informado na matéria "Um menino sonhador" (Folha2, 20/9), o espetáculo deve ser apresentado dias 21, 22 e 23 de outubro
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