OPINIÃO DO LEITOR
Fundo do poço
Não mais me impressiona o baixo nível do debate político nessas eleições. Tirante raras exceções, os programas e propostas lembram o enredo de comédias pastelão. O que ainda me deixa estupefato é a existência de tantos partidos com candidatos à Presidência que trazem o comunismo e o socialismo como ideais a serem seguidos. Acredito que o fundo do poço tenha sido atingido numa entrevista concedida pela candidata Luciana Genro, do PSOL, que chamou de ignorante o apresentador que lhe questionou acerca da doutrina comunista e seus mais de 100 milhões de vítimas. Ora, me parece que a ignorante, no caso, é a candidata. Porta-voz de uma doutrina que já matou mais que todas as guerras mundiais juntas, e fora refutada como imprestável tanto na teoria como na prática, impressiona-me a desfaçatez da candidata. E não me venham dizer - como fez Luciana - que os regimes comunistas conferíveis no globo não representam a doutrina de Marx. Representam muitíssimo bem, tendo como exemplo de sucesso mais bem acabado, a "prosperíssima" Coreia do Norte. Marx pregava, ainda que de maneira oblíqua, a aniquilação dos povos que julgava primitivos, tais como os bascos, eslavos, escoceses, etc. Pregava que tais povos estariam alguns estágios atrasados em relação ao resto da humanidade e, por tal razão, atrapalhariam o ideal revolucionário. Eis o que pregam os partidos que se dizem socialistas, comunistas e até mesmo, marxistas. Pensemos bem antes de votar!
JOÃO PAULO S. ITIMURA YAGUI (advogado) Londrina
Urnas eletrônicas
Muito estranho, o Tribunal Superior Eleitoral proibir repentinamente o teste público das urnas eletrônicas antes das próximas eleições. Foi a pedido da presidente Dilma e rapidamente cumprido pelo atual presidente do TSE, Dias Toffoli, aquele mesmo polêmico ministro do mensalão. Essa decisão da suspensão surpreendeu até os técnicos da Universidade de Brasília que fariam os testes de vulnerabilidade quanto à segurança do sistema eletrônico, não permitindo qualquer adulteração. Ficaram indignados. É óbvio que isso cheira mais um golpe do governo. Cadê a transparência de que tanto falam? Por que o medo dos testes? O Brasil corre sério risco de ver os resultados das urnas nas próximas eleições serem fraudadas. Ele querem se perpetuarem no poder, não importam os meios.
WANDERLEY LAGO (representante comercial)- Londrina
O leão e as falsas formigas
Um defende o tradicional, o outro as mudanças, um quer dar continuidade à boa safra, que na verdade é uma distorção da má plantação. Um diz que deve ser o rei porque o outro cometeu um erro absurdo. Outro alega que, entre o errado e o semicerto, é preferível escolhê-lo. Indiretamente, discursam merecerem o cargo pela falta de mérito do outro, e não pelo próprio mérito. Então, os palanques desmoronaram. Os rebeldes, agora, voltaram a dormir serenamente. Os que acordaram, enterraram suas convicções. Se incomodam tanto com o leão, quando o problema são as formigas. Criticam o leão por não ser honesto, não ser justo, cobram a mais perfeita ética proveniente dele, e se não o faz, levam-no ao sacrifício. E as formigas trabalham dignamente, dia após dia, com uma quantidade de comida insuficiente comparada ao esforço que fazem, uma pena. O fato é que há muita formiga por aí, curtindo sombra e água fresca, aproveitando o silêncio dos rebeldes adormecidos para sugar seus esforços e recompensas. As falsas formigas comem pelas beiradas. Os rebeldes se preocupam em escolher o melhor leão, enquanto fixam a identificação na primeira falsa formiga que passar na frente. Sem esquecer de mencionar os rebeldes que se tornaram falsas formigas. Hipocrisia? Não, imagina, a culpa é sempre da falta de informação. Irônico, não? Não, porque é difícil trocar o conforto por um pouco de sanidade político-social. Então, mais uma vez, quem ganhou foram os rebeldes que decidiram continuar criticando os leões e ignorando as falsas formigas, assim, quem sabe, um dia, eles sejam falsas formigas também.
GABRIELA MENEGHETTI (estudante) Londrina
Sem-teto de luxo
A Associação dos Magistrados do Brasil foi até à Justiça solicitar a extensão do benefício "auxílio- moradia" a todos juízes do País que ainda não o recebem. Só falta incluir no pedido: auxílio gás, combustível, motorista particular, bolsas de estudo para seus dependentes, etc. Que tal estender esse "benefício" aos professores das redes municipal, estadual e federal, já que esses magistrados passam pelas mãos desses profissionais quando de sua formação?
WILSON OLIVEIRA TRINDADE (bacharel em Direito) - Londrina
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