Dono da verdade
Encontro meu amigo Teobaldo, no Calçadão, com um ar absorto. Brandindo o jornal, explica o motivo: "Veja essa notícia: sem-teto invadiram um prédio no centro de São Paulo e, quando a polícia foi executar o mandado judicial para que desocupassem o imóvel, receberam os policiais a pedradas e pauladas. Atearam fogo ainda em alguns ônibus. Achei estranho o procedimento, pois meu avó veio da Itália no começo do século passado fugindo das agruras que precederam a 1ª guerra mundial. Aqui chegou com a mulher e 4 filhos,trazendo uma mala repleta de sonhos e quatro peças de roupa. Ele, a mulher e o filho mais velho trabalharam duro, conseguiram amealhar uns ‘tostões’ e compraram uma casa modesta num bairro afastado. Com o passar dos anos, a cidade foi crescendo e a se casa valorizou. Meu pai deixou, a mim e meus irmãos, um legado de honradez, mostrando que os bens materiais são produto do esforço de décadas. Hoje o que esses grupos querem nos mostrar é que basta se autodenominar ‘sem qualquer bem’ e se acham no direito de invadir a propriedade alheia". Tentei lhe apresentar um arrazoado mais ou menos lógico, mas ele retrucou: "Vou ver se encontro outros que pensam iguais a mim e vou convencê-los a invadir um banco depois de nos autoproclamarmos sem banco". Percebi que depois que lhe contaram que o seu nome em alemão significa "povo audacioso", ficou impossível manter um diálogo com Teobaldo.
EDSON MEDARDO SCARCHETTI (bacharel em Teologia) – Londrina

Eleições 2014
Parece que o senador Roberto Requião (PMDB) tem um eleitorado fiel em Londrina e região metropolitana. A pesquisa do Instituto Multicultural, em parceria com a Folha de Londrina e Rádio Paiquerê AM (Política, 19/9), mostra que os 14% do candidato a governador são muito parecidos com os 16% obtidos para o Senado em 2010. Mostra também o que foi feito para nossa região em dois mandatos dele que o povo prefere pessoas um pouco mais, vamos dizer assim, "suaves".
EDNILSON FERREIRA DE MELLO (Médico Veterinário) - Rolândia

Importância das árvores
Com o crescimento da população, a quantidade de árvores está diminuindo. Isso ocorre porque as pessoas não têm conhecimento da sua importância e, por isso, acabam cortando-as. Para resolver o problema, podemos cuidar mais das árvores, podando seus galhos e plantando mais mudas. Dessa forma, teremos mais sombras, espaços para as crianças brincarem e mais oxigênio. Enfim, se colocarmos em prática essas atitudes viveremos com mais respeito, ficaremos mais conectados com a natureza e teremos um mundo melhor e mais arborizado.
ANA QUESIA DOS SANTOS LOPES (estudante, 13 anos) - Londrina

Presente para Londrina
Quero cumprimentar o advogado Walter Barbosa Bittar pelo gesto de coragem narrado no artigo "Sobre política, estacionamento e direitos" (Espaço Aberto, 16/9). É com pequenas atitudes que construímos uma sociedade civilizada. Ao exigir que um motorista retirasse seu carro da vaga destinada a deficientes físicos, o dr. Bittar deu uma aula de cidadania. Diante das injustiças rotineiras, não podemos ficar calados como as pessoas que acompanharam a cena. Nos 80 anos de Londrina, vamos dar um presente à nossa cidade e exigir o cumprimento das normas de civilidade, educação e bom senso. Londrina precisa de união, não de omissão.
VALTER LUIZ ORSI (presidente da Acil) – Londrina

Balé de Ibiporã
A escola de Ballet da Fundação Cultural de Ibiporã (FCI)agradece à FOLHA pela matéria "Talento reconhecido"(Folha2, 16/9). Os alunos da FCI residem em bairros distantes, precisam vir direto da escola para o balé e, muitas vezes, permanecem até a noite para os ensaios. Além da dedicação deles, não podemos esquecer dos esforços dos professores que doam horas de trabalho para o progresso desses bailarinos. A premiação para a Itália é fruto de um trabalho árduo, porém, para se tornar realidade vamos precisar da colaboração de todos que trabalham para o desenvolvimento da arte em nosso país.
BAILARINOS DA FUNDAÇÃO CUTURAL DE IBIPORÃ

■ As car­tas de­vem ter no má­xi­mo 700 ca­rac­te­res e vir acom­pa­nha­das de no­me com­ple­to, RG, en­de­re­ço, ci­da­de, te­le­fo­ne e pro­fis­são ou ocu­pa­ção. As opi­niões po­de­rão ser re­su­mi­das pe­lo jornal. E-­mail: opi­niao@fo­lha­de­lon­dri­na.com.br

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