Campanha eleitoral

Como sempre, as mesmas promessas esfarrapadas: melhorias na saúde, educação e segurança. Quero saber por que o governo que aí está há 12 anos já não "melhorou" tudo isso? Está difícil saber o que realmente eles vão propor em melhorias ao nosso país, pois até agora tenho visto os candidatos "desenterrar cachorro morto", jogando farpas uns aos outros como coisas que prometeram e não cumpriram, como se isso fosse novidade para nós eleitores. Não é isso que queremos. Nenhum deles teve ainda pulso firme para fazer uma proposta concreta ou dizer que assinaria um documento em cartório caso não cumprisse seria exonerado por falsidade ideológica, pediria afastamento ou coisa parecida. De promessas, o mundo está cheio, já chegamos no limite. O dinheiro público que já vem sendo desperdiçado com vultosos salários de parlamentares, e isso porque não vasculharam os "cartões corporativos" dos coitadinhos para expor exorbitantes gastos. Até amantes deles se sustentam com o suor do nosso rosto, que são os pesados impostos. Enquanto isso, o salário mínimo vai a R$ 788 em 2015 para que você sustente sua família, pague suas contas e quem sabe consiga sobreviver até a próxima eleição. Vamos tirar o tapa-olho, o nariz de palhaço e ir à luta, pois como sempre digo agora é a nossa vez de fazer a "Eleição das eleições" já que a "Copa das Copas" deixou muita gente frustrada!
MARIA REGINA MINTO REYES (assistente administrativo) - Londrina

‘A campanha dos sorrisos’

Sorrisos, sorrisos e mais sorrisos se espalham nas cidades pelas esquinas das ruas. Logo cedo, caminhões são descarregados por exércitos de pessoas que espalham placas com sorrisos de uma infinidade de rostos... Alguns rostos conhecidos, outros nem tanto. Junto com os sorrisos, números acompanham os retratos. Números que devem ser votados para o mais belo sorriso? A campanha eleitoral das ruas resumida a um concurso de sorrisos, além de refletir a ausência de conteúdo, é irresponsável. Esse festival de vaidades e publicidade superficial tem um altíssimo preço. Aqueles que financiam a "campanha do sorriso" vão querer de volta o dinheiro investido. Ao eleitorado, sobra o sorriso sem graça, sofrendo, reclamando ou fazendo piada da política. No final das contas, a desgraça é generalizada e vira, em vez de alguma reação construtiva, motivo de muitas desculpas e mais sorrisos amarelos. Que um dos critérios para escolher o candidato fosse a exposição de propostas sérias (que depois poderão ser cobradas) e não um mero belo sorriso passageiro.
DANIEL STEIDLE (educador ambiental)- Rolândia

Desafios nas redes sociais

O assunto do momento é desafio. Desafio do balde de gelo, desafio da cara limpa, entre outros. Duvido que alguém não tenha sido desafiado nesses últimos dias. O mais comum agora é o da cara limpa, sem maquiagem, filtro ou qualquer outra edição. Nem todos sabem a causa do desafio e participam apenas para se livrar da responsabilidade de uma vez. Às vezes, porque é mais fácil cumprir o desafio e cobrar algo de quem não cumprir do que pesquisar no "sr. Google" o motivo da atitude. A verdade é que a campanha chamada de "Stop the beauty madness" quer incentivar as pessoas a pararem a loucura da beleza ao menos por dois minutos, fazendo assim, com que elas pensem a respeito. Mais do que uma maquiagem, o desafio busca mostrar modelos que passam fome para estar no manequim certo, o quanto mães ensinam suas crianças a se arrumarem e estarem "montadas" sempre, o quanto julgam uma criança por ter um cabelo enrolado enquanto as amigas têm cabelos lisos... Realmente, há pessoas que fazem isso, todos os dias, na nossa frente e achamos normal. O desafio não condena isso, apenas incentiva que nós nos sintamos bem do jeito que quisermos. E se hoje der vontade de sair de casa com coque e pijama, que façamos isso. Desafio a todos se informarem melhor sobre as coisas que participam e, antes de julgarem, perceber que há algo muito maior em torno de qualquer brincadeira nas redes sociais. Sorte que essa, é por um bom motivo.
GABRIELA MENEGHETTI (estudante) – Londrina

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